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11 de novembro de 2020

O ABRAÇO




Um abraço sincero e profundo,
pode preencher um vazio que sempre esteve ali
Vazios, nadas e buracos
Bifurcações
e destinos quebrados
Mas o seu abraço
preenche esse meu ser
que sempre esteve
em um estado
insano
louco
e lunático
o amor curou a guerra
e a guerra agora
é apenas um quadro pintado
uma lembrança
um passado
você agora, está dentro de mim
faz parte do meu corpo
da minha alma
e todas as ações
que levam a algum sentido
ou a um resultado
eu digo, um sentido de permanecer vivo
de viver
nada melhor do que viver com você
entrelaçado

Uma simbiose,
uma ligação entre duas consciências,
que conectam entre si uma sincronicidade única e atemporal
Inconsciências colididas em momentos obscuros temporais,
que unem nossos corpos em uma intensidade cheia de vendaval.

Seu abraço, seu cheiro, seu toque é um conjunto de variáveis
que causam uma constante racional
dentro do meu ser intuitivo e animal
Entre caos e destruição,
ruínas e deterioração
Renascemos das raízes do chão
Somos agora,
frutos das árvores da vida e da morte
Em uma relação fronteirista
Que causa o amor corporal
Em uma união metafísica
Um amor único
Em que o tempo permite
Ser imortal

Há pessoas que podem preencher um vazio apenas com um abraço
E durante milhares de vidas, eu procurei alguém que pudesse fazer isso
E somente você, única, foi capaz de criar esse eterno laço
Laços e colapsos
beijos e compreensão
ternura e loucura
amor e desilusão
verdade nua e crua
libertação.

Djéssica Heidrich
, eu amo o seu abraço.

Eu te amo!

10 de novembro de 2020

POSSESSÃO

Em um lapso temporal que cria uma passagem
brechas que se abrem moldando um personagem
seres que se conectam
perfeitamente espelhados
entre a precisão
e a moldagem de uma experimentação

Dentro de uma tecnologia que interliga estados mentais e corpóreos
a ultraviolência se manifesta no horror gráfico que reflete os cosmos
assim entrando em um corpo preenchendo espaços vazios
espaços em brancos preenchidos por climas densos e sombrios
uma temática de controle que se manifesta sob outros corpos

E assim começa a possessão 

O hospedeiro muda seu comportamento
corrompendo seu trajeto temporal
alterando seu destino
em uma dor de horror corporal

Mentes invadidas
memórias colididas
quando você está dentro de uma cabeça de outra pessoa
almas criam um estado de simbiose dentro do corpo
e a mente enlouquece
dentro de tramas invertidas

E assim a possessão se manifesta perfeitamente

O seu pensamento é realmente o seu próprio pensamento?
ou é algo implantado dentro de você?
suas atitudes são realmente suas?
ou é algo manipulando as suas ações?
será que nossas almas
são realmente nuas
ou estão travestidas
por entidades cruas?

E o mundo é assim, todos nós estamos possuídos
dentro de um suspense cientifico
em um ambiente quebrado por dogmas distorcidos
você é realmente você?
você é realmente livre?
ou é apenas mais um dos milhares de conduzidos

O demônio que nos possui é o sistema.
uma entidade perigosa 
que pode destruir sua alma
sua sabedoria
e sua inteligência

Possessão
Possessor
Invasão
Controlador

Ou você faz parte daqueles que possuem os outros?
Ou se deixa possuir por apenas fazer parte de algo
para fugir da dor de um despertar
que te levaria a algo muito maior que você mesmo?
A realidade dói e arde,
mas muito melhor enfrentá-la
do que se tornar um covarde

Ou vamos preferir viver essa ficção cientifica
essa matrix cheia de cenários perfeitos
que nos ilude e nos domina?
O jeito é olhar para cima
ver os cosmos
ver a sua beleza e o seu terror
lá está a verdade
ela está em uma camada metafísica
em uma fronteira longe daqui
tal verdade que é ultra violenta como uma carnificina
mas depois que ultrapassarmos essa barreira
nossos espíritos irão vestir seu brilho de fogo
e uma vez iluminados
podemos encontrar com os deuses
que nós mesmos criamos
em nossos mundos cheio de quadros. 

A pior possessão é aquela que somos possuídos por nós mesmos.

- Bruno Bernardes

Texto escrito no horário de Saturno (aquele que possui e controla, amarra e aprisiona) Saturno é o Almuten do Ascendente, está em trígono com a Lua na Casa 12  (a loucura, a prisão) - reflete o sistema citado no poema - Saturno conjunto a Júpiter na Casa 04, a casa do submundo - a possessão pode ser desfeita (Júpiter - libertação) através da escrita - Mercúrio está na exaltação de Saturno e Saturno regendo a triplicidade de Mercúrio - A escrita nos liberta de possessores e obsessores. 









31 de outubro de 2020

PINTURAS DA ALMA

Há uma arte na psique, que se entrelaça com o espírito
formas que estão ali em um vazio em branco querendo se moldar de dentro para fora
mas eu não consigo realinha-las ou moldá-las,
devido a um estado crítico mental e emocional
são formas ainda que permanecem dentro de mim como mero fantasmas

São pensamentos e sensações que não se expressam adequadamente
devido às vulneráveis de um coração aflito pela realidade que me cerca
e de traumas de outrora que enlouquecerem a minha mente. 

