Foi-se inaugurada a Era das doze mansões sendo cada uma delas representada por um animal feroz. Cada animal era tanto presa quanto predador, selvagens como a ira de Deus.
A escuridão e a luz flertam-se constantemente em um jogo de sedução de balanças. O equilíbrio é o licor da luxuria. Quando o caos se equilibra com a ordem tanto a luz quanto a escuridão gozam em linhas tênues que separam galáxias.
Quando há o desequilíbrio há o gozo do ódio que derruba muralhas, há sangue é servido como molho acompanhante onde cabeças se tornam troféus e decapitadas.
E assim a terra treme diante o poder do universo. Os anjos voam e cantam, uns caem outros dançam entre alinhamentos astronômicos celestiais e bestiais. O bem o mal afetam de forma necessária e cada organismo vivo que conhecemos está à mercê de todos os possíveis eventos, tanto pacífico quanto catastróficos.
O mar rubra trazendo o seu profundo para cima engolindo a intensidade para dentro dele. As nossas emoções às vezes calmas. Às vezes violentadas.
Há os três reis magos que iluminam a nossa alma na escuridão, trilhando o nosso caminho para novos ciclos que nos levam ao um novo nascimento divino, mas também há os três mendigos que nos levam ao caminho da dor, do sofrimento e da morte, três maléficos que nos expulsam do nosso caminho ao paraíso, fazendo com que o paraíso se torne perdido aos nossos olhos. E quando esse movimento nos céus ocorre em nossas mentes, o Opositor e o Adversário estupra a beleza de nossos pecados, deleitando-se de prazer corrompendo e escurecendo nossas almas.
E assim o ser humano vai traçando o seu destino através de um livro escrito por ele mesmo. Chamado arbítrio. Cada linha, cada palavra representa o seu pensamento representa cada ação e reação, eventualmente causando o orgasmo do equilíbrio.
Às vezes luz, às vezes escuridão. Às vezes com as luzes acesas, outras com as luzes apagadas. Pessoas masoquistas sádicas, pessoas belas e carismáticas.
A dor e o prazer também flertam e ambos sempre se beijam com as línguas afiadas. O pecado premeditado é mais mortal do que o pecado impensado. Qual tipo de pecador você é? Os regentes mentais cósmicos fazem de você um gênio divino? Ou um gênio diabólico?
Os carmas também flertam com nossas ações. O verdadeiro norte deve ser alcançado através do caminho estreito. Se você seguir o caminho largo, seu dharma será corrompido pelo seus próprios passos.
Neste universo você vai se tornar multiverso. Ou vai se tornar apenas um grão insignificante de estrela? E ficará vagando na imensidão vazia? Para qual lugar você vai? Não importa de onde viemos. E sim para onde estamos indo. Qual a sua direção?
Mesmo que haja tormentos. Mesmo que haja o diabo alinhando-se na nona mansão de Deus. Mesmo que o deus sol esteja em queda. Lembra-se que a queda de uns, será a exaltação de outros.
Você deve orar de joelhos e se prevenir de todas as tentações. Os anjos vão dançar com o som de suas próprias trombetas. E cada trombeta vai rugir uma canção para nossos destinos.
Mesmo que haja inimigos, se você seguir com cautela cada aspecto dos céus, Saturno e Marte podem se tornarem aliados; ensinando as lições dos deuses. Aonde nenhum rastro maléfico vai lhe derrubar. Plutão pode destruir os inimigos declarados e os ocultos. Enquanto sua alma fica intacta longe de qualquer possibilidade corrompível.
Vênus pode te levar ao deleite dos prazeres. O amor pode se tornar puro e indestrutível. Longe da serpente que ludibria e sim próximo ao grau do governante de Áries, onde se corta sem piedade, mas de forma cirúrgica. E assim a língua da serpente será cortada. E Marte se exaltará. O castigo obscuro, mas nada mais do que justo.
E o deus sol em quadratura com marte juntos irão superar as dificuldades. E a guerra e paz estarão finalmente apaixonadas. Se alinhando na sétima mansão da mandala onde alianças justas serão assinadas e sentenciadas. E os iníquos cairão em desgraça. E os justos elevarão suas almas.
