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7 de junho de 2018
INÚTIL POESIA
Agora eu me mantenho em silêncio, já que você não está mais aqui
A luz da vela agora tem escuridão
O cheiro de incenso tem odor de enxofre
O quarto se despediu das almas
Até da minha própria
Só há uma carcaça aqui
Refém do medo
Doenças imaginárias
Ou não?
Realidade e paranoias de mãos dadas
Foi perdido o nosso selo
Nossas horas não estão mais interligadas
O tempo nos enganou
Oh que pesadelo
Os gatos andam pra lá e pra cá
Eles também não existem
São apenas fantasmas
Só há apenas um trago ilusório
Sem brisa, sem efeito
Em delirantes fumaças
Não há mais a canção dos ventos
Ventos que antes me acalmava
Agora há apenas uma neblina
E uma silenciosa trovoada
Névoas na minha mente desconectada
A comida não tem sabor
Calmantes não trazem descanso
Meus olhos refletem a minha alma perturbada
Nem a escuridão me aquece mais
Só há um imenso vazio sem fim
Em uma decadente estrada
O que vai ser de mim?
Nesta encruzilhada?
Nem o diabo vem me atormentar ao menos
A morte que me vigiava foi embora com você
Pois quando você partiu
Eu morri com sua despedida
Só há eu e uma sensação sombria
Sou uma solidão que afasta qualquer companhia
Nem choramos
Restou apenas o frio de uma alma sombria
Pois eu não respiro mais
Nem mesmo uma brisa
Sem você
Eu sou um parasita
Não evoluo
Não cresço
Morro aos poucos
Sinto o cheiro de carniça
Anjos e demônios
agora dançam
Sobre as minhas mãos que cria...
...esta escrita
Estas palavras que descascam a pele da minha fantasia
Este texto sem sentido
Esta inútil poesia.
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13 de abril de 2018
RECICLAGEM
"Eu vasculhei o passado e vi o tanto de lixo que eu acumulava, hábitos, situações, e até pessoas, mas não julgo nada e muito menos alguém, eu dentro de tanto lixo, eu também era um item descartado e agia como um vírus para sobreviver dentro das entranhas de outros vírus, e assim era a minha vida, um lixo. A imaturidade imperava em mim como uma entidade sombria que manipulava toda a luz que tentava brilhar no meu coração, e por muitos anos a escuridão tomou conta dos meus dias. E dentre tanta escuridão, eu era um ímã para qualquer coisa que fosse destrutiva, quando eu não magoava alguém, eu magoava a mim mesmo e vice versa, era uma hábito compulsivo inconsciente que me sabotava alimentando o meu ego, e assim foram anos, vivendo em mundo sem futuro, vivendo no apocalipse, onde todos eram mortos vivos, um se alimentando da mente do outro, para alimentar a sua fome por poder e controle, por orgulho e vaidade. Eu quero pedir perdão a todos que magoei, eu assumo a minha parcela de culpa, fui tolo, irresponsável, imaturo, cruel, mas não foi intencional, pois eu estava em um mundo moldado por uma ilusão em que tudo que eu fazia estava certo, e o mal venceu durante muito tempo em minha vida, mas eu acordei da Matrix, a qual eu mesmo criei e digo a todos: Eu espero que todos vocês encontram um caminho de luz assim como encontrei e que mesmo eu ter achado uma luz, é necessário todo dia fortalecer a chama para que ela não se apague novamente, desejo que saibam se equilibrar em um mundo tão regredido como o nosso. O caos e a ordem, a guerra e a paz, a luz e a escuridão, sempre vão estar presente, não somente no mundo exterior, mas principalmente no mundo interior, dentro de nós, lutem, superem os medos, vão além da dor, buscam uma cura, peçam perdão para todos aqueles que magoamos, mas ao mesmo tempo não espere que todos vão te perdoar, eu sei, o rancor ainda impera na maioria das almas, saibam que eu paguei e ainda pago pelos meus pecados, é necessário aceitar consequências para purificar o espírito. Eu perdôo a todos que me fizeram mal, pois sei que não estou libertando vocês da minha mágoa, eu mesmo estou me libertando de mim mesmo, abrindo a prisão dos meus ressentimentos e deixando todos eles no passado, estou os destruindo, estou destruindo até as próprias ruínas. Eu estou renascendo, eu estou me reciclando"
- Bruno Bernardes
- Bruno Bernardes
9 de junho de 2016
Somente os amantes amam.