Uma prisão que transa com a solidão, me fazendo ser um voyeur de seus atos perversos
mas através desse processo doloroso, minha alma faz pinturas da realidade dentro do meu ser, e essas formas ganham um molde, e se tornam um objeto a ser observado, e sentido.
E exatamente ai, que o meu medo é expelido

Dói, mas a dor é remédio que cura a si mesma, 

A dor me destrói e me reconstrói simultaneamente
e ela regenera meu ser
fazendo eu ter uma nitidez lúcida
das visões que outrora eram distorcidas
agora eu vejo a realidade
não são mais meras fantasias

Moldando a visão critica que tenho do mundo e de tantos outros mundos ainda não descobertos
e de outros seres que vivem em áreas oceânicas, rochosas, lamacentas e quentes como o fogo.
meu corpo, minha alma, meu coração estão agora todos abertos
eu me libertei de mim mesmo.
pinturas que criaram o molde da minha alma,
que deixou os segredos obscuros descobertos


Uso a memória intuitiva para criar a pintura que reside dentro de mim
será que a minha alma, tem um molde belo
ou será que eu sou um monstro?
pela sensação, sou um poucos dos dois
há as pinturas belas e coloridas
e há também as pinturas obscuras, sem vidas.

Assim a minha alma materializa sua pintura em meu corpo
e meu espirito então se revela
ele é brilhante como fogo

Memórias que rasgam minha pele
uma pintura cheia de particularidades
tintas sangrentas 
que moldam a maldade
pincéis melancólicos
que dão forma a densidade. 
acúmulos de ideias e pensamentos
medos que me fizeram enxergar a realidade.

Realidade que me impulsionou a seguir em frente
pois a realidade também é arte
é uma pintura que molda
sua alma na eternidade. 


- Bruno Bernardes

O texto foi escrito no dia 31 de Outubro de 2020, às 02:02 am; No dia de Vênus (astro que rege todos os tipos de artes) e no horário do Sol (astro que rege o espírito) A Lua que rege o corpo e alma está agora no signo de Touro (no domicilio noturno de Vênus) E Mercúrio que rege a escrita está em Libra (no domicílio diurno de Vênus) 

O universo reflete realmente nossos corpos, pois somos celestes.










30 de outubro de 2020

PORTA VOZ

A verdade é que, eu comigo mesmo,
sou cheio de teias de aranhas
sou móveis empoeirados,
sou vários cômodos sem luz,
sou corredores que não levam a lugar algum,
sou o reflexo de espelhos quebrados
que separam esse mundo de outros vários mundos,
sou as escadas que te levam para o porão
sou cheio de quinquilharias
sou a parede desalinhada
sou o tapete que diz; “vá embora”!
sou o chão sujo
sou o corrimão das escadas espiraladas
em uma conexão metafísica sublime
com o submundo. 

Sou essa casa assombrada,
cheia de vultos,
fantasmas e crimes oriundos,
sou a dor, o lamento,
a lágrima, o luto.
sou esse humor absurdo,
seco, distante e taciturno.
sou uma luz pairando no escuro,
sou a chama da vela
que chora em um dia de Saturno. 

Sou esse ser extraordinário,
ninguém me visita,
sou um lugar inóspito,
sou um local da cidade bem afastado
um ponto de referência
de um local de crime onde corpos foram desovados
e um deles sou eu
sou um andarilho
aqui do outro lado
sou um pobre mendigo
do lado de vocês
um rei poderoso e rico

Mas eu sei o que eu sou, ao menos
vocês sabem quem são vocês?
eu sei o que reside em cada cômodo da minha mente
sei de cada objeto pensante
que pesa no meu subconsciente
sou todo objeto cortante
que mata lentamente
mas também sou o veneno
na dose certa
que cura o doente

Sou aquela dor
que reside na ponta da agulha
sou a música que toca
ao ruído de corvos e da coruja
sou a magia que ilumina
os cantos de qualquer mente obscura

Sou o amor e a fúria
sou a tempestade
e eu faço parte da chuva.

- Algo me estremeceu, caí em si – 
Não sou nada disso que escrevi
sou o frio do obsessor que encostou
sou uma brecha
fui invadido
sou mil faces
de uma mesma moeda
pervertido
lunático
assassino
sou um corpo em queda

Sou um poeta dos mortos
escrevo em um lapso delirante
o que eles querem desabafar
sou o abajur com muita luz
eu nunca durmo
sou um corpo desdobrado
eu sou a boa-fé
mas também sou a má sorte
eu estou nos portões
que separa a vida da morte

Eu sou o diário de Plutão
cada alma passa pela minha escrita
a morte ao desabafar sua escuridão
minhas poesias a ilumina
a morte ganha uma luz
que me reequilibra

Eu sou aquele que te liberta
mas também posso ser seu algoz
mas na realidade mesmo,
eu sou somente um porta-voz
que escreve as canções
ao som dos ruídos dos corvos
que escreve
sobre os mais verdadeiros sentimentos
dos mortos.


Bruno Bernardes 


Texto escrito, às 01:01 am, do dia 30 de outubro de 2020, no horário de Mercúrio.





