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6 de julho de 2017

KARLA - A PAIXÃO ASSASSINA | DOWNLOAD | LEGENDADO.

Sinopse:
Esta é a dança mortal e devassa de Paul Bernardo e Karla Homolka, um espantoso casal canadense, que resultou numa série de vítimas adolescentes, com intensas interpretações de Laura Prepon e Misha Collins. Bastante fiel à história real, as cenas de Karla foram baseadas em depoimentos, relatórios policiais, nas sessões de Karla com seu psiquiatra, e nas fitas filmadas pelos próprios assassinos. Com perplexidade, o público vê os fatos acontecerem, sem nenhum remorso de Paul e com a falsa normalidade de Karla, atormentada por sua consciência, mas incapaz de escapar. Seria possível uma mulher amar tanto, a ponto de se tornar cúmplice de crimes…que começaram.

Tamanho: 701Mb
Gênero: Drama/Crime/Suspense
Formato: Avi
Qualidade: DVDRip
Dual Áudio
Legenda: Português

Ano de Lançamento: 2006




LINK DIRETO DO FILME CLIQUE NA IMAGEM ABAIXO

LEGENDA: CLIQUE AQUI

21 de maio de 2017

O ALIADO

Uma noite em que se dorme, 
é uma madrugada perdida, 
mesmo que o mundo todo caia 
em uma realidade perdida, 
as sinapses sempre devem estar sacudidas, 
criando visões fantásticas 
enquanto dilatam-se as pupilas,
pois somente assim
mentes serão expandidas.

E aqui estou eu, em minha tormenta, na síndrome dos reféns mentais e emocionais. O meu coração acelera conforme os milésimos do tempo, não sobrando espaço para respirar fundo, sugerindo taquicardia em junção com fantasias moldadas por um ser que vive em mim, um outro eu, que não sei como controlá-lo. Mas sei que ele está aqui agora, este ego definitivo que minha subconsciência criou e o escondeu em meu inconsciente nada coletivo. Talvez seja ele agora digitando agora, talvez eu acorde e não lembre mais uma vez o que estou escrevendo agora.

Mas uma coisa não pode ser confundida, pois eu sei que ele existe, e ele sabe que eu sei que ele existe. Não é nenhum demônio interior, pois estes mesmos eu crio e domestico-os. Mas este, talvez seja pior do que qualquer entidade, demônio ou qualquer outra loucura sobrenatural que inventam por ai, talvez seja uma coisa bem pior que eu criei, talvez seja eu mesmo.

Uma identidade paralela que assume minhas funções motoras quando a ansiedade se manifesta em meu coração, querendo pará-lo. Talvez ele me proteja de minhas síndromes que conspiram a minha morte súbita a todo instante. Eu não sei se o abraço ou tento afastá-lo. Mas de algo eu sei, qualquer pessoa que tentar me machucar, esta se perderá em meus labirintos criativos, onde eu posso abrir e fechar os caminhos, mudando as entradas e as saídas, de uma prisão criada por mim mesmo, fazendo estas pessoas nunca mais saírem de sua audácia narcisista quando ousaram em desafiar a minha existência.

É! Agora realmente tenho quase certeza que as ultimas linhas não fui eu quem escrevi. Eu não diria isso, pelo menos não assumiria o poder que posso ter. Não para ninguém ler. Talvez a consciência que se dualizou na minha mente, esteja querendo mostrar para os outros, que eu não sou um fraco, como eu penso que eu sou, por mais que às vezes que a melancolia me seduza e me paralise como uma parasita em uma cama cheia de vermes homicidas.

Só sei que agora eu sinto a dualidade, algo que dentro de mim, deve se libertar para todos conhecerem. Mesmo com receio, sei que isso não se pode controlar por muito tempo. Em algum momento do tempo, mesmo que ele esteja distorcido, a verdade irá aparecer, e quando isso ocorrer, eu sei que os luminares de minha existência vão se alinhar às estrelas fixas e aos lotes árabes que representam figuras de deuses que não se devem brincar. E finalmente as ilusões de grandeza deixarão de ser ilusões, a desilusão será servida pela realidade para eu comê-la viva.

E talvez finalmente, a minha alma vai se fundir com o meu corpo de forma plena, sem nenhum tipo de separação e encruzilhada. Finalmente vamos seguir os mesmos caminhos. Entre a vida a morte, entre o mundo espiritual e o mundo material. Eu quero encontrar o equilíbrio e quero voar nas constelações nem ainda conhecidas. Eu quero estar perto de Deus, eu quero me libertar destes monstros interiores que me enfraquecem a cada dia; desta melancolia e depressão. Eu quero ascender como uma tocha que bilha na escuridão, como a lua negra que seduz a lua que brilha, colidindo emoções e prazeres onde eu vou controlar cada impulso do meu ser. Eu vou conduzir cada passo da min há vida em direção a uma jornada cósmica, que vai se alinhar constantemente a realidades alternativas, onde a mente o coração vão estar em perfeita harmonia, criando poemas, canções e melodias.

