O gosto amargo da mente distorcida
Bebo a loucura no gargalo
O gosto doce de um pensamento homicida
Bebo todo o sangue antes que ele vá pelo ralo
Sinto vermes arranhando a minha espinha
Ouço vozes gritarem dentro do meu cérebro agitado
Um gole apenas de inseticida
Matando os insetos que se infestaram no meu quarto
E se dilata a euforia em minha pupila
Um gole apenas de um momento solitário
O gosto doce de mim mesmo
O gosto da víscera
Meus sentimentos estão em decomposição
Eu não sinto mais aquela mão amiga
Eu apenas quero incendiar toda a multidão
Eu não tenho mais abraços e nem despedidas
Eu sou o vazio que vaga na população
Minhas palavras eram sinceras
Agora são assassinas
Ninguém me olha mais nos olhos
Eu me tornei a escória na cidade perdida
O tempo parou em todos os relógios
Me olham como se eu fosse um monstro
Daqueles que te pegam e comem sua carne viva
Ninguém me quer por perto
Pois tudo que eu toco se putrifica
Todos que entram
Eu já sei que eventualmente já estão todos de saída
Ninguém permanece
Ninguém fica
Todos sentem medo
Como se eu fosse uma entidade sombria
Como se eu fosse de outro mundo
Caçando almas queridas
Talvez eu seja mesmo essa monstruosidade
Mas talvez eu não seja o louco
E vocês sim que sentem tanto medo
De conhecerem o sabor da intensidade
Talvez você se tornaram humanos fracos
Com almas enfraquecidas
Talvez o meu meu amor seja assustador
Pois tudo que é real
Pode nos causar dor
Tudo que é de verdade
Nos assusta e machuca
Temos medo do desconhecido
Sendo que talvez a felicidade esteja
Naquilo que ainda não conhecemos
Talvez mesmo eu tenha essa energia
Que causa medo
Pois ela entra em você e a analisa
A energia psicótica ao olhos dos estranhos
Pois ela entra em você e a magnetiza
Talvez ela só esteja te oferecendo
Uma entrada para uma saída
Ou tudo isso seja apenas
Uma sensação humana
De arrependimento
Depois de vários goles de tequila
Talvez seja apenas um momento
Logo vai passar
Talvez eu não seja um monstro
Talvez seja o ácido
Talvez seja mais uma recaída
Apenas mais um lapso.
Mostrando postagens com marcador Bebida. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Bebida. Mostrar todas as postagens
17 de outubro de 2015
Lapso
Marcadores:
8run0,
Bebida,
Bruno Bernardes,
horror,
Lapso,
Meus Textos,
Psicologia,
Psicopatia,
Psiquiatria,
Recaída,
terror
19 de junho de 2014
Bebedeira
Às vezes as noites tem um teor alcoólico alto.
Que nos deixam alto sobre as estrelas.
Que desaparecem na imensidão de nossas mentes.
Um universo único onde flutuamos dentro de nós mesmos.
Um mundo girando do avesso enquanto a tempestade cai dentro de você.
A felicidade escondida entre as nuvens vermelhas alarmando uma forte chuva.
É a forma mais belamente metafórica de dizer que aquele momento ali no tempo é apenas uma ilusão.
Porque quando a chuva cai, você se molha e se perde em becos escuros.
A boca seca sedenta por mais um gole de autodestruição.
A visão embaça como um espelho de carro na chuva.
Você encontra pessoas que nunca viu nesse vida.
Talvez irreais, amigos imaginários ou não.
Palavras doces mas por dentro infestadas de veneno.
Enquanto você vaga na sua própria confusão.
Aos poucos você vai se perdendo no tempo.
Aqueles flashes conhecidos como apagão.
Você se esquece no próprio esquecimento da sua lembrança.
Você se acha o dono do mundo.
Sendo que é o mundo que se tornou dono de você.
Te controlando através da sua fraqueza.
Com um copo atrás do outro.
Te fazendo cada vez mais cair em tentação.
E por fim seus olhos se fecham.
Você cai.
E finalmente você está em paz, num sono construído de solidão.
E quando você acorda de dia.
Você percebe que mesmo que esteja fazendo sol.
Você finalmente reencontrou a escuridão.
A ressaca por fim é sua única companhia.
Que te abraça.
Que te arrasta.
Que te corrói.
Destruindo a sua moral aos poucos.
Cuspindo na sua cara enquanto você está imóvel no chão.
Enfim a realidade finalmente torna forma.
Você olha para todos os lados.
E percebe: Que você esteve sozinho nesse tempo todo.
Você recupera a sua percepção.
E consegue finalmente perceber.
Que qualquer forma de fugir da realidade.
Só vai fazer você encontrar a perdição.
Que nos deixam alto sobre as estrelas.
Que desaparecem na imensidão de nossas mentes.
Um universo único onde flutuamos dentro de nós mesmos.
Um mundo girando do avesso enquanto a tempestade cai dentro de você.
A felicidade escondida entre as nuvens vermelhas alarmando uma forte chuva.
É a forma mais belamente metafórica de dizer que aquele momento ali no tempo é apenas uma ilusão.
Porque quando a chuva cai, você se molha e se perde em becos escuros.
A boca seca sedenta por mais um gole de autodestruição.
A visão embaça como um espelho de carro na chuva.
Você encontra pessoas que nunca viu nesse vida.
Talvez irreais, amigos imaginários ou não.
Palavras doces mas por dentro infestadas de veneno.
Enquanto você vaga na sua própria confusão.
Aos poucos você vai se perdendo no tempo.
Aqueles flashes conhecidos como apagão.
Você se esquece no próprio esquecimento da sua lembrança.
Você se acha o dono do mundo.
Sendo que é o mundo que se tornou dono de você.
Te controlando através da sua fraqueza.
Com um copo atrás do outro.
Te fazendo cada vez mais cair em tentação.
E por fim seus olhos se fecham.
Você cai.
E finalmente você está em paz, num sono construído de solidão.
E quando você acorda de dia.
Você percebe que mesmo que esteja fazendo sol.
Você finalmente reencontrou a escuridão.
A ressaca por fim é sua única companhia.
Que te abraça.
Que te arrasta.
Que te corrói.
Destruindo a sua moral aos poucos.
Cuspindo na sua cara enquanto você está imóvel no chão.
Enfim a realidade finalmente torna forma.
Você olha para todos os lados.
E percebe: Que você esteve sozinho nesse tempo todo.
Você recupera a sua percepção.
E consegue finalmente perceber.
Que qualquer forma de fugir da realidade.
Só vai fazer você encontrar a perdição.
Assinar:
Postagens (Atom)