O gosto amargo da mente distorcida
Bebo a loucura no gargalo
O gosto doce de um pensamento homicida
Bebo todo o sangue antes que ele vá pelo ralo
Sinto vermes arranhando a minha espinha
Ouço vozes gritarem dentro do meu cérebro agitado
Um gole apenas de inseticida
Matando os insetos que se infestaram no meu quarto
E se dilata a euforia em minha pupila
Um gole apenas de um momento solitário
O gosto doce de mim mesmo
O gosto da víscera
Meus sentimentos estão em decomposição
Eu não sinto mais aquela mão amiga
Eu apenas quero incendiar toda a multidão
Eu não tenho mais abraços e nem despedidas
Eu sou o vazio que vaga na população
Minhas palavras eram sinceras
Agora são assassinas
Ninguém me olha mais nos olhos
Eu me tornei a escória na cidade perdida
O tempo parou em todos os relógios
Me olham como se eu fosse um monstro
Daqueles que te pegam e comem sua carne viva
Ninguém me quer por perto
Pois tudo que eu toco se putrifica
Todos que entram
Eu já sei que eventualmente já estão todos de saída
Ninguém permanece
Ninguém fica
Todos sentem medo
Como se eu fosse uma entidade sombria
Como se eu fosse de outro mundo
Caçando almas queridas
Talvez eu seja mesmo essa monstruosidade
Mas talvez eu não seja o louco
E vocês sim que sentem tanto medo
De conhecerem o sabor da intensidade
Talvez você se tornaram humanos fracos
Com almas enfraquecidas
Talvez o meu meu amor seja assustador
Pois tudo que é real
Pode nos causar dor
Tudo que é de verdade
Nos assusta e machuca
Temos medo do desconhecido
Sendo que talvez a felicidade esteja
Naquilo que ainda não conhecemos
Talvez mesmo eu tenha essa energia
Que causa medo
Pois ela entra em você e a analisa
A energia psicótica ao olhos dos estranhos
Pois ela entra em você e a magnetiza
Talvez ela só esteja te oferecendo
Uma entrada para uma saída
Ou tudo isso seja apenas
Uma sensação humana
De arrependimento
Depois de vários goles de tequila
Talvez seja apenas um momento
Logo vai passar
Talvez eu não seja um monstro
Talvez seja o ácido
Talvez seja mais uma recaída
Apenas mais um lapso.
17 de outubro de 2015
Lapso
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14 de outubro de 2015
O Abismo.
O mundo é um abismo natural. Logo que nascemos estamos condenados a viver a vida. A vida pode ser bela em vários aspectos. Mas ela é cheia de encruzilhadas. O abismo ao passar dos tempos, mesmo que de forma atemporal, sem mesmo percebemos, o abismo torna-se parte de nós, como um órgão vital que de forma inconsciente não percebemos que ele está dentro de nós mesmos. E sabendo disso, o lugar mais perigoso do mundo, é o profundo do ser humano, o desconhecido que nem nós mesmos conhecemos, pois todos temos uma personalidade oculta, ali escondida, que evitamos que nossos pensamentos mandem energias para lá. Então quanto mais profunda for a intensidade, mais as emoções irão despertar o monstro que existe dentro de nós, aquela fera que pode devorar tudo e a todos, sem nenhum vestígio de piedade. Piedade é vulnerabilidade, é um sinal de fraqueza extrema. Os sentimentos devem ser extirpados, para sabermos diferenciar o nosso labo bom, e o nosso lado ruim, para então, termos controle sobre nós mesmos, e sobre nossos impulsos. Acredito que o ser humano se perdeu no mundo há muito tempo. Mas vamos devagar, alguém tão perdido como nós pode acabar nos encontrando. E poderemos fundir nossos caminhos perdidos, encontrando finalmente uma saída dessa selva que é a nossa natureza humana. Mas o ser humano esqueceu o que é humanidade. E está somente alimentando a sua sede de poder, de cavar mais pra cima, deste abismo que já nascemos dentro dele. E que a vida fez ele torna-se parte de nós. O mundo nos condena a sermos livres na prisão dentro dele mesmo. A vida é cheia de ficções como as dos filmes de terror, só que em realidade constante. Nadamos em rios de sangue. E descobrimos que a felicidade é uma mensagem subliminar obscura que no final a decodificamos o que está por trás são apenas sorrisos cínicos das pessoas. Descobrimos que por trás de um dócil rosto, pode haver muita maldade. Nada é real, é tudo somente um teste de sobrevivência, para quem vai conseguir chegar acima da cadeia alimentar. Cabe a nós mesmos, escolhermos, dentro desse abismo, se iremos cavar pra cima, e chegar ao poder e ao controle, ou se iremos cavar para baixo e servir quem estiver reinando lá em cima. Qual a sua escolha? Ser a presa ou ser o predador? Eu escolhi alcançar os céus e roubar os tronos dos anjos e dos demônios. Serei meu próprio deus, vivendo de forma carnal e magnífica. E vocês? Se concordaram comigo, pensem comigo. "Todos vivemos em um abismo. A única diferença é a profundidade que nós mesmos cavamos. Quão profundo é o seu fundo do poço?". Vamos crescer e subir na vida? E nos salvarmos? Vamos conquistar o mundo, e quem sabe, em um futuro, conquistar o universo. Vamos sair deste abismo?