Há somente a melancolia no céu de sua boca, onde a sua língua se torna afiada quando ela se esfrega sobre a minha, fazendo sangrar a submissão de nossa paixão, através de nossas bocas entrelaçadas que dançam na nossa escuridão. É escuro, mas é um escuro que só pertence a nós. Não há somente o prazer, há uma intensidade que vem do universo, que afeta diretamente nossos corações. E os nossos lábios dançam juntos, dança o tango da ilusão, onde nossos corpos são os instrumentos que fazem tocar a canção. Há muitas emoções e sentimentos infestando cada canto do quarto, o nosso perfume é um cheiro só, criado através dos hormônios de nossas peles arrepiadas, causando o abalo da sedução. Estamos nos revirando em nossa cama, observando cada detalhe que cada um de nós tem um pelo outro.
Há somente a coberta úmida e fria, que assim como a lua, nos entregamos ao amor sob ela. Porém não foi necessário dizer uma só palavra, as ações falaram por nós. Nossos corpos tão magros e pálidos. Há quanto tempo estamos aqui? Há quanto tempo não comemos ou não vemos a luz do dia? Não importa! Temos as nossas fantasias afetando a realidade que ronda em nossa volta. Nossos olhos se tornam olhares que contempla nossos próprios corpos, venerando cada curva e cada sensação que causamos um ao outro. Há fogo, que queima na imensidão. A cidade parece estar vazia, está tão silencioso lá fora. Somente o canto das corujas na janela, ou seria uma assombração? Não importa, o mistério nos excita de uma forma que nos deixa cheios de imaginação.
Por mais que há o toque, por mais que há a sua companhia junto com a minha. Há ainda uma sensação que esvazia o próprio vazio de nossas almas, que melancolia. Nada foi dito, nada foi expressado, os sentimentos foram executados através de nossa bestialidade visceral, em um ato de luxúria ‘blasfêmica’, orgasmos fizerem nossas cordas vocais gritarem como se estivéssemos sendo assassinados, mas a dor foi imensamente prazerosa. E por mais que há uma sensação de estarmos em um outro mundo, os nossos corpos permanecem abraçados, transmitindo nuamente sentimentos de amor e dor, cruelmente.
Há ainda uma sensação de melancolia, nada foi dito, nada foi expressado, nossas emoções choraram e sorriram ao mesmo tempo, sem precisarmos ter dito uma sequer palavra, nos amamos em uma noite em que a lua estava em Capricórnio. Há quanto tempo estamos aqui? Não me lembro de ontem, nem de antes de ontem e você? Não amanhece e não anoitece. Enfim, não importa. Vemos nós dois de cima do teto do quarto, nossos corpos deitados de frente um com o outro, sem nenhuma expressão. Estamos sensualmente mortos. Nos amamos até a morte, quando plutão fazia oposição com o sol, por isso estava tão escuro. Nos amamos bem no exato momento em que os nossos sois transitavam pela casa oito abalando Saturno. E os céus decidiram a nossa fatalidade, morremos por amor, juntos e felizes, quando Vênus estava em touro, na intensidade mais melancólica da lua que transitava em capricórnio. E aqui estamos perto das estrelas, observando as órbitas dos planetas, lentamente e suavemente, de mãos dadas na imensidão. Hoje os anjos choram, os demônios cantam, mas hoje à noite somente os amantes amam.
Há somente a coberta úmida e fria, que assim como a lua, nos entregamos ao amor sob ela. Porém não foi necessário dizer uma só palavra, as ações falaram por nós. Nossos corpos tão magros e pálidos. Há quanto tempo estamos aqui? Há quanto tempo não comemos ou não vemos a luz do dia? Não importa! Temos as nossas fantasias afetando a realidade que ronda em nossa volta. Nossos olhos se tornam olhares que contempla nossos próprios corpos, venerando cada curva e cada sensação que causamos um ao outro. Há fogo, que queima na imensidão. A cidade parece estar vazia, está tão silencioso lá fora. Somente o canto das corujas na janela, ou seria uma assombração? Não importa, o mistério nos excita de uma forma que nos deixa cheios de imaginação.
Por mais que há o toque, por mais que há a sua companhia junto com a minha. Há ainda uma sensação que esvazia o próprio vazio de nossas almas, que melancolia. Nada foi dito, nada foi expressado, os sentimentos foram executados através de nossa bestialidade visceral, em um ato de luxúria ‘blasfêmica’, orgasmos fizerem nossas cordas vocais gritarem como se estivéssemos sendo assassinados, mas a dor foi imensamente prazerosa. E por mais que há uma sensação de estarmos em um outro mundo, os nossos corpos permanecem abraçados, transmitindo nuamente sentimentos de amor e dor, cruelmente.