Uma noite em que se dorme, 
é uma madrugada perdida, 
mesmo que o mundo todo caia 
em uma realidade perdida, 
as sinapses sempre devem estar sacudidas, 
criando visões fantásticas 
enquanto dilatam-se as pupilas,
pois somente assim
mentes serão expandidas.

E eu vou permanecer acordado, até descobrir como pregar peças no diabo.
É! eu não sou eu mesmo ultimamente.
Há uma consciência alternativa se expressando aqui
Mas seja bem vindo, seja lá o que você for.
Seja finalmente o meu aliado.
Seja eu mesmo.



14 de abril de 2017

ANORMAL

Andando pelas ruas cinzas
Procurando bares
Aonde tenha más companhias
Vou vagando sem saber aonde ir
Prostitutas me param oferecendo prazer
Enquanto o sangue de uma ainda está cheirando a seco no ar
Uma que foi degolada uma noite anterior
Noticias suspeitas que se falam na rua
Não sei se é verdade ou mentira
Um caso que foi ignorado
E o medo anda com uma foice assombrando os becos escuros
Mas ao mesmo tempo sinto que isso me excita
E que acorda meu demônio interior
Ah esse demônio que me colocou nos braços de uma delas
Tão bela e tão profundo o seu olhar vazio
Me sugou a alma
Fomos na suspeita rua em que uma delas antes fora assassinada
E fizemos sexo a sangue frio
Porém quente como o inferno
Enquanto eu a penetrava
Encostamos nossos corpos
Em uma parede rubramente pintada
E sentimos o cheiro ainda da pele grudada
O sangue seco ainda no chão
Pedaços ainda ali jogados numa vala
Sobre nosso corpos em profundo êxtase e tesão
Quando percebemos
Era tarde demais
O orgasmo prendeu nossos corpos com algemas
E gozamos ali mesmo
Mas não podíamos negar
Nós sabíamos
Nós tínhamos acabado de fazer amor com a morte
Notei que ela se excitou mais do que o normal
Percebi o quão maravilhosa é a mente humana
São todas doentes e conectadas a tudo que é genial
Eu me despedi dela e segui o meu rumo sem direção
E percebi o quão sou anormal
Mas pela primeira vez eu dei um momento de felicidade
Ao meu coração

2 de abril de 2017

O MESTRE



E o amor canta dentro do coração
Como uma trombeta tocada por um anjo
Cada canção parece um trovão
Beijos são como raios
E abraços são como um furacão
Olhares são desviados
O tempo às vezes não cura
Ele destrói
Os olhos são arrancados
E o tempo flerta com a destruição
E o amor cega
Trazendo a doçura de uma escuridão
Pensamentos são decapitados
As horas seduzem a desilusão
Nada parece real
Beijos são costurados
Palavras com tom surreal
Contrastes pintados de solidão
A melancolia inspira assassinatos
Pensamentos já não são mais pensamentos
Tudo se tornou obsessão
A tristeza planeja atos premeditados
O amor se torna em complexos sentimentos
Algo sem nome
Algo sem um pingo de coração
O amor se torna algo frio
Em beijos calculados
E a euforia transparece
E aparece a paixão
O poder seduz cada desejo de controle
E agora você só precisa dominar o mundo
Você é deus, e ao mesmo tempo é o diabo
Então você conquista o seu universo pessoal
Há vários caminhos duais
Você nunca mais é o mesmo 
Quando olha para o espelho
Em cada reflexo
Você é uma pessoa diferente
E então você se liberta
E de repente
Você não sente mais medo
Você finalmente se torna o mestre
O mestre do mais puro lisonjeio 
O mestre de tudo aquilo que mais importa
De você mesmo



- Bruno Bernardes





7 de fevereiro de 2017

O médico e o monstro


Sentimentos e pensamentos em oposição
Por mais que eu tente ser bom
Algo dentro de mim ilumina minha escuridão
Há tanta luz em mim que às vezes elas cegam minha percepção
Então eu busco refúgio
Eu busco abrigo
Mas quando encontro
Vejo que é um lugar sombrio
Então me perco dentro de mim
Eu me torno em um oceano profundo e obscuro
E me afogo aos poucos
Dentro da minha mente e coração
Às me sinto como o médico
Onde eu sirvo, cuido e salvo vidas
Mas às vezes me sinto como o monstro
Onde eu destruo, agrido e arranco tripas
Eu sou o bisturi que corta com precisão
Eu sou a agulha que costura o coração
Eu sou a seringa que envenena aos confins da sedução
Eu vou fundo em suas veias
E sinto cada artéria
Sinto os nervos atrofiando em minha mão
Eu sou o veneno e ao mesmo tempo sou o antídoto
E assim...
...Minha personalidade oscila
Entre uma cena de paz e tranquila
E uma cena de caos e carnificina.
"Estou enfrentando mais um desafio na minha vida, que é conseguir equilibrar minha natureza humana, onde devo colocar na balança o yin e o yang e moldar o equilíbrio entre a emoção e razão, moldando o meu lado bom, e o meu lado mau, antes que eu me torne o animal mais perigoso de todos, em um ser humano apenas de carne e osso, sem alma, apenas feroz e bestial, seria perigoso e vergonhoso, eu prefiro ser um animal"