E somente depois disso você vai pode olhar para o seu verdadeiro norte e se ver dentro dele. Não haverá mais bussolas. Pois não estaremos mais perdidos. Estaremos leves e soltos no universo cósmico. Apenas apreciando o paraíso que um dia iremos estar. O paraíso que se perdeu em um eterno duvidoso incógnito.
Você está o buscando? Ou está o deixando vir até você conforme seu coração. O coração que deve ser puro e ao mesmo tempo amargo. Onde se bombeia a vida e o nosso mundo caótico.
Um mundo que mesmo apocalíptico o coração vai estar em um abstrato moldado perfeitamente equilibrado, esperando que se torne realidade o renascimento de nossas almas na primeira mansão, onde estaremos novamente estruturados, só em que um nova realidade, onde a percepção será moldada por uma elevação dos deuses. Estaremos finalmente em nosso paraíso perdido, que finalmente fora encontrado.
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26 de outubro de 2017
EM BUSCA DO PARAÍSO QUE SE PERDEU
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28 de dezembro de 2015
A overdose que se transformou em poesia.
A vida costumava ser uma festa sem fim
Os abraços sem sentido
Os beijos de língua em desconhecidos
O limite era irreconhecível
Não existia, nunca existiu
Eu estava assim o tempo todo
Bebendo no gargalo dos atos sujos de um libertino
Sentimentos adormecidos
Troca de olhares vazios
Minha vida tinha uma heroína que me salvava de todos meus medos
Eu costumava procurar ela e corta-la em pedaços
Alinhando-as de forma precisa
Jogando fora tudo que eu tinha
Em uma nota enrolada sem valor
E a usava de forma fina
E ao mesmo tempo de forma arrogante, agressiva
Então o meu mundo implodiu
As estrelas finalmente estavam todas caídas
Tudo eventualmente foi perdendo o brilho
Meu olhar era refletido de recaídas
Mas era fixo quando eu estava no volante
Eu pegava todas as avenidas
A fim de se perder dentro do inconstante
Eu estripava minha próprias tripas
Mas eu me sentia como um máquina mutante
Os lapsos era um tiro de balas perdidas
Eu era um desastre em direção de um irreal horizonte
Era uma miragem repleto de quentes euforias
O calor acelerava o coração
O suor me dava sede por mais uma linha
Só mais uma, um tiro no escuro
Pura ilusão
Mas...
Eu me encontrei se perdendo no mundo
E eu mudei a rota
Eu dei a volta
E voltei para casa
Com a mente quebrada exposta
Cheio de rachaduras e feridas
E enfim tudo teve a sua reviravolta
Demorou para a festa acabar
Não preciso mais beber
Não preciso mais de cocaína
A noite amanheceu
E eu acordei pra vida
Hoje eu tenho overdoses...
Escrevendo poesia.
Hoje dia 28 de dezembro de 2016, completa 3 anos que estou limpo.
Também completa 3 anos que quase perdi a vida.
Jogado em um hospital, tendo uma overdose.
É, acabou a adrenalina.
- Bruno Bernardes
Os abraços sem sentido
Os beijos de língua em desconhecidos
O limite era irreconhecível
Não existia, nunca existiu
Eu estava assim o tempo todo
Bebendo no gargalo dos atos sujos de um libertino
Sentimentos adormecidos
Troca de olhares vazios
Minha vida tinha uma heroína que me salvava de todos meus medos
Eu costumava procurar ela e corta-la em pedaços
Alinhando-as de forma precisa
Jogando fora tudo que eu tinha
Em uma nota enrolada sem valor
E a usava de forma fina
E ao mesmo tempo de forma arrogante, agressiva
Então o meu mundo implodiu
As estrelas finalmente estavam todas caídas
Tudo eventualmente foi perdendo o brilho
Meu olhar era refletido de recaídas
Mas era fixo quando eu estava no volante
Eu pegava todas as avenidas
A fim de se perder dentro do inconstante
Eu estripava minha próprias tripas
Mas eu me sentia como um máquina mutante
Os lapsos era um tiro de balas perdidas
Eu era um desastre em direção de um irreal horizonte
Era uma miragem repleto de quentes euforias
O calor acelerava o coração
O suor me dava sede por mais uma linha
Só mais uma, um tiro no escuro
Pura ilusão
Mas...