Há ainda uma sensação de melancolia, nada foi dito, nada foi expressado, nossas emoções choraram e sorriram ao mesmo tempo, sem precisarmos ter dito uma sequer palavra, nos amamos em uma noite em que a lua estava em Capricórnio. Há quanto tempo estamos aqui? Não me lembro de ontem, nem de antes de ontem e você? Não amanhece e não anoitece. Enfim, não importa. Vemos nós dois de cima do teto do quarto, nossos corpos deitados de frente um com o outro, sem nenhuma expressão. Estamos sensualmente mortos. Nos amamos até a morte, quando plutão fazia oposição com o sol, por isso estava tão escuro. Nos amamos bem no exato momento em que os nossos sois transitavam pela casa oito abalando Saturno. E os céus decidiram a nossa fatalidade, morremos por amor, juntos e felizes, quando Vênus estava em touro, na intensidade mais melancólica da lua que transitava em capricórnio. E aqui estamos perto das estrelas, observando as órbitas dos planetas, lentamente e suavemente, de mãos dadas na imensidão. Hoje os anjos choram, os demônios cantam, mas hoje à noite somente os amantes amam.
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27 de abril de 2015
Inconsequência
Eu derrubo muros que já construí
arrebento fechaduras de portas que eu mesmo tranquei
destruo lares onde eu já dormi
coloco fogo em lugares onde incêndios eu já apaguei
confundo mentes de quem eu já convenci
quebro paredes que já levantei
perco lutas que já venci
quebro corações que já moldei
venço batalhas que já perdi
e me levanto de lugares de onde eu já caí
crio verdades sobre mentiras que já acreditei
consigo olhar no meus olhos e me persuadir
acredito todo dia e toda noite em mim mesmo
sem me auto iludir
apago o fogo de corações que já incendiei
toco com minhas mãos corpos que já eu seduzi
mordo os lábios de quem eu já beijei
abraço pessoas que nem mesmo lembro se já conheci
simulo emoções para me controlar
e controlo emoções para assimilar
busco o poder do alto das montanhas
para poder dormir perto das estrelas
busco tocar e alcançar o céu
quero alcançar o brilho da noite e do luar
quero sentir o que antes eu nunca senti
e na verdade...
o que eu só queria mesmo era te encontrar
destruir cada obstáculo do caminho
para poder te tocar
te abraçar
sentir o seu cheiro
e te levar para longe deste lugar
para podermos ir juntos
na vastidão do universo
voarmos sobre as imensidões
e conhecermos as grandezas
de todas as luzes e escuridões
queria passar entre milhares de estrelas
onde não exista mais ilusões
desde que eu esteja com você
do meu lado
para podermos nos apaixonar
e formar as nossas próprias constelações
e influenciar todas as mentes
e todos os corações
com nossas almas embelezando o espaço
onde só terá eu e você
onde eu sempre estarei do seu lado
e onde você irá estar
para sempre
em meus braços.
Pois por mais que eu tente fugir
eu sempre vou encontrar a paixão
eu sou a luz que pensa que viaja mais rápido do que tudo
mas mal eu sei que lá já estava a escuridão.
Está na minha essência
e eu preciso respirar
e eu preciso sentir
eu preciso sempre me apaixonar
e aceitar que o amor
sempre vai ser uma inconsequência
sempre vai ser uma chama acesa dentro de mim
que sempre vou me permitir queimar
e eu quero que seja você que me queime
é você que eu desejo hoje, amanhã...
e sempre.
arrebento fechaduras de portas que eu mesmo tranquei
destruo lares onde eu já dormi
coloco fogo em lugares onde incêndios eu já apaguei
confundo mentes de quem eu já convenci
quebro paredes que já levantei
perco lutas que já venci
quebro corações que já moldei
venço batalhas que já perdi
e me levanto de lugares de onde eu já caí
crio verdades sobre mentiras que já acreditei
consigo olhar no meus olhos e me persuadir
acredito todo dia e toda noite em mim mesmo
sem me auto iludir
apago o fogo de corações que já incendiei
toco com minhas mãos corpos que já eu seduzi
mordo os lábios de quem eu já beijei
abraço pessoas que nem mesmo lembro se já conheci
simulo emoções para me controlar
e controlo emoções para assimilar
busco o poder do alto das montanhas
para poder dormir perto das estrelas
busco tocar e alcançar o céu
quero alcançar o brilho da noite e do luar
quero sentir o que antes eu nunca senti
e na verdade...