12 de março de 2016

Claustrofilia

Lembrando de você
Adquiri uma sofisticação
Foi lembrando de você
Que desenvolvi a lábia
Você agora é apenas uma simulação
Para melhoramento
Da minha audácia
Você me matou por dentro
Mas lembrando de você
Aprendi a sobreviver na sociedade
Você agora é apenas uma cena ensaiada
Você agora é apenas uma peça da minha maldade
Eu me tornei articulado
Descobri os níveis superiores da inteligência
Moldada de insanidade
Agora eu enxergo tudo
Eu enxergo o mundo como uma máquina
E cada pessoa
É uma peça para que as engrenagens
Desta máquina continue funcionando
Me tornei adaptado ao trabalho
E sou eu que está a controlando
E eu não pareço ameaçador
Pois eu sou o cruel carismático
Lembrando de você
Eu tentei continuar te amando
Mas você me sufocou
Você me sufocou!!!!!
Você me sufocou!!!!!
Você me sufocou!!!!!
Lembrando de você
Me fez ter prazeres
Mas como você não está mais aqui
Eu revivo cada prazer que tive com você
Sufocando todas as pessoas
Que me faz recordar nossos momentos felizes e únicos
Eu sufoco todas as pessoas 
Pois o olhar de desespero delas
Me lembra do seu olhar quando você me dizia que me amava
Lembrando de você
Eu posso ter você aqui comigo
E hoje sou eu quem te sufoco
Sou eu quem está no absoluto controle
Método extremo de submissão
Calor, pele, beijos e paixão
Carne viva
Sangue
Ausência de respiração
Lembrando de você
Me faz ter crises de ansiedade
Mas são elas que me levam ao prazer do confinamento
São elas que me levam ao mais alto nível de excitação
Lembrando de você
Eu tenho você aqui
Todos vocês
Sufocando
Sufocando
Em seus pescoços
Está minhas mãos
Só lhe restam
A completa escuridão
Lembrando de você
Eu me torno você
Pois era você me sufocava
Lembrando de você
Eu me torno a Dominação.


30 de novembro de 2015

Vícios

Fumei a sua brisa
Te amordaçando conforme sua fantasia
Você fez de mim seu carrasco
E eu fiz de você minha vítima
Agora trocamos fluidos corporais
Enquanto a chuva cai violentamente 
No vidro do carro destruindo os para-brisas.

Cheirei a sua euforia
Criando sensações de poder
Acelerando as sinapses 
Da sua mente distorcida
Agora eu a toco 
Agora você é minha
Enquanto eu te toco por dentro
E libero toda a sua dopamina.

Injetei o prazer dentro de suas veias
Criando uma paz intranquila
Atemporal 
Horas perdidas
Visceral
Mentes vazias
Carnal
Corpos e almas realizando fantasias.

Bebi você
Te devorei viva
Me alcoolizei 
De tanto provar o sabor
Do liquor 
Da sua vagina
Explodi você de dentro pra fora
Você gozou cada sensação pervertida
Você me explodiu de dentro pra fora
Gozei na sua língua.

O sexo é o nosso vício
O paixão libera a nossa selvageria
O tesão é o nosso declínio
O amor é a tortura e a carnificina
A nossa vida é um crime de homicídio
Pertencemos um ao outro
Somos a imagem perfeita refletida
Um ato teatral
Que mostra a nossa aura narcisista
É poético e ao mesmo tempo brutal
Somos dois corpos em uma só alma ninfomaníaca.

29 de novembro de 2015

Dear Mr. Gacy.

Parte 1
"Uma das coisas que devem saber sobre mim. É que tenho a mente aberta, sou sincero, sem muito tato, sem críticas. Sou liberal e digo que penso. 
A única coisa que peço a vocês é que não presumam nada sobre mim. Se não tiverem certeza de algo, então perguntem. Nada me ofende e nada é pessoal. Nenhum assunto é proibido desde que estejam dispostos a serem tão abertos e sinceros como eu".