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11 de outubro de 2015
Morto vivo.
Você chega ao um momento da sua vida em que a morte é mais amiga de você do que sua própria vida. Sua vida abandona você na esquina, enquanto você está bêbado, sozinho e sem nenhum amigo por perto, numa zona perigosa da cidade. E mesmo assim, você acorda no dia seguinte, e a vida te obriga a viver. Mas a morte está ali em forma de pequenas doses de sensações de poder. A euforia se apaixona por você, e você a beija e a abraça forte. As pupilas se dilatam no tempo. A mente se distorce em insanos pensamentos. A vida te abandona, quando você precisa de ar pra respirar. Você fica entubado em uma cama de hospital. Fazendo lavagem estomacal. A vida te abandona quando você precisa alimentar seus vícios. E o coração fica com cheiro podre de hospital. A vida tenta te convencer que a ambição são somente ilusões de grandeza. A vida te mostra que os sonhos são a destruição da realidade. E quando você está chegando lá em cima, no topo do seu próprio ego. Seu coração acelera, o pulmão fecha, e a vida te chuta lá de cima, e você cai direto em um esgoto cheio de sujeira. A vida faz você sentir falta do fundo do poço, pelo menos lá tinha água e doses de cachaça pra você entrar em coma. E permanecer ali. Mas a vida vem e rouba até o pouco de miséria que mal temos. A vida não nos deixam dormir, ela prega nossos olhos, com agulhas, costurando nossa percepção sem anestesia no quarto da insônia. E a insônia mantêm minha imaginação se dilatando na paranoia. A vida me olha com os olhos bem abertos em meus olhos, e não me diz nada, levanta e me dá as costas. A vida me abandona quando eu preciso dela para vivê-la. Ela sai do quarto, fecha e tranca a porta. E me deixa morto lá dentro de mim mesmo. A vida ainda não sei o que ela é, não sei qual o sentido dela. Só sei que acordo todo dia, e me deparo com ela no espelho. Ela encara minha alma e me oferece um cigarro toda manhã. Ela é simpática no café da manhã, quando leio as tragédias e os assassinatos em séries pelo jornal do dia. É só mais um dia normal da minha vida, eu sei. Mas a vida me olha como se eu fosse o principal suspeito. Mas também me olha como se eu fosse um erro perfeito. A vida talvez seja eu mesmo, cobrando demais de mim mesmo. Aliás a vida é minha, e eu faço que eu bem entender. Talvez seja somente eu, apaixonado por uma imagem distorcida e distante no espelho, Talvez as minhas qualidades sejam o meu maior defeito. A vida nos cegam com doses de egomania nos fazendo sonhar alto demais. E ela mesma nos derruba lá de cima, para nos fazer acordarmos pra vida. A vida me matou e me deixou vivo. Mas eu não sinto nada. Eu me alimento de mim mesmo, deixando expostos meus sentimentos em carne viva. Deixando toda a empatia em estado lento de putrificação. A vida me transformou em um animal sem instinto. Em um ser estranho esquisito. A vida é como um carrasco insensível a sangue frio.
A vida me transformou em um morto-vivo.
A vida me transformou em um morto-vivo.
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28 de setembro de 2015
Conquista
Algo me desperta na madrugada
Será a ansiedade súbita?
Ou o barulho do vento,
que na alma minha ruptura?
Não sei ao certo
Me sinto acordado
em sonhos despedaçados.