14 de setembro de 2020

Amor: Uma força da natureza

E pelas leis que desafiaram o próprio tempo
Caí por muito tempo
Em profundo lamento
Sem propósito
Sem consenso
Irreal
Desatento
Preso em uma terra lamacenta
Pesado e Denso
Que me paralisou diante as fronteiras da vida e da morte
Até que o movimento do meu coração foi mais forte do que a resistência da minha mente
E se colidiu com a força do seus sentimentos
Encontrei você quando meu coração estava em zonas de convergência
Haviam grandes placas tectônicas dentro de mim
E por fim minha alma entrou em uma erupção.
Causando grandes ondas de caos e magnetismo simultâneos
Desejos, sonhos e imensidão
Até criar um maremoto de emoções violentas que destruíram barreiras e fronteiras
E então eu encontrei você
Agora meu coração finalmente estar em zonas divergentes
Expandindo, mesmo que em sentido opostos.
Me coloquei em um encontro sísmico com o amor da oitava esfera cósmica
E que intensidade
E que amor
E que olhos
Sua Lua conjunta ao meu Sol,
Meu Sol conjunto a sua Lua,
astros que regem os olhos,
a consciência e a inconsciência,
natividades predestinadas a se olharem tanto por fora quanto por dentro,
o destino é como um terremoto,
não há como evitar
E você foi quem causou esse abalo sísmico em mim
E depois de vários lapsos de tempo
Meu coração entrou nas zonas transformantes
Que a partir da criação e destruição colidiu-se um calor tão extremo, que resultou na intensidade do amor que hoje sinto por você.
Você é a minha força da natureza
Um Tsunami
E eu amo transbordar e me afundar dentro de suas águas mais profundas e perigosas.

Eu amo você Djéssica Heidrich




28 de março de 2019

UMA LUZ NO FIM DO TÚNEL




Atrás de toda luz, há uma escuridão que brilha.
Há uma autossabotagem que inspira
Criando cenários perfeitos de uma realidade
Realidade que não passa de uma utopia
Atrás de todo olho claro há uma visão obscura
Suja, pessimista, nua e reprimida.
Atrás de cada sorriso há uma lágrima bonita
Que enche os céus de alegria
E faz do inferno a nossa companhia
E aqui nesta prisão
Eu rasgo a minha carne
Buscando sentir a minha alma
Que traz o alarde
De uma suposta raiva que se espalha como magma
E o fogo se dissolve na própria água
Criando a magia de uma mente perturbada
Atrás de toda beleza há uma horrível vaidade que aos poucos nos mata
E a terra nos engole transmutando o nosso carma
E em cada vida
A gente não aprende a não dizer nem sequer uma palavra
Falamos
Mas não sentimos
Sentimos
Mas não pensamos
O ser humano é o único animai irracional da natureza
Porém nestas palavras misantropas e pessimistas
Há ainda uma poética de beleza
Uma beleza que se esconde no nosso espírito
É lá que reside nossa libertação
É lá que reside o escudo contra a nossa própria escuridão
É nas almas dos bons que se molda a jornada do infinito
Mesmo que durem mil vidas
Sempre vamos buscar o caminho para o divino.
O desafio é desativar as artimanhas do mundo
Que vive uma relação de desilusão com Saturno
Uma vez que nossa prece é ouvida nos céus
Começamos a enxergar uma luz no fim do túnel
E é lá que vamos nos libertar
Em um laço com a eternidade
A consciência flerta com o ato de despertar
E aos poucos vamos chegando perto da maior Divindade
Basta ter coragem de subir os degraus
Cada degrau é uma sensação de insanidade
A mente flerta com a torre que se derruba o tempo todo com o caos.
Mas através do caos, nasce a criação.
E nos liberta de nossa própria maldade
E para trás fica o mundo
Destruído, podre, imundo.
Acreditem.
Sempre haverá uma luz no fim do túnel.

22 de fevereiro de 2019

O Décimo Segundo Ciclo.


E as ruínas ruem entre velas que choram em meus olhos
Pedidos são enviados
E as palavras soam a loucura do hospício
Me aprisionando em pensamentos arruinados
É o Sol passando por seu declínio
E os abutres se tornam meus convidados
Me comem vivo dentro do meu medo
O medo que tenho de mim me faz perguntar:
“Do que serei capaz de fazer ao ter coragem
De enfrentar a mim mesmo?”

E as ruínas são belas
Pois das ruínas surge a criação
E cada lágrima é sagrada
Pois das velas se ascende a luz afastando a escuridão
O Sol supera o mau mesmo transitando na casa assombrada.

As minhas palavras soam a verdade
Ninguém quer ouvir
Por isso me prenderam aqui
Me prenderem aqui neste mundo
Pois a prisão é a realidade
Que está em minha volta
Em volta de você
Em volta de toda a maldade.

Os abutres estão aqui para devorar as ilusões
A desilusão é dolorida
Mas me acompanha, é sempre minha amiga.
E o medo de mim mesmo
Eu ainda vou superar esta minha neblina.
Porque estou em várias encruzilhadas
E em cada uma delas, e em cada esquina.
Se abre caminhos e se destranca as travas
E a morte sempre dança com a vida
Tanto nos dias de paz
Quanto nos dias de grandes batalhas.