Parte 2
"Temos que ser cuidadosos.  
Devemos ler as pessoas. 
Temos que entenda-las. 
Antes elas entendam você. 
Sempre temos que estar cinco passos à frente de todos. 
Para termo o controle. 
Eu observo as pessoas bem de perto, 
quando não sabem que estou observando. 
Tento descobrir aonde vão. 
O que pensam.
O que realmente se passa na cabeça delas. 
Observando o comportamento delas, 
podemos aprender quais são suas fraquezas, 
as suas vulnerabilidades e seus medos. 
E uma vez que entramos na cabeça delas. 
Temos o poder para fazer o quisermos delas".

"Lembram-se sempre de quem Eu sou."

17 de outubro de 2015

Lapso

O gosto amargo da mente distorcida
Bebo a loucura no gargalo
O gosto doce de um pensamento homicida
Bebo todo o sangue antes que ele vá pelo ralo
Sinto vermes arranhando a minha espinha
Ouço vozes gritarem dentro do meu cérebro agitado
Um gole apenas de inseticida
Matando os insetos que se infestaram no meu quarto
E se dilata a euforia em minha pupila
Um gole apenas de um momento solitário
O gosto doce de mim mesmo
O gosto da víscera
Meus sentimentos estão em decomposição
Eu não sinto mais aquela mão amiga
Eu apenas quero incendiar toda a multidão
Eu não tenho mais abraços e nem despedidas
Eu sou o vazio que vaga na população
Minhas palavras eram sinceras
Agora são assassinas
Ninguém me olha mais nos olhos
Eu me tornei a escória na cidade perdida
O tempo parou em todos os relógios
Me olham como se eu fosse um monstro
Daqueles que te pegam e comem sua carne viva
Ninguém me quer por perto
Pois tudo que eu toco se putrifica
Todos que entram
Eu já sei que eventualmente já estão todos de saída
Ninguém permanece
Ninguém fica
Todos sentem medo
Como se eu fosse uma entidade sombria
Como se eu fosse de outro mundo
Caçando almas queridas
Talvez eu seja mesmo essa monstruosidade
Mas talvez eu não seja o louco
E vocês sim que sentem tanto medo
De conhecerem o sabor da intensidade
Talvez você se tornaram humanos fracos
Com almas enfraquecidas
Talvez o meu meu amor seja assustador
Pois tudo que é real
Pode nos causar dor
Tudo que é de verdade
Nos assusta e machuca
Temos medo do desconhecido
Sendo que talvez a felicidade esteja
Naquilo que ainda não conhecemos
Talvez mesmo eu tenha essa energia
Que causa medo
Pois ela entra em você e a analisa
A energia psicótica ao olhos dos estranhos
Pois ela entra em você e a magnetiza
Talvez ela só esteja te oferecendo
Uma entrada para uma saída
Ou tudo isso seja apenas
Uma sensação humana
De arrependimento
Depois de vários goles de tequila
Talvez seja apenas um momento
Logo vai passar
Talvez eu não seja um monstro
Talvez seja o ácido
Talvez seja mais uma recaída
Apenas mais um lapso.

18 de setembro de 2015

Soneto - O Jantar

O Jantar

Era nosso aniversário de casamento
Lhe servi um jantar à luz velas
Pois sabia que ia lhe causar encantamento
E então foram feitas promessas

Meu desejo era fazer você me você desejar
Te degustar em cada prato servido
Beber enquanto admiro o seu olhar
Olhar seus olhos negros com tom sombrio

Já você me olhava sem expressão
Você parecia fria e distante
Talvez era a chegada de uma escuridão

Somente queria expressar minha forma romântica
Enquanto eu estava sentado no lugar mais alto da mesa
E degustando pedaços de você em pratos de porcelana.


- Bruno Bernardes.