Eu me encontrei se perdendo no mundo
E eu mudei a rota
Eu dei a volta
E voltei para casa
Com a mente quebrada exposta
Cheio de rachaduras e feridas
E enfim tudo teve a sua reviravolta
Demorou para a festa acabar
Não preciso mais beber
Não preciso mais de cocaína
A noite amanheceu
E eu acordei pra vida
Hoje eu tenho overdoses...
Escrevendo poesia.
Hoje dia 28 de dezembro de 2016, completa 3 anos que estou limpo.
Também completa 3 anos que quase perdi a vida.
Jogado em um hospital, tendo uma overdose.
É, acabou a adrenalina.
- Bruno Bernardes
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17 de novembro de 2015
A única certeza.
Era quase de madrugada. E a ansiedade era a única companhia solidária que segurava minhas mãos, enquanto eu estava jogado no sofá, virando de um lado para o outro sem parar. Os pensamentos vinham e iam, em um ritmo cardíaco de acelerar. Mas uma hora eles sempre cessam, até os próprios pensamentos cansam de pensar.
Então meus olhos aos poucos vão se fechando, e aos poucos a ansiedade vai soltando minhas mãos, e o sono vem e me abraça tão suavemente que adormeço ali mesmo, sob o véu de meus pensamentos que não queriam ir embora. E tenho certeza que agora eles estão escondidos atrás da televisão que sempre deixo ligada, porque se ela não estiver ligada, não consigo dormir, é como se o barulho de alguma coisa, tivesse uma energia que suga seus pensamentos, te trazendo algum tipo de paz doentia.
Era mais ou menos 3 horas da manhã, que ao lapso de um susto, acordo. Coração acelerado, suando frio, com o olho arregalado. Ouço um barulho vindo da porta do meu quarto. Pareciam vozes, gritos e risos, como se fosse uma festa, uma música distante mas ao mesmo tempo bem próxima. Entrei, atravessei a porta, e os barulhos se tornaram silêncio.
Havia uma mesa de jogo de xadrez, e três pessoas. A pessoa no meio, logo reconheci, era um amigo meu, que morreu há alguns anos. Os outros eu desconhecia. Mas antes que eu pudesse falar algo, meu amigo se levantou, e veio até perto de mim, e me deu um abraço. Conversamos como se não houvesse presente, nem futuro, nem passado.
Ele logo me apresentou as duas pessoas na mesa do jogo.
- Meu caro amigo, deixa eu apresentar esse cara, porque ele é o cara, ele nunca perde, sempre ganha.
Fui dar a mão ao amigo dele, e antes que o próprio rapaz pudesse dizer quem era, meu amigo já o cortou me dizendo;
- Morte! Sim isso mesmo, O Ceifador de Almas.
Logo em seguida, a morte me perguntou;
- Quer um charuto?
- Não, obrigado
Ele me olhava com aquele olhar enigmático, um jovem com olhos atentadores, porém convincentes, um momento ali se pausou no tempo.
O charuto, só de olhá-lo já conseguia sentir o sabor em meus lábios, que eloquente. Resolvi aceitar. A fumaça tornou-se brisa dentro meu consciente. E a euforia veio e confortou o ambiente.
E então meu amigo, me apresentou para a segunda pessoa na mesa do jogo. Era uma bela dama, bem vestida, com aparência angelical, saudável. Ela me deu a mão e me deu um beijo no rosto. A marca do seu batom vermelho ficou marcada em minha pele como brasa.
E então ela mesma se apresentou: - Eu sou a vida, vamos jogar conosco?
Seduzido por palavras bem colocadas, sentei a mesa e comecei a jogar.