Mesmo que o rei seja engolido pelo submundo
Mesmo que simbolicamente eu represente esta casa
O sol ainda me ilumina
Me fazendo ser um farol para as almas atormentadas
E pelo décimo segundo ciclo
Eu liberto e enxugo todas as lágrimas
E através delas, se ilumina o sorriso
Abrindo todas as janelas e todas as portas
Para novas jornadas
E o Sol nunca perderá o seu brilho.


Devaneios escritos dia 22/02/2019 às 02h23min
Sol e Mercúrio transitando na minha Casa 12 conjunto ao Nodo Lunar Norte Natal

“A ambição de destruir todo o medo, o pesar e a escuridão,”

16 de julho de 2018

Mercúrio nos termos de Saturno

"Eu tenho uma intimidade com a morte desde que me conheço por gente. Mas eu não sou daqueles que falam com espíritos e escutam vozes. Meu contato é diretamente com o corpo moribundo. Eu me formei para trabalhar na polícia forense de São Paulo. E eu passo os dias fotografando cenas de crime, e aqui na grande São Paulo, nesta cidade repleta de violência e caos, o que mais acontece é a morte, ela sempre visita os cantos mais obscuros e os mais improváveis da cidade, e eu? Meu papel é estar lá e colocar em evidência o seu trabalho pútrido e fétido. Transformo em arte a pele se desgrudando dos ossos, o cheiro se torna um perfume agradável para todos os tipos de vermes, e eu? Só estou ali pra deixar em evidência, fotografar, e pelo tecido e pela situação do corpo, analiso e calculo friamente o tempo que aquele corpo faleceu, calculo possíveis provas que podem solucionar algo muito mais sombrio que caminha ainda entre nós. Algo muito mais sombrio que a própria morte, um ser humano sádico que flerta com a insanidade, ser humano tolo, mal ele sabe que ele apenas é um peão para o jogo mortal da vida e da morte. E eu? Só estou ali para expressar minhas idéias que podem solucionar o motivo da morte. Para mim isso é banal, é rotina. Muitos me acham mórbido, mas alguém precisa coletar informações da morte para que de alguma forma, algum dia possamos desmascará-la. Eu já olhei para os olhos da morte, ela se disfarça bem, às vezes ela tenta me beijar, sorte que conheço já o cheiro de sua saliva e consigo me esquivar. Mas eu sou realista, eu sei que um dia, ela vai conseguir tocar meus lábios, e eu dormirei ao lado dela na eternidade. A realidade é nua e as pessoas tentam vestir ela com suas ilusões, eu prefiro deixar a realidade nua mesmo, por mais feia e suja que ela seja. Às vezes o pessimismo nos livra das fantasias mal elaboradas, pois além de nua, a realidade também é crua, muito parecida com os corpos moribundos que preciso fotografar, muitos já estão em carne viva, nus e crus, largados no esquecimento do tempo que mata todos. O tempo destrói tudo, nascemos, morremos e apodrecemos. E nada mais."

13 de abril de 2018

RECICLAGEM

"Eu vasculhei o passado e vi o tanto de lixo que eu acumulava, hábitos, situações, e até pessoas, mas não julgo nada e muito menos alguém, eu dentro de tanto lixo, eu também era um item descartado e agia como um vírus para sobreviver dentro das entranhas de outros vírus, e assim era a minha vida, um lixo. A imaturidade imperava em mim como uma entidade sombria que manipulava toda a luz que tentava brilhar no meu coração, e por muitos anos a escuridão tomou conta dos meus dias. E dentre tanta escuridão, eu era um ímã para qualquer coisa que fosse destrutiva, quando eu não magoava alguém, eu magoava a mim mesmo e vice versa, era uma hábito compulsivo inconsciente que me sabotava alimentando o meu ego, e assim foram anos, vivendo em mundo sem futuro, vivendo no apocalipse, onde todos eram mortos vivos, um se alimentando da mente do outro, para alimentar a sua fome por poder e controle, por orgulho e vaidade. Eu quero pedir perdão a todos que magoei, eu assumo a minha parcela de culpa, fui tolo, irresponsável, imaturo, cruel, mas não foi intencional, pois eu estava em um mundo moldado por uma ilusão em que tudo que eu fazia estava certo, e o mal venceu durante muito tempo em minha vida, mas eu acordei da Matrix, a qual eu mesmo criei e digo a todos: Eu espero que todos vocês encontram um caminho de luz assim como encontrei e que mesmo eu ter achado uma luz, é necessário todo dia fortalecer a chama para que ela não se apague novamente, desejo que saibam se equilibrar em um mundo tão regredido como o nosso. O caos e a ordem, a guerra e a paz, a luz e a escuridão, sempre vão estar presente, não somente no mundo exterior, mas principalmente no mundo interior, dentro de nós, lutem, superem os medos, vão além da dor, buscam uma cura, peçam perdão para todos aqueles que magoamos, mas ao mesmo tempo não espere que todos vão te perdoar, eu sei, o rancor ainda impera na maioria das almas, saibam que eu paguei e ainda pago pelos meus pecados, é necessário aceitar consequências para purificar o espírito. Eu perdôo a todos que me fizeram mal, pois sei que não estou libertando vocês da minha mágoa, eu mesmo estou me libertando de mim mesmo, abrindo a prisão dos meus ressentimentos e deixando todos eles no passado, estou os destruindo, estou destruindo até as próprias ruínas. Eu estou renascendo, eu estou me reciclando"