21 de agosto de 2015

Vênus em Escorpião

Capture meu coração
prenda-o com algemas em um cativeiro, 
em um quarto escuro que já foi cena de um crime em série. 
Sangue nas paredes
algumas gotas de há muito tempo
outras tão recentes. 
Deixe-o lá
e o alimente com seus beijos.
E eu sinto uma brisa
há algo além de mim
aqui nesse recinto
observando cada desejo
que sinto.
Não está no chão
nem nos cadáveres 
que estão putrificando
ali naquela doentia
sensação.
Então acontece, finalmente.
O que planejei desde o começo
eu sinto, 
ele está no ar
é você se conduzindo até mim
você me trouxe
o seu amor.
Agora
o amor está no ar
me cegando com sua fumaça
infelizmente você é o ar que respiro
e você sufoca
me mata.
Mas o tempo se despedaça 
ele se perde nos ponteiros do relógio
e eu me torno o seu único abrigo
mesmo eu sendo
o seu prisioneiro
amordaçado e com frio
na verdade
mesmo eu estando algemado
é você que está presa a mim.
A morte paira no ar
matando você por dentro
a tua intensidade brilha
estou supostamente ao seu poder
mas na verdade sou eu que estou por dentro
eu sou o seu parasita.
Estou te olhando
e olhando cada vez mais perto
e admirando a minha conquista
meu plano
sendo executado de forma precisa
agora seu coração
bate por mim de forma doentia.
Bate tão forte
que deseja a morte
ao invés de me sentir
dentro da sua carne viva.
Vênus entrou em escorpião
e agora quem está presa é você mesma
dentro de si mesma
e eu observo cada detalhe da sua ruína
você está sentindo seu próprio ferrão
saboreando sua própria fantasia
o seu veneno nos uniu aqui na escuridão
e você agora percebe que sou a tua única companhia
e você me olha fixamente
transmitindo um olhar de amor e ódio
com sede de vingança
mas você é minha
você não tem mais o poder em suas mãos
agora eu sou sua única energia.
Sem mim, sem meu tesão
você não tem vida
o desejo o capturou viva
e agora está presa em mim
tanto quanto estou a você.
Você me ama querida
olhe para mim
me beije
e perceba
há insetos em todo o porão
há insetos em meus beijos
há insetos em nossos corpos
olhe em volta 
e me abrace
pois estamos mortos.



16 de agosto de 2015

Evidências

Era uma vez um revólver de fogo que sempre estava empilhado junto a outros objetos de pó. Era escuro e frio, ele se sentia solitário, os outros objetos não se interagiam com ele, talvez por receio.
Até que um dia, o suposto dono do mesmo lhe trouxe uma companhia nova. Ela chegou tímida, toda vermelha de vergonha. Ela brilhava na escuridão como diamante, como anjos iluminados, ela brilhava, era a faca da cozinha.
E então, finalmente o revólver disse a sua nova companheira.
-Olá quem é você, pra que serve?
- Você não iria gostar de souber se lhe contasse.
- Isso por que não sabe pra que sirvo.
- Oras pra quê serve então? Por que está aqui neste lugar fundo escondido do mundo lá fora?
- Sou testemunha das intensas emoções humanas. Ódio, amor, e vingança. Sirvo para matar e destruir sonhos.
- Mas oras, é rápido e limpo, é que você não sabe o que eu passo.
- O quê?
- Me usam com força, com extrema violência passional, e às vezes me usam até com um certo de tipo de prazer, seja lá o que deve ser o ser humano, mas sou testemunha que muitos deles são malvados e sádicos.
- Estou surpreso, como você se sente?
- Me sinto dentro da pele, quase me afogo com um líquido vermelho, sinto como se doesse em mim.
- Agora sei por que estamos aqui
- Como? Por quê?
- Oras faca, elegante e afiada. Somos evidências de assassinatos em série.
- Evidências? Sozinhos?
- Sim, mas pelo menos agora tenho com que conversar alguém que não sinta medo de mim, finalmente.
- Então meu caro revólver, pesado e forte. Viril e brilhante, pelo o que me disse, que faz, eu entendo você, pois então conte sempre comigo.
- Obrigado, agora que estamos mais íntimos, posso te dizer!
- O quê?
- Há manchas vermelhas em você, é batom?
- Me beije e descubra.
Moral: Se eu mostrasse essa história para alguém, certamente a pessoa iria concordar comigo. Que não importa o que você faz o que você é por dentro ou por fora. Você sempre vai encontrar alguém nesse mundo, bem parecido com você. Cuidado.
E assim os opostos se atraem e se completam.

18 de fevereiro de 2015

Escrava

A saliva de tua língua foi arrancada
Pelo o meu violento lábio
Em forma de beijos que te dominava
Seu corpo então foi possuído pelo diabo
Sua carne então permaneceu mais fraca
Nos entregamos ao mais prazeroso pecado
Hoje a lua está cheia e agora ilumina sua alma
Enquanto a luxuria dança com anjos caídos
Entre a sombria madrugada
Somos só eu e você dentro da minha mente perturbada
Que te conduz no meu poder e controle
Transformando seus pensamentos em fantasias 
que pela escuridão de nossos corações 
foram precisamente criadas
Fazendo você ser só minha nesta noite
Fazendo você ser a minha escrava.