Enquanto eu tentava ser preciso e estratégico em meus movimentos. A morte e a vida conversavam e riam alto. E de repente uma música começou a tocar sem mais nem menos. Um blues bem antigo, quase que diabólico. E as palavras continuaram, e eu então resolvi somente ouvi-las. A morte sempre tinha domínio do diálogo. Um diálogo estranhamente interessante.
- Ela é a minha sócia.
- Verdade, somos ótimos nos negócios.
- Ela sempre quer ganhar, mas eu sempre acabo dando o xeque-mate.
- É tão bom.
E a morte me olhou e me intimidou:
- Esse jogo nunca acaba.
- Dura para sempre.
- Ou você está dentro, ou está fora.
Então continuei, jogando, fazendo minhas melhores jogadas. Mas eles mesmos impediram minhas cartadas. Estranhamente os dois pareciam flertar um com o outro. E eu estava certo, em um piscar de olhos. A vida e a morte faziam amor na mesa do jogo. Enquanto eu tentava trapaceá-los. Mas não consegui
-A morte e a vida sempre nos "fode" de alguma forma- pensei comigo. Havia duas certezas ali na minha frente em um ato estranhamente metafórico surreal.
Meu amigo se levantou, e me deu um aperto de mãos, senti que estava se despedindo de alguma forma, e antes de tudo aquilo desaparecer no tempo, ele me disse:
- Estarei esperando por você. E como você pode ver: Há um grande mistério cósmico acontecendo aqui em nossa frente. Aliás "Tudo que vive, vive para sempre. Somente o invólucro, o que é perecível, desaparece. O espírito não tem fim. É eterno. Imortal"
Então em outro lapso de susto, eu acordei novamente, no mesmo lugar, dessa vez, sem batimentos cardíacos acelerados, sem suor frio, sem pensamentos abstratos. Voltei à realidade, como se tivesse voltado de algum efeito de uma droga alucinógena. Mas não, era somente a minha mente dizendo mentiras.
Desliguei a televisão. Já estava amanhecendo, fiz um café, sentei no sofá, ainda meio sonolento e confuso. Comecei a ler o livro mais próximo que estava no criado mudo. Um livro que ganhei da minha ex namorada, que deixei ali, e nunca o li. O livro ainda tinha o perfume dela. Não queria lembrar dela, nem despertar sentimentos adormecidos, que quando acordam, são como bestas infernais e selvagens.
Mas em meio a tantos devaneios, consegui trazer aqueles pensamentos de volta. E agora eu sei, a vida é um jogo, que às vezes a gente perde e ganha. Mas o final é sempre o mesmo, Desligamos o jogo e dormimos. E assim é a vida; Só que quando ela resolve parar de jogar com a gente, a morte chega e a trapaceia, pois ela é precisa estar sempre no poder e no controle, Ela sempre dá o xeque mate. Ela sempre vence.
A morte é a única certeza de nossas vidas.
Então meus olhos aos poucos vão se fechando, e aos poucos a ansiedade vai soltando minhas mãos, e o sono vem e me abraça tão suavemente que adormeço ali mesmo, sob o véu de meus pensamentos que não queriam ir embora. E tenho certeza que agora eles estão escondidos atrás da televisão que sempre deixo ligada, porque se ela não estiver ligada, não consigo dormir, é como se o barulho de alguma coisa, tivesse uma energia que suga seus pensamentos, te trazendo algum tipo de paz doentia.
Era mais ou menos 3 horas da manhã, que ao lapso de um susto, acordo. Coração acelerado, suando frio, com o olho arregalado. Ouço um barulho vindo da porta do meu quarto. Pareciam vozes, gritos e risos, como se fosse uma festa, uma música distante mas ao mesmo tempo bem próxima. Entrei, atravessei a porta, e os barulhos se tornaram silêncio.
Havia uma mesa de jogo de xadrez, e três pessoas. A pessoa no meio, logo reconheci, era um amigo meu, que morreu há alguns anos. Os outros eu desconhecia. Mas antes que eu pudesse falar algo, meu amigo se levantou, e veio até perto de mim, e me deu um abraço. Conversamos como se não houvesse presente, nem futuro, nem passado.