o que eu só queria mesmo era te encontrar
destruir cada obstáculo do caminho
para poder te tocar
te abraçar
sentir o seu cheiro
e te levar para longe deste lugar
para podermos ir juntos
na vastidão do universo
voarmos sobre as imensidões
e conhecermos as grandezas
de todas as luzes e escuridões
queria passar entre milhares de estrelas
onde não exista mais ilusões
desde que eu esteja com você
do meu lado
para podermos nos apaixonar
e formar as nossas próprias constelações
e influenciar todas as mentes
e todos os corações
com nossas almas embelezando o espaço
onde só terá eu e você
onde eu sempre estarei do seu lado
e onde você irá estar
para sempre
em meus braços.
Pois por mais que eu tente fugir
eu sempre vou encontrar a paixão
eu sou a luz que pensa que viaja mais rápido do que tudo
mas mal eu sei que lá já estava a escuridão.
Está na minha essência
e eu preciso respirar
e eu preciso sentir
eu preciso sempre me apaixonar
e aceitar que o amor
sempre vai ser uma inconsequência
sempre vai ser uma chama acesa dentro de mim
que sempre vou me permitir queimar
e eu quero que seja você que me queime
é você que eu desejo hoje, amanhã...
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Signo
1 de abril de 2015
Verdade Fictícia.
Eu sempre to na estrada
em busca de um sentido
em busca de uma certa parada
só ainda não sei o exato caminho
Sempre me perco em ruas paralelas
e me encontro na luz do meu lado sombrio
me perco em surreais vilelas
onde somente desconhecidos me conhecem
me olham nos olhos enxergando a minha alma
cada rosto deles parecem traços distorcidos de mim mesmo
é como olhar em espelhos quebrados de prata.
Eu sinto uma ventania
mas não vejo nenhuma árvore balancear-se pelo vento
me vejo então, em um complexo paradigma
complexos simples ao um presente momento
e simples como a mente de um egomaníaco homicida.
Chego em um lugar cheio de portas
cada uma delas mostrando uma saída
mas em cada uma delas tem odores de peles mortas
um odor que ilude minha real ida
e então me vejo em um estado breve de paranoias.
Onde é o ponto real de partida?
Ou será que é a entrada?
Ou será a saída?
Ou a volta para onde eu estava?
Eu estou realmente aqui?
Eu estou realmente vivo?
Ou tudo é uma mentira?
Meu mundo se colidiu com o que não existe
onde o fogo movem os mares
onde os mares me levam na minha mais profunda síntese
eu sinto que eu não estou aqui
mas ao mesmo tempo estou em todos os lugares
eu apenas sou um resumo de uma verdadeira ilusão
estou entre dois mundos criados por aspectos lunares
onde um dia faz luz, e no outro é repleto de escuridão.
Logo então,
eu descobri que me moldei em mentiras e verdades.
eu sou uma história inventada
me tornei um sonho realizado
mas eu sou apenas uma ficção dentro de infinitas realidades.
Entre mim e em uma probabilidade de uma constante infinita
descobri então quem eu realmente sou na vida das pessoas.
Eu sou apenas uma verdade fictícia.
em busca de um sentido
em busca de uma certa parada
só ainda não sei o exato caminho
Sempre me perco em ruas paralelas
e me encontro na luz do meu lado sombrio
me perco em surreais vilelas
onde somente desconhecidos me conhecem
me olham nos olhos enxergando a minha alma
cada rosto deles parecem traços distorcidos de mim mesmo
é como olhar em espelhos quebrados de prata.
Eu sinto uma ventania
mas não vejo nenhuma árvore balancear-se pelo vento
me vejo então, em um complexo paradigma
complexos simples ao um presente momento
e simples como a mente de um egomaníaco homicida.
Chego em um lugar cheio de portas
cada uma delas mostrando uma saída
mas em cada uma delas tem odores de peles mortas
um odor que ilude minha real ida
e então me vejo em um estado breve de paranoias.
Onde é o ponto real de partida?
Ou será que é a entrada?
Ou será a saída?
Ou a volta para onde eu estava?
Eu estou realmente aqui?
Eu estou realmente vivo?