2 de janeiro de 2015

Dominante

Aparentemente eu estava feliz
Tocando violão em uma noite fria com uns amigos, em volta de uma fogueira
Sorrisos estavam sendo refletidos no escuro da mata
Tocando nossas cabeças em volta de minha doideira
As risadas e nossas conversas
Estava soando como melodia no silêncio da madrugada
Mas tudo que é bom, dura-se pouco
E o coração disparou
Era a ansiedade extrema que me vigiava
Eu percebi
Meus desejos obscuros agora finalmente voltou
Ela, a ansiedade, ficava à paisana atrás das grandes árvores
Árvores que dançavam com a ventania
Enquanto o medo me perseguia como um caçador que mata
Mas eu sabia, eu sentia.
A ilusão que ali que aos poucos crescia
Os céus formaram nuvens escurecendo a lua que brilhava
Eu pude perceber então
Que eu estava novamente dentro de mim mesmo
Dentro da minha mente sombria
Dentro da minha canção
Então eu tocava minha sangrenta serenata
E novamente a necessidade do poder e controle
Me conduzia
Meus amigos já não eram mais meus amigos
Seus rostos estavam desconhecidos
Monstros imaginários invadindo meu plano físico
Se tornando presente no tempo que se passava em forma de delírio
Os seus rostos se tornaram deformados
O que antes estava cheio de vida
Estavam todos irreconhecíveis e mutilados
Eu já mais não sabia, eu já mais não sentia
A morte chegou e se tornou o principal convidado
A escuridão tornou-se protagonista
Em uma noite teatral do meu eu dominante
Dominante que o chamo de parasita
Um alter ego tomava meu lugar naquele instante
E enfim estava posta a frente a minha mente assassina
Cheia de delírios e confusão
Onde o inconsciente me distorcia
Em cada pensamento, e em cada ação
Era sonho e ao mesmo tempo real
Era verdade e ao mesmo tempo mentira
Era belo e ao mesmo tempo sangrento e visceral
Era realidade e ao mesmo tempo fantasia
"E então eu fugi para os braços do meu amor e ela me dizia: -
Aonde você estava? você entrou naquela mata, e desapareceu por anos -
E então eu percebi a conspiração do tempo
Que pra ela foram anos, pra mim tinham sido apenas horas, minutos
Ela me dizia:  -Eu me casei e tive uma filha-
E meu coração se partia
E ela gentilmente me levou para conhece-los
Ela no caminho, constantemente me dizia
"Meu marido é um homem de mau coração, eu não o amo"
Entrando na casa, ela me apontou o homem
Que estava em um cadeira velha, de costas para a porta que então eu entrava
Fui até ele, e o toquei, ele me olhou e disse:
-Eu estava esperando você por tanto tempo-
E pegou firme em minhas mãos
Olhei pra ele, e percebi que o tempo pode realmente distorcer as coisas
Destruindo os momentos de compaixão
Me vi sentado naquela cadeira
Era eu mesmo encarando a mim mesmo
Era o meu eu dominante
Eu estava mais velho
Cheio de rugas e com os cabelos grisalhos
Mas ainda com aquele mesmo olhar
Cheio de segredos supostamente sádicos
Meu alter ego então tomou conta
E então eu percebi que eu nunca estive ali
Eu não existia
Eu tinha matado todos meus amigos
Eu tinha destruído tudo que eu amava
Por uma força destrutiva
Além de qualquer coisa que eu podia controlar
Então eu descobri, que eu podia controlar tudo
Menos eu mesmo
Me olhei no espelho
E enfim, eu desapareci
Minha imagem jovem se esvaneceu no tempo
Como fumaça que desaparece no ar
Como uma leve brisa
E quando ela voltou
Ela voltou com a filha em seus braços
A nossa filha
E olhou para mim de maneira sádica e fria
E disse - Amor pegue sua filha-
E quando a peguei
Ela estava como meus amigos naquela noite
Estava deformada, uma imagem monstruosa
Maquiada com respingos de sangue
Uma aparência completamente distorcida
Mas mesmo assim, eu as abracei forte
Já velho, mesmo fora de mim
Reencontrei a minha consciência
E pude finalmente sentir o amor
Tinha sabor amargo, de doce e doença
Mentalmente com vestígios de feridas
Repletas de dor
Mas eu estava feliz
Eu estava com as duas pessoas mais queridas
Sendo real
Ou apenas sendo fantasias
Elas estavam ali
Elas sorriam
E os risos delas me refletia
Num espelho imaginário
Cheio de esperança e vida.

17 de outubro de 2014

Violência

O primeiro golpe nas narinas
Quebrando os ossos com meu punho
É quando meu cérebro libera a serotonina
Você cai no chão e tudo fica escuro
É quando meu cérebro com o prazer se comunica
O poder torna-me obscuro
Liberando maravilhas sensações químicas
E no chão mais um vagabundo
Jogado na sarjeta da vida
O segundo golpe com o ferro do meu coturno
Ouvindo os estralos da sua espinha
A coragem me torna em um forte escudo
E quando o teu sangue espirra
Sinto nos pelos de meus braços uma sensação
E a minha pele se arrepia
É o controle de toda a situação
Você fez o que não devia
Agora eu justifico meus atos
Com a minha mente impulsiva
Cada pensamento
Cada palavra
Faz mesmo assim eu ser a vítima
Pois o quebra cabeças da minha alma
Tudo se justifica
Tudo se encaixa
Fazendo você sentir a minha bondade agressiva
Você me sentir vivo
Você me deu energia
Você caiu
Eu venci
Você fez meu coração palpitar e sentir mais a vida.