Apenas sinto
São como devaneios fantásticos.
Maravilhosas brisas obscuras
Ouço uma canção distante
Será que é deste mundo?
Ou é apenas o canto das corujas?
Então eu me levanto
E cada vez mais que me aproximo
A canção me guia sem destino
Estou vagando sobre pensamentos infestados de loucuras.
Estou em busca de algo desconhecido
Talvez eu esteja indo encontrar comigo mesmo
Me reencontrar em linhas que formam o raciocínio
Ou talvez a linha que separa as coisas
Foram cortadas pelo meu punho assassino.
Apenas procuro uma única resposta constante
Que eu deva aceitar
Que aonde quer que eu vá
O caos sempre me espera e de forma simpática,
sempre me aguarda com um brinde de champanhe
E eu tomo tudo no gargalo visceralmente cada gole
E cada instante
O tempo deixou de existir
Agora tudo se segue em uma linha atemporal inconstante
E eu estou apaixonado
Meu coração se encheu de euforia eletrizante
Pois aqui a loucura não passa de mera genialidade
Aqui eu tenho o poder e o controle
O domínio sobre tudo que pode me causar algum tipo de maldade.
Estou acima da cadeia alimentar
Venham jantar comigo
Aceitam este convite como uma mera casualidade
Vamos praticar a gula
E os excessos da gravidade
Sem se importar com que acontecerá na realidade
Pois a única realidade, vai ser quando estivermos todos mortos.
Quando a morte vier e putrificar a nossa imagem.
Ninguém sabe do amanhã
O destino ou algum gênio do mal
Sempre vai impactar com imprevistos
Conspirar de forma surreal
As horas não vão passar
E o tempo de hoje
Será desperdiçado
E o acaso vai nos devorar.
E o destino não perdoa quem não viva a vida
Ele destroça e nos deixam expostos em carne viva.
Viver hoje,
é o único jeito de alcançar o amanhã
é a única maneira de obter a suprema conquista.
Será a ansiedade súbita?
Ou o barulho do vento,
que na alma minha ruptura?
Não sei ao certo
Me sinto acordado
em sonhos despedaçados.
Apenas sinto
São como devaneios fantásticos.
Maravilhosas brisas obscuras
Ouço uma canção distante
Será que é deste mundo?
Ou é apenas o canto das corujas?
Então eu me levanto
E cada vez mais que me aproximo
A canção me guia sem destino
Estou vagando sobre pensamentos infestados de loucuras.
Estou em busca de algo desconhecido
Talvez eu esteja indo encontrar comigo mesmo
Me reencontrar em linhas que formam o raciocínio
Ou talvez a linha que separa as coisas
Foram cortadas pelo meu punho assassino.
Apenas procuro uma única resposta constante
Que eu deva aceitar
Que aonde quer que eu vá
O caos sempre me espera e de forma simpática,
sempre me aguarda com um brinde de champanhe
E eu tomo tudo no gargalo visceralmente cada gole
E cada instante
O tempo deixou de existir
Agora tudo se segue em uma linha atemporal inconstante
E eu estou apaixonado
Meu coração se encheu de euforia eletrizante
Pois aqui a loucura não passa de mera genialidade
Aqui eu tenho o poder e o controle
O domínio sobre tudo que pode me causar algum tipo de maldade.
Estou acima da cadeia alimentar
Venham jantar comigo
Aceitam este convite como uma mera casualidade
Vamos praticar a gula
E os excessos da gravidade
Sem se importar com que acontecerá na realidade
Pois a única realidade, vai ser quando estivermos todos mortos.
Quando a morte vier e putrificar a nossa imagem.
Ninguém sabe do amanhã
O destino ou algum gênio do mal
Sempre vai impactar com imprevistos
Conspirar de forma surreal
As horas não vão passar
E o tempo de hoje
Será desperdiçado
E o acaso vai nos devorar.
E o destino não perdoa quem não viva a vida
Ele destroça e nos deixam expostos em carne viva.
Viver hoje,
é o único jeito de alcançar o amanhã
é a única maneira de obter a suprema conquista.
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25 de setembro de 2015
Reflexão Aleatória
"TEXTO REFLEXIVO ALEATÓRIO DA MADRUGADA."
"Intenso"
Aprendam: A vida é como o clima do tempo, podemos até prever se amanhã irá fazer sol ou não, mas pode ser que venha uma tempestade. Aí podemos perceber que a vida é realmente uma caixinha de surpresas.