Ou tudo é uma mentira?
Meu mundo se colidiu com o que não existe
onde o fogo movem os mares
onde os mares me levam na minha mais profunda síntese
eu sinto que eu não estou aqui
mas ao mesmo tempo estou em todos os lugares
eu apenas sou um resumo de uma verdadeira ilusão
estou entre dois mundos criados por aspectos lunares
onde um dia faz luz, e no outro é repleto de escuridão.
Logo então,
eu descobri que me moldei em mentiras e verdades.
eu sou uma história inventada
me tornei um sonho realizado
mas eu sou apenas uma ficção dentro de infinitas realidades.
Entre mim e em uma probabilidade de uma constante infinita
descobri então quem eu realmente sou na vida das pessoas.
Eu sou apenas uma verdade fictícia.
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Verdade
14 de janeiro de 2015
Olho por olho.
Ela o amava
queria possuí-lo
em meio de noites regadas de amor e ódio
dois corpos se completavam em um quarto ilusório
Quente como o fogo
o colchão fervia as tuas almas e os teus corpos
ela se entregava de carne e alma
mas mal ela sabia que por ela
ele não tinha olhos
mas o crime era somente dela
por desenhar expectativas ao vento
ela quem estava ficando cega.
Ele não a amava
e a rejeição veio ao contento
ela não suportava ao vê-lo indo embora pela porta
sua mente tornou-se moradia do tormento
Em meio a pesamentos perturbadores
ela se tornou amiga da revolta
conspirou em companhia de suas dores
Procurou ele em toda a cidade
em todos os cantos
e ela o encontrou
e ela não era mais ela mesma
ela se transformou na própria insanidade.
Ela o esfaqueou lhe arrancando os olhos
deixando-o cego
assim como ela estava cega por ele
Os gritos dele se tornaram a melodia da maldade.
E ali então foi revelada a insana verdade.
A promessa do amor
havia se transformado em algo irreversível e louco
era somente dor e mais dor.
E enfim ela descobriu que tudo no mundo é olho por olho.
queria possuí-lo
em meio de noites regadas de amor e ódio
dois corpos se completavam em um quarto ilusório
Quente como o fogo
o colchão fervia as tuas almas e os teus corpos
ela se entregava de carne e alma
mas mal ela sabia que por ela
ele não tinha olhos
mas o crime era somente dela
por desenhar expectativas ao vento
ela quem estava ficando cega.
Ele não a amava
e a rejeição veio ao contento
ela não suportava ao vê-lo indo embora pela porta
sua mente tornou-se moradia do tormento
Em meio a pesamentos perturbadores
ela se tornou amiga da revolta
conspirou em companhia de suas dores
Procurou ele em toda a cidade
em todos os cantos
e ela o encontrou
e ela não era mais ela mesma
ela se transformou na própria insanidade.
Ela o esfaqueou lhe arrancando os olhos
deixando-o cego
assim como ela estava cega por ele
Os gritos dele se tornaram a melodia da maldade.
E ali então foi revelada a insana verdade.
A promessa do amor
havia se transformado em algo irreversível e louco
era somente dor e mais dor.
E enfim ela descobriu que tudo no mundo é olho por olho.
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28 de dezembro de 2014
Oposto complementar
A agressividade se veste com um belo vestido vermelho.
E usa ossos quebrados como brincos brilhantes.
Usa lingerie num tom elegantemente visceral.
Bebe vinho tinto.
Vinho que é retirado direto da fonte de nossas cabeças estouradas.
Que sempre está cheia de pensamentos perigosos.
Tornando muitas vezes a violência em algo muito belo e sedutor.
Pois para conquistar o amor, temos que batalhar.
Lutar. Brigar. Sangrar .
É uma guerra entre e amor e o ódio.
É a atração fatal dos opostos complementares.
E usa ossos quebrados como brincos brilhantes.
Usa lingerie num tom elegantemente visceral.
Bebe vinho tinto.
Vinho que é retirado direto da fonte de nossas cabeças estouradas.
Que sempre está cheia de pensamentos perigosos.
Tornando muitas vezes a violência em algo muito belo e sedutor.
Pois para conquistar o amor, temos que batalhar.
Lutar. Brigar. Sangrar .
É uma guerra entre e amor e o ódio.
É a atração fatal dos opostos complementares.