"Eu prefiro ser pacifista do que violento
Mas eu prefiro ser violento do que covarde"
- Anton LaVey




27 de agosto de 2014

Luz fluorescente

Era mês de julho e fazia frio
Estávamos com os batimentos cardíacos a mil
Felizes
Como se não houvessem tempos sombrios
Seu toque, sua mão suave sempre em minhas mãos
Seu cheiro impregnado no meu colchão
Seu olhos claros sempre iluminava o quarto
Sempre iluminava a minha escuridão
Mas era exatamente isso que me atormentava
Você invadiu um espaço de grande risco
Tentou mudar os móveis dos lugares
Tentou mudar meus hábitos regulares
Você pegava fogo no coração
E enquanto no meu só havia o frio de um violento furacão
Você queria tomar controle de mim
Você queria me possuir
Enquanto eu só queria a minha solidão
Você queria me engolir
E foi assim que de dentro de nós libertou-se a destruição
Palavras em descompasso
Ruínas de bom agrado
Eu precisava tirar você da minha vida
Enquanto você
Ah você, você queria se tornar parte da minha carne viva
Eu tentei ser elegante
E pedi educadamente para você partir
Mas você não quis
Preferiu me intervir
Suas emoções instáveis arrancou sua fúria de dentro pra fora
Tentando conspirar a minha piedade
Mas quando isso acontece
É a minha fúria aflora
Entramos em agressão
Revolveres escondidos foram expostos brilhando na imensidão
Socos
Tapas
Arranhão
Caos entre dois corpos
Sem desejo nem sedução
E foi quando aconteceu
Lutando contra seu amor possessivo
Na nossa sala de jantar
Em baixo do nosso belo lustre de luzes claras
Foi quando saiu o primeiro e único tiro
Atravessando sua veia carótida
A sua cabeça e seu crânio
Seus gritos, e seu ultimo suspiro
Para o meu ouvido soava como ópera
O sangue voou ao lustre
Envermelhando todo o ambiente da mansão
Ficou tudo vermelho
Como um alarme dando alerta de um perigo iminente
Exigindo evacuação
Mas eu fiquei ali, e me senti finalmente eu mesmo novamente
Complexamente me senti por completo
Pois complexamente você me deixava incompleto
Teu sangue agora era espetáculo
Era como luz vermelha fluorescente
Era como a festa te levando em forma de morte
Mas era apenas seus miolos espalhados para fora da sua mente.

13 de agosto de 2014

Alta tensão.

Pavio longo, calmo e sereno.
Mas ligado a uma terrível dinamite.
Tudo que desmorona me atrai.
Como chuva e vento.
Tudo que destrói, faz minha mente ascender.
E ela me ilumina.
Me levando ao fogo.
Me levando as explosões.
Eu sou o ascender de fósforos e jogados na gasolina.
Ao alto do prédio eu sou a bala de um franco atirador.
O caos me encontrou e foi amor a primeira vista.
Enquanto muitos rezam ao senhor.
Eu sou aquela bala que atravessa  muros, portas e janelas.
Eu sou a bala perdida.
Aquela que machuca por dentro.
Aquela que sem mais sem menos vai expor a ferida.
O primeiro passo para me conquistar é tentando não me conquistar.
Pois sou guiado pela conquista.
Eu sou aquele que vai controlar.
Porque o amor já está em ruína.
Porque eu sou um ser humano.
Nada diferente da maioria.
Nada diferente de todos vocês.
Somos todos cheios de ira.
Fomos moldados por um Deus.
Numa era passada e esquecida.
Agora estou sempre acordado.
Evitando ser a próxima vítima.
O mundo é lindo
Cheio de belas vistas.
Mas ridicularizado por nós mesmos.
Mas o mundo não acaba.
O que acaba é somente a vida.
Estamos aqui só de passagem.
E em breve estaremos de saída.
E até lá, eu vou ser eu mesmo.
Eu vou ser a imagem que Deus me fez dele.
Um guerreiro narcisista.
Um líder com uma sede insaciável de conquista.
Até lá eu vou observar tudo cair.
Porque eu fui feito assim.
Eu sou feito de fogo e cinza.
Eu só quero ver tudo explodir.
Eu quero sentir o cheiro da chacina.
Quero ver tudo cair.
Eu sou assim, eu mesmo.
Moldado com intensidade.
Alta tensão infinita.





10 de março de 2014

Simplesmente

Noites onde a cidade nos engole como vinho tinto.
Nos fazendo se perder em nossos próprios becos escuros. 