Ele logo me apresentou as duas pessoas na mesa do jogo.
- Meu caro amigo, deixa eu apresentar esse cara, porque ele é o cara, ele nunca perde, sempre ganha.
Fui dar a mão ao amigo dele, e antes que o próprio rapaz pudesse dizer quem era, meu amigo já o cortou me dizendo;
- Morte! Sim isso mesmo, O Ceifador de Almas.
Logo em seguida, a morte me perguntou;
- Quer um charuto?
- Não, obrigado
Ele me olhava com aquele olhar enigmático, um jovem com olhos atentadores, porém convincentes, um momento ali se pausou no tempo.
O charuto, só de olhá-lo já conseguia sentir o sabor em meus lábios, que eloquente. Resolvi aceitar. A fumaça tornou-se brisa dentro meu consciente. E a euforia veio e confortou o ambiente.
E então meu amigo, me apresentou para a segunda pessoa na mesa do jogo. Era uma bela dama, bem vestida, com aparência angelical, saudável. Ela me deu a mão e me deu um beijo no rosto. A marca do seu batom vermelho ficou marcada em minha pele como brasa.
E então ela mesma se apresentou: - Eu sou a vida, vamos jogar conosco?
Seduzido por palavras bem colocadas, sentei a mesa e comecei a jogar.
Enquanto eu tentava ser preciso e estratégico em meus movimentos. A morte e a vida conversavam e riam alto. E de repente uma música começou a tocar sem mais nem menos. Um blues bem antigo, quase que diabólico. E as palavras continuaram, e eu então resolvi somente ouvi-las. A morte sempre tinha domínio do diálogo. Um diálogo estranhamente interessante.
- Ela é a minha sócia.
- Verdade, somos ótimos nos negócios.
- Ela sempre quer ganhar, mas eu sempre acabo dando o xeque-mate.
- É tão bom.
E a morte me olhou e me intimidou:
- Esse jogo nunca acaba.
- Dura para sempre.
- Ou você está dentro, ou está fora.
Então continuei, jogando, fazendo minhas melhores jogadas. Mas eles mesmos impediram minhas cartadas. Estranhamente os dois pareciam flertar um com o outro. E eu estava certo, em um piscar de olhos. A vida e a morte faziam amor na mesa do jogo. Enquanto eu tentava trapaceá-los. Mas não consegui
-A morte e a vida sempre nos "fode" de alguma forma- pensei comigo. Havia duas certezas ali na minha frente em um ato estranhamente metafórico surreal.
Meu amigo se levantou, e me deu um aperto de mãos, senti que estava se despedindo de alguma forma, e antes de tudo aquilo desaparecer no tempo, ele me disse:
- Estarei esperando por você. E como você pode ver: Há um grande mistério cósmico acontecendo aqui em nossa frente. Aliás "Tudo que vive, vive para sempre. Somente o invólucro, o que é perecível, desaparece. O espírito não tem fim. É eterno. Imortal"
Então em outro lapso de susto, eu acordei novamente, no mesmo lugar, dessa vez, sem batimentos cardíacos acelerados, sem suor frio, sem pensamentos abstratos. Voltei à realidade, como se tivesse voltado de algum efeito de uma droga alucinógena. Mas não, era somente a minha mente dizendo mentiras.
Desliguei a televisão. Já estava amanhecendo, fiz um café, sentei no sofá, ainda meio sonolento e confuso. Comecei a ler o livro mais próximo que estava no criado mudo. Um livro que ganhei da minha ex namorada, que deixei ali, e nunca o li. O livro ainda tinha o perfume dela. Não queria lembrar dela, nem despertar sentimentos adormecidos, que quando acordam, são como bestas infernais e selvagens.
Mas em meio a tantos devaneios, consegui trazer aqueles pensamentos de volta. E agora eu sei, a vida é um jogo, que às vezes a gente perde e ganha. Mas o final é sempre o mesmo, Desligamos o jogo e dormimos. E assim é a vida; Só que quando ela resolve parar de jogar com a gente, a morte chega e a trapaceia, pois ela é precisa estar sempre no poder e no controle, Ela sempre dá o xeque mate. Ela sempre vence.