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25 de outubro de 2014
Decepção
Todas as promessas fizemos, nós as quebramos
Todas as bocas que você jamais disse que iria beijar, você beijou
Todos os dias que passamos juntos não estávamos realmente juntos
Estávamos em um universo longe de nós mesmos flutuando
Todos os corpos que você jamais disse iria tocar, você tocou
O tempo ficou um inferno entre nós
Mias quente do que brasa
O nosso tempo apenas passou
As horas se inverteram contradizendo todos nossos sonhos
Hoje não somos, o que um dia juntos já fomos
Você é um exemplo perfeito do real que se torna abstrato
Não há mais boas lembranças
Boas lembranças não se tornam passado
Elas sempre ficam presentes
No momento constante dos nossos abraços
Mas não há mais nada que vale a pena a lembrar
Você é a prova que realmente que o passa
Realmente fica no passado
Eu não consigo mais te imaginar
Eu não consigo mais te amar
Você se foi com meus medos
Os tonando reais
Me fazendo se enojar
O que eu conheci não existe mais
Só há a vergonha de falar
Que um dia eu estive ao seu lado para amar
Mas sou homem para assumir que te amei
Mas nunca mais vou dizer que do seu lado sempre vou estar
Pois você se foi
E se tornou algo que eu desejo matar
Uma diferença que se tornou indiferente
À todo aquilo que eu sempre quis desejar
Tudo está morto
Você me matou
E me fez ressuscitar
E agora estou em um mundo
Que você jamais irá encontrar
Você ficou num universo imundo
Não se conhecemos mais
Eu sinto saudade de sentir saudades de você
Mas
eu
prefiro
me
matar.
Todas as bocas que você jamais disse que iria beijar, você beijou
Todos os dias que passamos juntos não estávamos realmente juntos
Estávamos em um universo longe de nós mesmos flutuando
Todos os corpos que você jamais disse iria tocar, você tocou
O tempo ficou um inferno entre nós
Mias quente do que brasa
O nosso tempo apenas passou
As horas se inverteram contradizendo todos nossos sonhos
Hoje não somos, o que um dia juntos já fomos
Você é um exemplo perfeito do real que se torna abstrato
Não há mais boas lembranças
Boas lembranças não se tornam passado
Elas sempre ficam presentes
No momento constante dos nossos abraços
Mas não há mais nada que vale a pena a lembrar
Você é a prova que realmente que o passa
Realmente fica no passado
Eu não consigo mais te imaginar
Eu não consigo mais te amar
Você se foi com meus medos
Os tonando reais
Me fazendo se enojar
O que eu conheci não existe mais
Só há a vergonha de falar
Que um dia eu estive ao seu lado para amar
Mas sou homem para assumir que te amei
Mas nunca mais vou dizer que do seu lado sempre vou estar
Pois você se foi
E se tornou algo que eu desejo matar
Uma diferença que se tornou indiferente
À todo aquilo que eu sempre quis desejar
Tudo está morto
Você me matou
E me fez ressuscitar
E agora estou em um mundo
Que você jamais irá encontrar
Você ficou num universo imundo
Não se conhecemos mais
Eu sinto saudade de sentir saudades de você
Mas
eu
prefiro
me
matar.
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17 de outubro de 2014
Violência
O primeiro golpe nas narinas
Quebrando os ossos com meu punho
É quando meu cérebro libera a serotonina
Você cai no chão e tudo fica escuro
É quando meu cérebro com o prazer se comunica
O poder torna-me obscuro
Liberando maravilhas sensações químicas
E no chão mais um vagabundo
Jogado na sarjeta da vida
O segundo golpe com o ferro do meu coturno
Ouvindo os estralos da sua espinha
A coragem me torna em um forte escudo
E quando o teu sangue espirra
Sinto nos pelos de meus braços uma sensação
E a minha pele se arrepia
É o controle de toda a situação
Você fez o que não devia
Agora eu justifico meus atos
Com a minha mente impulsiva
Cada pensamento
Cada palavra
Faz mesmo assim eu ser a vítima
Pois o quebra cabeças da minha alma
Tudo se justifica
Tudo se encaixa
Fazendo você sentir a minha bondade agressiva
Você me sentir vivo
Você me deu energia
Você caiu
Eu venci
Você fez meu coração palpitar e sentir mais a vida.