- Bruno Bernardes

26 de fevereiro de 2018

Pelas cordas das arpas que os anjos tocam, a inspiração me invade violentamente. Os caminhos que eu trilhei onde somente o meu ego e minha ignorância gritavam intensamente. Hoje são os caminhos que destruo, aplicando o caos sobre o próprio caos, destruindo as minhas próprias ruínas. Lidando com as consequências que eu mesmo criei, me olhando de verdade agora no espelho, vendo o meu verdadeiro reflexo daquilo que eu fui, e percebo o que eu sou agora não reconhece o que eu era antes, pois como no romance de Oscar Wilde, o retrato de nossa alma vai se tornando cada vez mais monstruosa toda vez que decidimos saciar os pecados que excitam a nossa carne. Carne que nasce tenra, porém vai se tornando podre e imunda toda vez que sujamos a nossa alma.

O meu quarto era pintado de luxuria e estupidez, era vermelho, escuro, onde demônios dançavam ritualizando as minhas perdições. As paixões eram mescladas de compaixões dissimuladas. A ilusão que nossas almas eram puras, a realidade nos mostra que elas têm feridas, elas sangram e sujam, e somos nós mesmos que a sujamos com nossos erros e pecados. E quanto mais nossas almas sangram, mais nossos filhos sentem a dor que sentimos, por meio da conexão do amor com a alma, de maneira subconsciente através da mente e do coração que se entrelaçam no universo cósmico.

Mundos que instigam nossos medos, aqueles sentimentos que estão ocultos dentro do nosso inconsciente invadem a consciência, nos dando ataques de pânico. Emoções que jazem lá embaixo, mas que estão perto do céu. O universo tenta nos equilibrar, e a cada sacudida que levamos; nossos tremores e medos invadem a nossa alma, e finalmente nos ajoelhamos e enxergamos nossos erros, e com a morte na beira de nossa cama, começamos a rezar. Mas será que é a morte que nos leva deste plano? Não!  É a morte que nos deixa mortos por dentro, com aquele vazio, que agora sem ela dentro de nós, o vazio fica ainda mais imenso e intenso, porque além do vazio, agora tem o medo que nos assombram com o desconhecido?

E assim muitos se apegam aos caminhos da fé.

Velas são acendidas, preces são ditas em um tom de lamento. Cada lágrima que cai, os anjos levam as nossas mensagens aos deuses, e lentamente vamos abrindo a percepção de nossa mente. Lentamente vamos enxergando um plano superior ao nosso, e ficamos desejando a nossa elevação. Mas o processo dói e machuca a alma, porque a ferida que nós mesmos causamos nela, está lentamente se cicatrizando, a cura complexamente também dói, principalmente a cura das feridas de nossas almas. E choramos de joelhos, mas todos devem saber que são lágrimas divinas de arrependimento, estas sim remetem os sentimentos mais verdadeiros, pois até o amor vem da dor.

Muitos não escolhem este caminho, porque ele é estreito demais. Porque dói demais, porque o orgulho entre outros pecados não permite que o ser humano evolua. Muitos culpam Deus, ou o Diabo, mas na verdade eles são somente o reflexo de nossas ações, a linha divina santa nos eleva para o Dharma, a linha da esquerda reflete o nosso próprio Kharma, que serve como equilíbrio para que nossa missão se cumpra neste plano. Só depende de nós mesmos se vamos regredir ou evoluir. Muitos riem daqueles que procuram ajuda nos caminhos da fé, mas não existe nada mais humilde e belo do que um ser humano arrependido disposto a mudar e curar as feridas que ele mesmo causou em sua própria alma.

E agora eu estou aqui escrevendo através destas palavras para instigar um medo que reside em você. Para buscarmos o mistério de todos e de cada um de nós, pois agora eu vivo verdade por verdade, dente por dente. Jazendo aqui embaixo, mais perto do céu.

- BRUNO BERNARDES

13 de fevereiro de 2018

Mente, Caos, Impulsos, Lapsos.


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A noite pulsou o caos, a complexidade das energias e das emoções alheias serviram como gatilho para eu atirar em minha própria consciência deixando ela pesada e estilhaçada com o impacto. E a pólvora sujou a imaginação, e a auto sabotagem sabotou as engrenagens da minha mente, causando um curto circuito entre o espaço e o tempo que se perdiam e se atrasavam dentro do relógio que marca o tempo do meu corpo, espírito e alma. As sinapses perderam o freio e eu perdi o controle por um período. Agora estou aqui colocando novamente os parafusos que caíram da minha cabeça em seus devidos lugares, porém uma mente sã: às vezes precisa de um pouco de insanidade pra ela expandir a sua percepção

15 de março de 2017

NADA

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Quando se trata de mim
Nada convém
Não queira se aproximar
Nem vem
Nada soma nem advém
Eu sou tudo, eu sou nada
Minha vida é um desdém
Apesar de eu parecer alguém
Nem alguma coisa sou
Nesse mundo de vai e vem
Sou um atraso
Nada mais do que isso, nada além
Sou um fraco
Eu sou ninguém.

Esta pequena poesia
Com rimas vitimistas
Escritas com sangue
Da minha carnificina narcisista
Não tem significância nenhuma
É fim de semana
E aqui só a sufocante brisa
Que arrogância a minha
Me fazer de vítima
Enquanto muitas vezes fui um carrasco
Estou pagando o preço e a dívida.