A morte é a única certeza de nossas vidas.
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11 de outubro de 2015
Morto vivo.
Você chega ao um momento da sua vida em que a morte é mais amiga de você do que sua própria vida. Sua vida abandona você na esquina, enquanto você está bêbado, sozinho e sem nenhum amigo por perto, numa zona perigosa da cidade. E mesmo assim, você acorda no dia seguinte, e a vida te obriga a viver. Mas a morte está ali em forma de pequenas doses de sensações de poder. A euforia se apaixona por você, e você a beija e a abraça forte. As pupilas se dilatam no tempo. A mente se distorce em insanos pensamentos. A vida te abandona, quando você precisa de ar pra respirar. Você fica entubado em uma cama de hospital. Fazendo lavagem estomacal. A vida te abandona quando você precisa alimentar seus vícios. E o coração fica com cheiro podre de hospital. A vida tenta te convencer que a ambição são somente ilusões de grandeza. A vida te mostra que os sonhos são a destruição da realidade. E quando você está chegando lá em cima, no topo do seu próprio ego. Seu coração acelera, o pulmão fecha, e a vida te chuta lá de cima, e você cai direto em um esgoto cheio de sujeira. A vida faz você sentir falta do fundo do poço, pelo menos lá tinha água e doses de cachaça pra você entrar em coma. E permanecer ali. Mas a vida vem e rouba até o pouco de miséria que mal temos. A vida não nos deixam dormir, ela prega nossos olhos, com agulhas, costurando nossa percepção sem anestesia no quarto da insônia. E a insônia mantêm minha imaginação se dilatando na paranoia. A vida me olha com os olhos bem abertos em meus olhos, e não me diz nada, levanta e me dá as costas. A vida me abandona quando eu preciso dela para vivê-la. Ela sai do quarto, fecha e tranca a porta. E me deixa morto lá dentro de mim mesmo. A vida ainda não sei o que ela é, não sei qual o sentido dela. Só sei que acordo todo dia, e me deparo com ela no espelho. Ela encara minha alma e me oferece um cigarro toda manhã. Ela é simpática no café da manhã, quando leio as tragédias e os assassinatos em séries pelo jornal do dia. É só mais um dia normal da minha vida, eu sei. Mas a vida me olha como se eu fosse o principal suspeito. Mas também me olha como se eu fosse um erro perfeito. A vida talvez seja eu mesmo, cobrando demais de mim mesmo. Aliás a vida é minha, e eu faço que eu bem entender. Talvez seja somente eu, apaixonado por uma imagem distorcida e distante no espelho, Talvez as minhas qualidades sejam o meu maior defeito. A vida nos cegam com doses de egomania nos fazendo sonhar alto demais. E ela mesma nos derruba lá de cima, para nos fazer acordarmos pra vida. A vida me matou e me deixou vivo. Mas eu não sinto nada. Eu me alimento de mim mesmo, deixando expostos meus sentimentos em carne viva. Deixando toda a empatia em estado lento de putrificação. A vida me transformou em um animal sem instinto. Em um ser estranho esquisito. A vida é como um carrasco insensível a sangue frio.
A vida me transformou em um morto-vivo.
A vida me transformou em um morto-vivo.
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28 de setembro de 2015
Conquista
Algo me desperta na madrugada
Será a ansiedade súbita?
Ou o barulho do vento,
que na alma minha ruptura?
Não sei ao certo
Me sinto acordado
em sonhos despedaçados.
Apenas sinto
São como devaneios fantásticos.
Maravilhosas brisas obscuras
Ouço uma canção distante
Será que é deste mundo?
Ou é apenas o canto das corujas?
Então eu me levanto
E cada vez mais que me aproximo
A canção me guia sem destino
Estou vagando sobre pensamentos infestados de loucuras.