"Eu prefiro ser pacifista do que violento
Mas eu prefiro ser violento do que covarde"
- Anton LaVey
Quebrando os ossos com meu punho
É quando meu cérebro libera a serotonina
Você cai no chão e tudo fica escuro
É quando meu cérebro com o prazer se comunica
O poder torna-me obscuro
Liberando maravilhas sensações químicas
E no chão mais um vagabundo
Jogado na sarjeta da vida
O segundo golpe com o ferro do meu coturno
Ouvindo os estralos da sua espinha
A coragem me torna em um forte escudo
E quando o teu sangue espirra
Sinto nos pelos de meus braços uma sensação
E a minha pele se arrepia
É o controle de toda a situação
Você fez o que não devia
Agora eu justifico meus atos
Com a minha mente impulsiva
Cada pensamento
Cada palavra
Faz mesmo assim eu ser a vítima
Pois o quebra cabeças da minha alma
Tudo se justifica
Tudo se encaixa
Fazendo você sentir a minha bondade agressiva
Você me sentir vivo
Você me deu energia
Você caiu
Eu venci
Você fez meu coração palpitar e sentir mais a vida.
"Eu prefiro ser pacifista do que violento
Mas eu prefiro ser violento do que covarde"
- Anton LaVey
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Psicopatia
18 de setembro de 2014
Selvagem
Eu vagava no através do nunca
E sempre encontrava o jamais
E nunca encontrava o sempre
Mas são verbos do passado
Eu caminhava por aí contando as minhas mentiras
E mentindo pra mim mesmo
Manipulando o meu destino
Mas uma tempestade chegou e lavou os dias escuros
Deixando eles com um tom sombrio, mas mais claros pra mim
O coração agora bate normalmente
Eu posso respirar
Eu posso colocar alguém dentro da minha mente
Posso pensar em alguém antes de dormir
Sem precisar coloca-la em perigo para isso
Agora os dias que estão por vir, estão prestes a explodir
Eu posso olhar em teus olhos e ver a fundo o que você pode sentir
Agora eu posso te rasgar de dentro pra fora e de fora pra dentro
Expondo todos os nossos sentimentos
Expondo todas as artérias do teu coração
Eu vou fazer bombar o teu sangue
Eu faço seu coração disparar
Eu vou me afogar de prazer na sua circulação sanguínea
Eu provo o gosto sua alma
Quando faço amor com você na escuridão
Você tem um veneno doce
Pois chame
Pois olha as estrelas e sinta o chamado do destino
Pois ame
Olhe pra mim, olha a minha luz e olhe o meu sombrio
Você tem o perfume que os anjos devem ter
Agora eu posso tocar você, rasgar sua carne
Tocar por dentro de suas vértebras
Deixando o vermelho da paixão mais escarlate
Te possuir por completa
Enquanto você também me possui
Parece algo bem doente, mas não para nós
Você me curou do meu próprio veneno
Me fazendo tomar seu próprio veneno
Você agora é um antídoto para a minha frieza
Talvez era isso do que eu precisa nesse tempo todo
De alguém da minha mesma natureza
Que me olha por dentro e me atormenta
Que olha a minha alma
Deixando-a completamente intensa
Sem vestígios de mentira ou sabotagem
Somente eu você dentro de nós mesmos
Selvagem.
E sempre encontrava o jamais
E nunca encontrava o sempre
Mas são verbos do passado
Eu caminhava por aí contando as minhas mentiras
E mentindo pra mim mesmo
Manipulando o meu destino
Mas uma tempestade chegou e lavou os dias escuros
Deixando eles com um tom sombrio, mas mais claros pra mim
O coração agora bate normalmente
Eu posso respirar
Eu posso colocar alguém dentro da minha mente
Posso pensar em alguém antes de dormir
Sem precisar coloca-la em perigo para isso
Agora os dias que estão por vir, estão prestes a explodir
Eu posso olhar em teus olhos e ver a fundo o que você pode sentir
Agora eu posso te rasgar de dentro pra fora e de fora pra dentro
Expondo todos os nossos sentimentos
Expondo todas as artérias do teu coração
Eu vou fazer bombar o teu sangue
Eu faço seu coração disparar
Eu vou me afogar de prazer na sua circulação sanguínea
Eu provo o gosto sua alma
Quando faço amor com você na escuridão
Você tem um veneno doce
Pois chame
Pois olha as estrelas e sinta o chamado do destino
Pois ame
Olhe pra mim, olha a minha luz e olhe o meu sombrio
Você tem o perfume que os anjos devem ter
Agora eu posso tocar você, rasgar sua carne
Tocar por dentro de suas vértebras
Deixando o vermelho da paixão mais escarlate
Te possuir por completa
Enquanto você também me possui
Parece algo bem doente, mas não para nós
Você me curou do meu próprio veneno
Me fazendo tomar seu próprio veneno
Você agora é um antídoto para a minha frieza
Talvez era isso do que eu precisa nesse tempo todo
De alguém da minha mesma natureza
Que me olha por dentro e me atormenta
Que olha a minha alma
Deixando-a completamente intensa
Sem vestígios de mentira ou sabotagem
Somente eu você dentro de nós mesmos
Selvagem.