O mundo girou
E agora eu enxerguei o lixo
E o quão insignificante eu sou
Por mais que você diga ao contrário
Independente do que você acha
Eu sempre fui uma existência abstrata
Um espiral sem linhas e sem curvas
Na multidão eu sou invisível
Um fantasma
Sou uma poesia mal inspirada
Um peso sem alma
Eu destruo tudo
Porque desejo que todos sejam como eu
Um nada. 

CARNAVAL

E foliam a libertinagem
E a ilusão se infesta na cidade
Solitário que assim como eu, 
O meu 'outro eu' fica à espreita
Aos confins da espionagem
Em busca de uma presa
Esperando alvos vulneráveis
Até que vítimas sejam incontáveis.
Há algo na lâmina
No pedaço de madeira que faz o crânio abrir
Tem haver com uma emoção
Não sei como se sentir
Só sei que sinto
É o carnaval de sangue
É belo, eu danço, transpiro
O cheiro de morte e sexo
Eu respiro.
E as máscaras alheias eu as retiro
Desgrudando a pele de seus belos rostos
Eu as moldo como um belo vestido
Criando molduras e interfaces
Conecto-as
E pela a vaidade eu as visto.
Danço no meu carnaval sem folia
Mas danço alegre sorrindo
Risadas que exaltam a minha euforia
Há corpos por toda a parte
É o bloco que passa pelas linhas do meu raciocínio
Fazendo com que a psicose beije a esquizofrenia
Todos dançam em frenesi a meio do obscuro e sombrio
Que alegria!
Mas eu estou consciente de tudo que está acontecendo
Eu simulo, sorrio e finjo
E assim é o carnaval
Cheio de mentiras e ilusões
Nada é real
Tudo é parte de um show de pessoas sem corações
É tudo teatral
É falso
Como um sorriso de um assassino em série
É banal
Sem valor algum
É irreal.
- Bruno Bernardes.

19 de fevereiro de 2017

SEM TITULO

Este texto era para ser uma poesia com rimas, com dramas e tramas intensos, cheio de morte e vida, cheio de amor e ódio, de paixão e carnificina.
Mas hoje eu estou em uma crise inspirativa. Estou tomado ainda pelas minhas imperfeições que me fazem ser fraco, só que ao mesmo tempo essas mesmas imperfeições moldam o que eu sou.
Devo moldar minhas fraquezas para me tornar uma estrutura mais forte, ou devo aceitá-las anulando todo o meu valor? Pois eu sou um maldito exibicionista, um ser humano que desde a infância é um maldito narcisista. Às vezes eu quero controlar tudo, às vezes eu só quero ver a cidade em chamas.É uma bela vista.
Há uma luta entre os “meus eus” dentro de mim. O ego está fraco pois o Id está o dominando, e o superego está completamente abatido. Os alter egos estão dirigindo este teatro que se encontra a minha vida.
Às vezes sigo meus conceitos éticos, mas às vezes me falta empatia, acabo sendo sabotador das minhas próprias verdades, ilusões e mentiras. Logo me encontro numa batalha onde a misantropia e filantropia lutam como dois gladiadores selvagens numa arena Romana sendo dirigida por Calígula.
Meus dias estão repletos de fantasias, cuja as mesmas destroem a realidade daquilo que devo enfrentar. Mas há realidades imperdoáveis, e creio que posso encontrar uma porta, uma saída desse teatro melodramático que se tornou a minha rotina.
Preciso encontrar uma nova realidade, uma que ao menos esteja apta para se adaptar à tudo aquilo que sou, me aceitar do jeito que vim nesse mundo, um ser humano com fraquezas e fortalezas, falho e às vezes bem podre.
Pois é nossa de essência, de cada ser humano, de todos sem exceção, cometer atos sujos e imundos, nos fazendo ser considerados como porcos que se deliciam na lama. No mundo de hoje, você nem precisa fazer um ato de maldade para destruir alguém, pois os seres humanos se devoram a cada dia que passa, basta sentar aqui e observar a raça humana se destruir a cada dia.
Devo seguir o meu instinto ou seguir uma realidade distorcida considerada pelos tolos um princípio?
Às vezes não somos nós que devemos nos adaptar a realidade e sim a realidade nos adaptar a nós, do que adianta aceitarmos a realidade, se a realidade não nos aceita do jeito que realmente somos? (Reflitam a minha reflexão)