Estou em busca de algo desconhecido
Talvez eu esteja indo encontrar comigo mesmo
Me reencontrar em linhas que formam o raciocínio
Ou talvez a linha que separa as coisas
Foram cortadas pelo meu punho assassino.
Apenas procuro uma única resposta constante
Que eu deva aceitar
Que aonde quer que eu vá
O caos sempre me espera e de forma simpática,
sempre me aguarda com um brinde de champanhe
E eu tomo tudo no gargalo visceralmente cada gole
E cada instante
O tempo deixou de existir
Agora tudo se segue em uma linha atemporal inconstante
E eu estou apaixonado
Meu coração se encheu de euforia eletrizante
Pois aqui a loucura não passa de mera genialidade
Aqui eu tenho o poder e o controle
O domínio sobre tudo que pode me causar algum tipo de maldade.
Estou acima da cadeia alimentar
Venham jantar comigo
Aceitam este convite como uma mera casualidade
Vamos praticar a gula
E os excessos da gravidade
Sem se importar com que acontecerá na realidade
Pois a única realidade, vai ser quando estivermos todos mortos.
Quando a morte vier e putrificar a nossa imagem.
Ninguém sabe do amanhã
O destino ou algum gênio do mal
Sempre vai impactar com imprevistos
Conspirar de forma surreal
As horas não vão passar
E o tempo de hoje
Será desperdiçado
E o acaso vai nos devorar.
E o destino não perdoa quem não viva a vida
Ele destroça e nos deixam expostos em carne viva.
Viver hoje,
é o único jeito de alcançar o amanhã
é a única maneira de obter a suprema conquista.
Será a ansiedade súbita?
Ou o barulho do vento,
que na alma minha ruptura?
Não sei ao certo
Me sinto acordado
em sonhos despedaçados.
Apenas sinto
São como devaneios fantásticos.
Maravilhosas brisas obscuras
Ouço uma canção distante
Será que é deste mundo?
Ou é apenas o canto das corujas?
Então eu me levanto
E cada vez mais que me aproximo
A canção me guia sem destino
Estou vagando sobre pensamentos infestados de loucuras.
Estou em busca de algo desconhecido
Talvez eu esteja indo encontrar comigo mesmo
Me reencontrar em linhas que formam o raciocínio
Ou talvez a linha que separa as coisas
Foram cortadas pelo meu punho assassino.
Apenas procuro uma única resposta constante
Que eu deva aceitar
Que aonde quer que eu vá
O caos sempre me espera e de forma simpática,
sempre me aguarda com um brinde de champanhe
E eu tomo tudo no gargalo visceralmente cada gole
E cada instante
O tempo deixou de existir
Agora tudo se segue em uma linha atemporal inconstante
E eu estou apaixonado
Meu coração se encheu de euforia eletrizante
Pois aqui a loucura não passa de mera genialidade
Aqui eu tenho o poder e o controle
O domínio sobre tudo que pode me causar algum tipo de maldade.
Estou acima da cadeia alimentar
Venham jantar comigo
Aceitam este convite como uma mera casualidade
Vamos praticar a gula
E os excessos da gravidade
Sem se importar com que acontecerá na realidade
Pois a única realidade, vai ser quando estivermos todos mortos.
Quando a morte vier e putrificar a nossa imagem.
Ninguém sabe do amanhã
O destino ou algum gênio do mal
Sempre vai impactar com imprevistos
Conspirar de forma surreal
As horas não vão passar
E o tempo de hoje
Será desperdiçado
E o acaso vai nos devorar.
E o destino não perdoa quem não viva a vida
Ele destroça e nos deixam expostos em carne viva.
Viver hoje,
é o único jeito de alcançar o amanhã
é a única maneira de obter a suprema conquista.
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13 de setembro de 2015
Sentimentos industrializados.
Verdades mal ditas.
Mentiras muito bem contadas.
Pessoas que se substituem umas as outras,
como peças descartadas.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem que cada movimento,
será uma boa e genial roubada.
Então sempre procuram vencer,
com infinitas cartas na manga.
E doa a quem doer.
A casa sempre ganha.
O jogo é sujo.