É simples; e simplesmente cansei

Sorrisos sem risos
Risos sem sorrisos

Olhos sem expressão
Expressões sem boa impressão 

Dias com uma maravilhosa luz
Mas que ofusca no horizonte
da escuridão.

Amores de uma noite só
Sexo sem amor
Amor sem nexo
E nexos sem nexo algum
Apenas orgasmos
Sujo e fantasioso
Olhares apaixonantes 
Mas ocultamente
um ato malicioso

Meu coração transborda amor
Mas não há ninguém que o afogue junto comigo
A manhã seguinte é sempre o adeus                  

É simples; e simplesmente cansei.

Ninguém permanece
Nem mesmo a vida
Eu sei
O pra sempre, sempre acaba, mas e o que acaba, acaba pra sempre?

Não desejo beber da solidão até o dia da minha morte
Eu aceito que um dia meu coração irá para de bater
Mas quando ele estiver prestes a parar
Eu quero que algo esteja lá
Mesmo que seja um fantasma
Transparecendo alguma verdade

É simples; e simplesmente cansei.

E enquanto isso, no meio de tantos devaneios
Notei que tempos andam se perdendo nos tempos
Então procurei criar meus próprios ponteiros
Meu próprio relógio que pulsa no meu pulso
Dando o impulso para eles girarem criando um sonho
Que quando eu estiver no meu leito da morte
Alguém entre no quarto e esteja lá apenas
Pra eu simplesmente poder dizer:
-Obrigado pela companhia.


21 de janeiro de 2014

Passional

Você deixou marcas de batom tuas em meu coração áspero
Você o furou lentamente com sua língua afiada
Dilacerando-me emoções
Era um desejo internamente afiado.

Passou noites comigo dançando no luar
Dançando diabolicamente
Fazendo um brinde com o diabo.

Passei mil e uma noites sem dormir com você
Em transe erótico
Alucinado.

Até que você despertou algo em mim
Algo quente e explosivo
E agora meu coração é como um campo minado.

E eu explodi em loucura
Criei métodos calculados
Na ilusão de algum dia você me amar
Segui a risca cada canto escuro da cidade para te encontrar
Em cada beco sujo e abandonado.

Segui cada passo,  para não deixar você se perder do meu mundo
Tudo cuidadosamente planejado
Entre as vias e avenidas da minha fantasia
Para que tudo saísse perfeitamente executado.

Eu amei você friamente
Te amei a sangue frio
Como num assassinato
Agora eu tenho o controle
Realizei meu desejo mutilado

Você está em casa agora
E ninguém pode nos separar
Pois nenhum vestígio foi deixado
Você é minha
Só minha
Mesmo você estando a sete palmos.






25 de janeiro de 2013

Frieza

O inverno havia chegado, e mais cobertores foram postos sobre nós. Após um verão quente como a paixão, e a tranquilidade do outono, finalmente havia chegado o inverno, onde nossos corpos ficariam mais próximos. Para esquentar a frieza do clima.
E aquelas manhãs geladas, me envolvia em uma certa sensação de paz. Apesar da tranquilidade, aquele tic tac no relógio, me deixava um pouco inseguro. Algo estava errado, eu sabia que estava. Algo tentava me dizer que o tempo estava prestes a acabar. Dizem que: "A morte está escondida no ponteiro dos relógios" A qualquer momento pode ser a sua hora.
Apenas aquele frio acalmava meus pensamentos negativos.
"A geada, o vento, a música na sala, eramos apenas dois, em uma só alma"

Mas eu pude perceber, era como se eu estivesse sozinho, naquela cama, debaixo daqueles cobertores, eu não sentia mais você presente comigo. Você estava distante, fria, e o seu olhar já não era mais o mesmo.
Mas eu jamais conseguiria viver sem você. Eu não poderia perder você. Foi quando eu peguei em suas mãos, e deitei ao seu lado. Te abracei e perguntei: O que há de errado com a gente? O que aconteceu com nós nesses últimos dias?  Mas você não me dizia uma palavra, havia se tornado indiferente.
Foi quando meu inverno havia se transformado em uma tempestade de neve.

Tentei te segurar em meus braços, mas você não me olhava
Foi quando eu gritei, mas você não me escutava.
Foi quando eu lhe apertei suavemente, mas você não sentia nada.
Havia se tornado uma pessoa indiferente, fria, gelada.

"Um ano se passou, e eu lhe guardei na lembrança, enrolada num cobertor. Em um compartimento, junto com outras tantas lembranças, dentro do congelador. Eu pude te-la comigo, e finalmente eu pude consertar as coisas;  foi assim que conservei o nosso amor"

Eu queria tanto você junto comigo em dias de frio, que eu mesmo fiz um casaco com tua pele. Nada mais é distante ou indiferente. Você está em mim, tão perto e não importa o quanto. Você está aqui.

Moral da história: Jamais deixe sua relação esfriar.