OCULTO


Eu sou um conjunto de teorias
Cujo o meu objetivo é desvendar segredos da natureza humana
Porém você não me vê
Eu caminho nas linhas invisíveis
As pessoas que finalmente me vêem
Como realmente sou
Escolhem me deixar no obscuro
Em um quarto nos fundos
Trancado a sete chaves
Aqui é escuro e sombrio
Às vezes é confortável
O vento é suave e frio
Mas eu sou um tabu
Precisam me deixar escondido
A vergonha é a manifestação daquilo que represento
Eu sou a verdade que os outros escondem
Eu sou seus segredos sujos
Por isso ninguém comenta a respeito
Por isso todos permanecem em silêncio
São devidos ao seus segredos e de minha ciência sob seus atos impuros
É o mais puro e belo medo
Pois eu enxergo nas pessoas o seu ser mais profundo
Eu enxergo do que há mais feio
Por isso elas me mantém em segredo
Mas eu sou ciência
Sou espiritualidade
Estou na consciência de cada universo
De cada indivíduo
Eu sou a evidência do seu devaneio
Sou o amor proibido
Sou um impuro desejo
E devido a isso muitos me vêem como algo demoníaco
Mas não sou nada disto
Mas eu sei de todas as coisas que a maioria não sabe
Eu também preciso de amor
Afeto e carinho
Mas sou motivo de cautela
Como se eu fosse durar para sempre
Como se eu fosse o infinito
Mas enquanto vivo eu sei
Eu sei cada saída de cada existente labirinto
Eu guio aqueles que estão na escuridão para a luz
Mas não me levam com eles
Pois sentem vergonha de seus caminhos
Por isso permaneço escondido
Desejo ver a luz, mas ainda precisam me deixar escondido
Como um cão molhado de chuva e sujo
Onde a maioria não dão carinho
Eu não sou bem vindo no mundo
Pois eu sou o oculto.
@------>
- Bruno Bernardes

ARENA

Do extremo ao extremo
Momentos lúcidos aos ventos
E ao mesmo tempo
Momento de calor de um vulcão
Melancolia e cólera
Moldam o meu temperamento
Linhas que se alinham perfeitamente
Criando um preciso sentimento
Me fazendo ficar entre o bem o mal
Aos confins de uma luta na arena do tormento
Como em Roma eu luto contra o inimigo
Onde preciso superar o mal que me fizeram
Onde eu preciso conquistar todo esse reino
Retomar o controle
Por mais que seja um caminho sangrento
Me pinto de vermelho
O gore vibra dentro de mim
Dilacerando o meu desejo
Por estar forte e sempre atento
Eu estou preparado
Entraram em meu caminho
Agora estou orando a Deus
E aos deuses
Para estar mais perto do divino
Para ter a força dos reis
Conquistando as águas profundas do meu destino
Superar o meu lado sombrio
Abrindo literalmente o meu peito
E arrancar os demônios interiores que colocaram em mim
Para curar o amor que agora se encontra em seu leito
A morte ronda e olha atenta
Mas ela sabe que é uma armadilha
Então ela não destrói o que eu sinto
E nem o que estão sentindo por mim
Não mais!
O amor vai continuar vibrando
Pois eu nasci para lutar
E o amor vai continuar pulsando
Pois eu nasci para ganhar e superar
E o ódio vai aos poucos putrificando
Pois eu nasci para amar.
O bem e o mal agora são como dois guerreiros que lutam dentro de mim, o emocional e o racional são como dois juízes, e eu sou a arena da morte. O bem vai decapitar o mal, e como recompensa eu vou reinar com a rainha que me espera do outro lado do universo, juntos em um plano que traçamos que vai se alinhar na hora certa, eventualmente seremos nós quem vai controlar as nossas próprias lutas e desafios. Aos confins do colérico e do melancólico; vamos ter Marte e Saturno como amigos. Teremos a nossa própria arena.
@------>
- Bruno Bernardes

7 de fevereiro de 2017

MOLDURA.


Eu tenho tantas coisas para dizer
Mas nada para expressar
O complexo entre a razão e o sentimento
Essa arte de ludibriar
Confundindo as leis emocionais
Eu tive tantas decepções
Com todo tipo de pessoas
Mas a minha maior decepção
Foi comigo mesmo
E assim surgem as lições
Apendendo a ser uma luz na escuridão
Antes eu era a escuridão que guiava os outros para a luz
Mas hoje eu nunca estive lá
Eu estou numa zona fronteirista mental
Onde pensamentos e emoções se colidem
Causando caos em ordem descomunal
Por mais que eu amadureça
Sempre haverá bases novas sólidas para moldar
E o meu desejo por isso é visceral
Serei mais poderoso quanto mais eu mudar
Eu sei que nunca vou ser perfeito
Mas quando eu partir
Eu quero estar perto dos deuses
Para morrer sem ansiedade ou medo
Já superei o medo de amar
Mas é como se minha vida passada
Nunca tivesse existido
Eu não existo mais
Eu me transcendi
Eu sou um novo tipo de ser
E ainda não me reconheço me olhando no espelho
Mas eu vou descobrir esse novo eu
E dentro dessa dúvida obscura
Eu serei uma chama que vai se ascender
Eu sou um ser um humano
Um monstro com a luz de um anjo
Um desconhecido
Um complexo estranho
Possuindo uma aura brilhante e ao mesmo tempo obscura
Eu estou me tornando em um novo ser
Seja lá que tipo de criatura
Mas eu sei que me tornei em um quadro
Uma pintura
Nos confins do abstrato
Eu sou uma nova moldura.