Mas nem sempre é uma caixinha embrulhada em um bonito papel de presente, às vezes pode ser uma caixinha de pandora.
E o caos vem testar se podemos ser firmes ou não diante de uma situação que devemos nos mantermos com os pés nos chão, mesmo que as situações em nossa volta pareçam ser um ciclone destruidor.
A vida na verdade é uma inconstância atemporal que não podemos controlar.
É aquela famosa montanha russa de emoções. Um dia tudo pode indicar que sua vida virou de ponta cabeça.
Mas no outro, pode ser um passeio reto com uma brisa suave e um vento no rosto nos acalmando do nossos anseios.
A vida são climas perdidos no tempo que não tem mais data certas para ocorrerem de fato. A única constante é a inconstância.
Devemos abraçar nossos corações a fim que nossa mente não se abale psicologicamente com o medo do que há por vir.
Temos que estar sempre preparados para inevitável.
Ao meu ver; - O mutável é inevitável, os horizontes mudam. Hoje faz sol. Amanhã chove. Só cabe a nós aprendermos de uma vez por todas a nos adaptarmos à realidade.
"Intenso"
Aprendam: A vida é como o clima do tempo, podemos até prever se amanhã irá fazer sol ou não, mas pode ser que venha uma tempestade. Aí podemos perceber que a vida é realmente uma caixinha de surpresas.
Mas nem sempre é uma caixinha embrulhada em um bonito papel de presente, às vezes pode ser uma caixinha de pandora.
E o caos vem testar se podemos ser firmes ou não diante de uma situação que devemos nos mantermos com os pés nos chão, mesmo que as situações em nossa volta pareçam ser um ciclone destruidor.
A vida na verdade é uma inconstância atemporal que não podemos controlar.
É aquela famosa montanha russa de emoções. Um dia tudo pode indicar que sua vida virou de ponta cabeça.
Mas no outro, pode ser um passeio reto com uma brisa suave e um vento no rosto nos acalmando do nossos anseios.
A vida são climas perdidos no tempo que não tem mais data certas para ocorrerem de fato. A única constante é a inconstância.
Devemos abraçar nossos corações a fim que nossa mente não se abale psicologicamente com o medo do que há por vir.
Temos que estar sempre preparados para inevitável.
Ao meu ver; - O mutável é inevitável, os horizontes mudam. Hoje faz sol. Amanhã chove. Só cabe a nós aprendermos de uma vez por todas a nos adaptarmos à realidade.
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20 de setembro de 2015
Soneto - O Baile
"O Baile"
No baile da meia noite lhe convidei para dançar,
Mal eu sabia que no meu destino você seria uma colisão,
E nossos corpos se transformaram em um ritmo de matar,
Seus olhos queimavam meu olhar iluminando a escuridão.
Todos em nossa volta se tornaram imagens distorcidas,
Era como um sonho e não queríamos mais despertar,
O ritmo de seu corpo indicava animalescas fantasias,
E foi quando a música parou e meus lábios começaram a te beijar.
Seus dentes cravaram em minha língua afiada,
Seu olhar revelou o seu eu verdadeiro e se escureceu,
E eu caí em sua magia serpentina envenenada.
Diante de teu encanto brilhantemente diabólico.
Me apaixonei para sempre.
Meu coração pecou no infinito do teu baile erótico.
- Bruno Bernardes
No baile da meia noite lhe convidei para dançar,
Mal eu sabia que no meu destino você seria uma colisão,
E nossos corpos se transformaram em um ritmo de matar,
Seus olhos queimavam meu olhar iluminando a escuridão.
Todos em nossa volta se tornaram imagens distorcidas,
Era como um sonho e não queríamos mais despertar,
O ritmo de seu corpo indicava animalescas fantasias,
E foi quando a música parou e meus lábios começaram a te beijar.
Seus dentes cravaram em minha língua afiada,
Seu olhar revelou o seu eu verdadeiro e se escureceu,
E eu caí em sua magia serpentina envenenada.
Diante de teu encanto brilhantemente diabólico.
Me apaixonei para sempre.
Meu coração pecou no infinito do teu baile erótico.
- Bruno Bernardes
19 de setembro de 2015
Soneto: Mon amour, mon ami
"Meu amor, minha amiga."