E sentimentos são apenas ferramentas
que usamos para simulações de consumo.
O olhar que engana.
A língua que afia .
Frases muito bem digitadas.
Em uma rede de mentira.
As jogadas sempre mudam.
E as mudanças sempre se movem.
E os movimentos sempre são mortais
Como um ataque de um animal peçonhento
Uma vez que ingerida a ferocidade
O efeito é preciso
Pois a precisão é um veneno.
Para quem leva a vida como o jogo.
Sabem muito bem que o amor é uma ilusão.
Não há ganhos, não há maldade.
Apenas há o ato de fugir.
E esconder-se da realidade.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem.
Que qualquer lugar é em vão.
Não existe palavras sinceras.
E nem pessoas com coração.
É tudo uma mentira bem moldada.
Fabricada de uma forma tão perfeita.
Para parecer tão real como uma verdade.
Só que a aparência sempre engana os fatos.
Todos dançam na mesma sala.
Todos dançam os mesmos passos.
É tudo ensaiado
É um jogo.
É um teatro.
Todos sentem os mesmos sentimentos industrializados.
Nada é real
Nada é essencial.
Todos que estão aqui.
Vieram de embalagens.
A paixão, o amor, o ódio, a raiva
Tudo é industrial.
O afeto,
o carinho,
a bondade.
Tudo é superficial.
Mentiras muito bem contadas.
Pessoas que se substituem umas as outras,
como peças descartadas.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem que cada movimento,
será uma boa e genial roubada.
Então sempre procuram vencer,
com infinitas cartas na manga.
E doa a quem doer.
A casa sempre ganha.
O jogo é sujo.
E sentimentos são apenas ferramentas
que usamos para simulações de consumo.
O olhar que engana.
A língua que afia .
Frases muito bem digitadas.
Em uma rede de mentira.
As jogadas sempre mudam.
E as mudanças sempre se movem.
E os movimentos sempre são mortais
Como um ataque de um animal peçonhento
Uma vez que ingerida a ferocidade
O efeito é preciso
Pois a precisão é um veneno.
Para quem leva a vida como o jogo.
Sabem muito bem que o amor é uma ilusão.
Não há ganhos, não há maldade.
Apenas há o ato de fugir.
E esconder-se da realidade.
Para quem leva a vida como um jogo.
Sabem muito bem.
Que qualquer lugar é em vão.
Não existe palavras sinceras.
E nem pessoas com coração.
É tudo uma mentira bem moldada.
Fabricada de uma forma tão perfeita.
Para parecer tão real como uma verdade.
Só que a aparência sempre engana os fatos.
Todos dançam na mesma sala.
Todos dançam os mesmos passos.
É tudo ensaiado
É um jogo.
É um teatro.
Todos sentem os mesmos sentimentos industrializados.
Nada é real
Nada é essencial.
Todos que estão aqui.
Vieram de embalagens.
A paixão, o amor, o ódio, a raiva
Tudo é industrial.
O afeto,
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a bondade.
Tudo é superficial.
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1 de setembro de 2014
Predador.
O sinônimo da vida é a estratégia
Somos caça do nosso próprio ambiente
Somos caça dentro da nossa própria floresta
Somos alvos dentro do nosso próprio ecossistema
É assim que a vida nos ensina a lutar
Que um dia devemos erguer a cabeça
Cair e sangrar
E aprender a se levantar
Ironicamente aprendemos a ser predadores
Porque um dia fomos a caça
Nesse mundo
Nessa selva de pedra
Na verdade em cada beco há uma armadilha
Uma desgraça
Ocultamente planejada
Por alguma força maior?
Pelo destino?
Não sei
Só sei que temos lutar
Contra todos
Contra a vida
Lutar constantemente contra nós mesmos
Diariamente
Para que um meio se torne um fim
E justifique nossas ações tomadas
Para que aprendemos a sobreviver
Nesse mundo, nessa mata.
Para que possamos batalhar
Conquistar os nossos objetivos
Realizar nossos sonhos
Para aprendermos a amar
Para crescer
Para conquistar.
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