Fraqueza

Pessoas que aparentam ser como um corajoso leão,
mas são inseguras como uma zebra
Elas mesmas acabam se tornando a sua própria refeição
Se devoram aos poucos com excesso de emoção
Vão se auto destruindo através da falta da lógica
As tornando fracas sem nenhuma razão
Quando tentam intimidar
Elas mordem suas próprias palavras
Entrando em plena contradição
Choram, fazem teatro, puro drama
Isso porque elas não conseguem lidar com a culpa
Então a mentira e a verdade se misturam em uma trama
E elas tentam confundir, ludibriar...
Mas a própria língua delas as machucam
Pois a mesma é como uma lâmina
São pessoas que aparentam ser como um corajoso leão
Mas no final da caça
Elas se tornam a sua própria refeição
Elas se devoram com suas palavras distorcidas
E acabam se auto sabotando
Caindo num mundo de destruição
Vagam na selva da mente
E do coração
Procuram amor
Mas só encontram escuridão
Procuram abrigo
Um ombro amigo
Mas só encontram a ilusão
Quando devem agir
Anula-se toda ação
Param no tempo
A coragem se esvai numa imensidão
Palavras não são ditas
Promessas em vão
As horas se tornam malditas
Os minutos em um furacão.
Pode parecer que estou as julgando como pessoas fracas, mas não, quando vejo essas pessoas, ao mesmo tempo vejo um reflexo meu do passado, onde na verdade eu estou torcendo para que elas consigam superar os seus obstáculos, assim como eu superei os meus, e assim como eu vou continuar superando.
A vida é um eterno desafio, onde a morte sempre vence, mas temos que vencer nossas fraquezas e transformá-las em experiências aos confins da sabedoria, para partirmos em paz, onde a nossa alma possa ter a chance de transcender para um plano superior.
Força!

Extremos

Sentimentos que viajaram no tempo
Onde corações se colidiram no espaço
Parecia impossível, mas acabou ocorrendo
Uma realização de um desejo fanático
Onde duas almas mergulharam uma na outra
Conhecendo tanto as águas azuis e calmas
Quanto as águas obscuras misteriosas da noite
Foram expressadas todas as emoções
Que até então pareciam ser somente abstratas
A realidade se manifestou
Personificando nossos corpos como vestuário para o seu ato
Nossas peles se tornaram uma só, grudadas.
Tatuando emoções eternas em cada partícula de nosso organismo
Células se transformaram criando algo mutante
 Que pode ser definido tanto como um anjo cheio de brilho
Quanto um demônio sombrio
Algo chamado amor
Mas aos confins do sadomasoquismo
Tapas e mordidas
Socos e lambidas
Beijos e salivas
Sufocamento e fantasia
Consequências moldadas por euforia.
O amor se colidiu com a paixão
Onde um complementa o outro
Nos dando ainda mais intensidade e vida
Mistérios, bebidas e sedução
A sensação assusta
Mas é magnífica
A minha luz finalmente se equilibrou com a minha escuridão
Criando uma aura poderosa e sombria
Onde eu tenho o poder da dominação
Mas um poder que concedo e abro mão
Por alguém que peço gentilmente: Fique aqui. Seja minha!
E pela primeira vez sinto que meu pulmão realmente respira
E que sangue bombeia de verdade no meu coração
A vida agora parece ter a cor de água cristalina.
Pode parecer uma coisa psicótica
Mas é uma psicose que todos nós temos
Uma psicose chamada amor
E por mais que ouço vozes
As únicas palavras que me importam são as suas
São as únicas que eu realmente acredito de verdade
Por mais que às vezes sejam bruscas
Eu não importo
Desde que haja sempre - no plural - todo os tipos de luxúrias.
Pois... por anos eu andei pelas artérias de um vulcão
Vagando em minhas próprias larvas internas
Queimando cada pedaço do meu lado humano
Mas eu sobrevivi a mim mesmo
E por mais que eu pareça novamente um bobo lunático
Eu posso sentir esperança
E dizer em voz alta e sedutora como a do diabo
Ou como a voz misteriosa de Deus
“Eu estou mais uma vez apaixonado!”
Agora eu sei, eu senti
Agora há reais e surreais sentimentos
E é horripilante mas ao mesmo tempo são plenos
São divinos e ao mesmo tempo são blasfêmicos
O que importa é que estou com você
Mesmo que seja na linha tênue que separa o amor e o ódio
Eu me entrego
Mesmo que seja nos extremos.

O médico e o monstro


Sentimentos e pensamentos em oposição
Por mais que eu tente ser bom
Algo dentro de mim ilumina minha escuridão
Há tanta luz em mim que às vezes elas cegam minha percepção
Então eu busco refúgio
Eu busco abrigo
Mas quando encontro
Vejo que é um lugar sombrio
Então me perco dentro de mim
Eu me torno em um oceano profundo e obscuro
E me afogo aos poucos
Dentro da minha mente e coração
Às me sinto como o médico
Onde eu sirvo, cuido e salvo vidas
Mas às vezes me sinto como o monstro
Onde eu destruo, agrido e arranco tripas
Eu sou o bisturi que corta com precisão
Eu sou a agulha que costura o coração
Eu sou a seringa que envenena aos confins da sedução
Eu vou fundo em suas veias
E sinto cada artéria
Sinto os nervos atrofiando em minha mão
Eu sou o veneno e ao mesmo tempo sou o antídoto
E assim...
...Minha personalidade oscila
Entre uma cena de paz e tranquila
E uma cena de caos e carnificina.
"Estou enfrentando mais um desafio na minha vida, que é conseguir equilibrar minha natureza humana, onde devo colocar na balança o yin e o yang e moldar o equilíbrio entre a emoção e razão, moldando o meu lado bom, e o meu lado mau, antes que eu me torne o animal mais perigoso de todos, em um ser humano apenas de carne e osso, sem alma, apenas feroz e bestial, seria perigoso e vergonhoso, eu prefiro ser um animal"