Meu amor e minha amiga.
Você é uma metade que completa minha existência,
Você é uma alma em carne exposta e viva,
Os nervos atrofiados indicando orgasmos em evidência.
Seu beijo é doce como veneno,
Seu corpo é um complexo paradigma,
Somos um só em um universo intenso,
Somos o inferno e o céu fazendo rima.
Eu danço nas pupilas do seu olhar.
Suas pupilas se dilatam ao me ver.
Você agora é fogo no meu mar.
Eu te afogo queimando suas fantasias,
Eu gosto de matar você aos poucos,
Somos os assassinos e as nossas vítimas.
- Bruno Bernardes
Meu amor e minha amiga.
Você é uma metade que completa minha existência,
Você é uma alma em carne exposta e viva,
Os nervos atrofiados indicando orgasmos em evidência.
Seu beijo é doce como veneno,
Seu corpo é um complexo paradigma,
Somos um só em um universo intenso,
Somos o inferno e o céu fazendo rima.
Eu danço nas pupilas do seu olhar.
Suas pupilas se dilatam ao me ver.
Você agora é fogo no meu mar.
Eu te afogo queimando suas fantasias,
Eu gosto de matar você aos poucos,
Somos os assassinos e as nossas vítimas.
- Bruno Bernardes
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18 de setembro de 2015
Soneto - O Jantar
O Jantar
Era nosso aniversário de casamento
Lhe servi um jantar à luz velas
Pois sabia que ia lhe causar encantamento
E então foram feitas promessas
Meu desejo era fazer você me você desejar
Te degustar em cada prato servido
Beber enquanto admiro o seu olhar
Olhar seus olhos negros com tom sombrio
Já você me olhava sem expressão
Você parecia fria e distante
Talvez era a chegada de uma escuridão
Somente queria expressar minha forma romântica
Enquanto eu estava sentado no lugar mais alto da mesa
E degustando pedaços de você em pratos de porcelana.
- Bruno Bernardes.
Era nosso aniversário de casamento
Lhe servi um jantar à luz velas
Pois sabia que ia lhe causar encantamento
E então foram feitas promessas
Meu desejo era fazer você me você desejar
Te degustar em cada prato servido
Beber enquanto admiro o seu olhar
Olhar seus olhos negros com tom sombrio
Já você me olhava sem expressão
Você parecia fria e distante
Talvez era a chegada de uma escuridão
Somente queria expressar minha forma romântica
Enquanto eu estava sentado no lugar mais alto da mesa
E degustando pedaços de você em pratos de porcelana.
- Bruno Bernardes.
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13 de setembro de 2015
Sentimentos industrializados.
Verdades mal ditas.
Mentiras muito bem contadas.
Pessoas que se substituem umas as outras,
como peças descartadas.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem que cada movimento,
será uma boa e genial roubada.
Então sempre procuram vencer,
com infinitas cartas na manga.
E doa a quem doer.
A casa sempre ganha.
O jogo é sujo.
E sentimentos são apenas ferramentas
que usamos para simulações de consumo.
O olhar que engana.
A língua que afia .
Frases muito bem digitadas.
Em uma rede de mentira.
As jogadas sempre mudam.
E as mudanças sempre se movem.
E os movimentos sempre são mortais
Como um ataque de um animal peçonhento
Uma vez que ingerida a ferocidade
O efeito é preciso
Pois a precisão é um veneno.
Para quem leva a vida como o jogo.
Sabem muito bem que o amor é uma ilusão.
Não há ganhos, não há maldade.
Apenas há o ato de fugir.
E esconder-se da realidade.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem.
Que qualquer lugar é em vão.
Não existe palavras sinceras.
E nem pessoas com coração.
É tudo uma mentira bem moldada.
Fabricada de uma forma tão perfeita.
Para parecer tão real como uma verdade.
Só que a aparência sempre engana os fatos.
Todos dançam na mesma sala.
Todos dançam os mesmos passos.
É tudo ensaiado
É um jogo.
É um teatro.
Todos sentem os mesmos sentimentos industrializados.
Nada é real
Nada é essencial.
Todos que estão aqui.
Vieram de embalagens.
A paixão, o amor, o ódio, a raiva
Tudo é industrial.
O afeto,
o carinho,
a bondade.
Tudo é superficial.
Mentiras muito bem contadas.
Pessoas que se substituem umas as outras,
como peças descartadas.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem que cada movimento,
será uma boa e genial roubada.
Então sempre procuram vencer,
com infinitas cartas na manga.
E doa a quem doer.
A casa sempre ganha.
O jogo é sujo.
E sentimentos são apenas ferramentas
que usamos para simulações de consumo.
O olhar que engana.
A língua que afia .
Frases muito bem digitadas.
Em uma rede de mentira.
As jogadas sempre mudam.
E as mudanças sempre se movem.
E os movimentos sempre são mortais
Como um ataque de um animal peçonhento
Uma vez que ingerida a ferocidade
O efeito é preciso
Pois a precisão é um veneno.
Para quem leva a vida como o jogo.
Sabem muito bem que o amor é uma ilusão.
Não há ganhos, não há maldade.
Apenas há o ato de fugir.
E esconder-se da realidade.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem.
Que qualquer lugar é em vão.
Não existe palavras sinceras.
E nem pessoas com coração.
É tudo uma mentira bem moldada.
Fabricada de uma forma tão perfeita.
Para parecer tão real como uma verdade.
Só que a aparência sempre engana os fatos.
Todos dançam na mesma sala.
Todos dançam os mesmos passos.
É tudo ensaiado
É um jogo.
É um teatro.
Todos sentem os mesmos sentimentos industrializados.
Nada é real
Nada é essencial.
Todos que estão aqui.
Vieram de embalagens.
A paixão, o amor, o ódio, a raiva
Tudo é industrial.
O afeto,
o carinho,
a bondade.
Tudo é superficial.
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2 de setembro de 2015
A hora mais sombria
A noite quente devora os dias frios
a madrugada é o espaço entre esses dois tempos
ela não é fria e nem quente
ela é suavemente confortante
ela me protege dos monstros do rio
que alagam em meu corpo
de forma animalesca e cortante.
Meus lábios fazem um brinde ao sombrio
minha boca me leva ao um ato delirante
e finalmente tomo minhas vinte gotas de Rivotril.
O tempo é abatido com um tranquilizante
em minhas mãos o tempo caiu
agora eu o esmago até ele sangrar
como meu coração que se partiu
ao bater mil vezes por segundo
enquanto minha pele se estremecia
e a perseguição era uma mania
enquanto tudo era uma alucinação
as aberrações que eu via
me encarando a espreita em cada esquina
animais despedaçados que me seguiam
em cada avenida
me mordiam
me arrancam a mandíbula
me deixavam morrendo aos poucos
fraco e frágil num chão sujo e podre
exposto a carne viva.
Mas eu parei o tempo
para escrever essas palavras queridas
para lhes dizerem
o que a ansiedade cria
ela cria crises em dias felizes
e os transformam em dias de luto e tristes
é como estar morrendo subitamente num segundo
e logo após alguns minutos
sua alma flutua voltando a vida
você sufoca
logo depois
você respira.
Mas eu parei o tempo
enquanto eu engolia
sessenta miligramas
de Paroxetina.
E consegui controlar
a hora mais sombria.
a madrugada é o espaço entre esses dois tempos
ela não é fria e nem quente
ela é suavemente confortante
ela me protege dos monstros do rio
que alagam em meu corpo
de forma animalesca e cortante.
Meus lábios fazem um brinde ao sombrio
minha boca me leva ao um ato delirante
e finalmente tomo minhas vinte gotas de Rivotril.
O tempo é abatido com um tranquilizante
em minhas mãos o tempo caiu
agora eu o esmago até ele sangrar
como meu coração que se partiu
ao bater mil vezes por segundo
enquanto minha pele se estremecia
e a perseguição era uma mania
enquanto tudo era uma alucinação
as aberrações que eu via
me encarando a espreita em cada esquina
animais despedaçados que me seguiam
em cada avenida
me mordiam
me arrancam a mandíbula
me deixavam morrendo aos poucos
fraco e frágil num chão sujo e podre
exposto a carne viva.
Mas eu parei o tempo
para escrever essas palavras queridas
para lhes dizerem
o que a ansiedade cria
ela cria crises em dias felizes
e os transformam em dias de luto e tristes
é como estar morrendo subitamente num segundo
e logo após alguns minutos
sua alma flutua voltando a vida
você sufoca
logo depois
você respira.
Mas eu parei o tempo
enquanto eu engolia
sessenta miligramas
de Paroxetina.
E consegui controlar
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