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27 de agosto de 2014
Luz fluorescente
Era mês de julho e fazia frio
Estávamos com os batimentos cardíacos a mil
Felizes
Como se não houvessem tempos sombrios
Seu toque, sua mão suave sempre em minhas mãos
Seu cheiro impregnado no meu colchão
Seu olhos claros sempre iluminava o quarto
Sempre iluminava a minha escuridão
Mas era exatamente isso que me atormentava
Você invadiu um espaço de grande risco
Tentou mudar os móveis dos lugares
Tentou mudar meus hábitos regulares
Você pegava fogo no coração
E enquanto no meu só havia o frio de um violento furacão
Você queria tomar controle de mim
Você queria me possuir
Enquanto eu só queria a minha solidão
Você queria me engolir
E foi assim que de dentro de nós libertou-se a destruição
Palavras em descompasso
Ruínas de bom agrado
Eu precisava tirar você da minha vida
Enquanto você
Ah você, você queria se tornar parte da minha carne viva
Eu tentei ser elegante
E pedi educadamente para você partir
Mas você não quis
Preferiu me intervir
Suas emoções instáveis arrancou sua fúria de dentro pra fora
Tentando conspirar a minha piedade
Mas quando isso acontece
É a minha fúria aflora
Entramos em agressão
Revolveres escondidos foram expostos brilhando na imensidão
Socos
Tapas
Arranhão
Caos entre dois corpos
Sem desejo nem sedução
E foi quando aconteceu
Lutando contra seu amor possessivo
Na nossa sala de jantar
Em baixo do nosso belo lustre de luzes claras
Foi quando saiu o primeiro e único tiro
Atravessando sua veia carótida
A sua cabeça e seu crânio
Seus gritos, e seu ultimo suspiro
Para o meu ouvido soava como ópera
O sangue voou ao lustre
Envermelhando todo o ambiente da mansão
Ficou tudo vermelho
Como um alarme dando alerta de um perigo iminente
Exigindo evacuação
Mas eu fiquei ali, e me senti finalmente eu mesmo novamente
Complexamente me senti por completo
Pois complexamente você me deixava incompleto
Teu sangue agora era espetáculo
Era como luz vermelha fluorescente
Era como a festa te levando em forma de morte
Mas era apenas seus miolos espalhados para fora da sua mente.
Estávamos com os batimentos cardíacos a mil
Felizes
Como se não houvessem tempos sombrios
Seu toque, sua mão suave sempre em minhas mãos
Seu cheiro impregnado no meu colchão
Seu olhos claros sempre iluminava o quarto
Sempre iluminava a minha escuridão
Mas era exatamente isso que me atormentava
Você invadiu um espaço de grande risco
Tentou mudar os móveis dos lugares
Tentou mudar meus hábitos regulares
Você pegava fogo no coração
E enquanto no meu só havia o frio de um violento furacão
Você queria tomar controle de mim
Você queria me possuir
Enquanto eu só queria a minha solidão
Você queria me engolir
E foi assim que de dentro de nós libertou-se a destruição
Palavras em descompasso
Ruínas de bom agrado
Eu precisava tirar você da minha vida
Enquanto você
Ah você, você queria se tornar parte da minha carne viva
Eu tentei ser elegante
E pedi educadamente para você partir
Mas você não quis
Preferiu me intervir
Suas emoções instáveis arrancou sua fúria de dentro pra fora
Tentando conspirar a minha piedade
Mas quando isso acontece
É a minha fúria aflora
Entramos em agressão
Revolveres escondidos foram expostos brilhando na imensidão
Socos
Tapas
Arranhão
Caos entre dois corpos
Sem desejo nem sedução
E foi quando aconteceu
Lutando contra seu amor possessivo
Na nossa sala de jantar
Em baixo do nosso belo lustre de luzes claras
Foi quando saiu o primeiro e único tiro
Atravessando sua veia carótida
A sua cabeça e seu crânio
Seus gritos, e seu ultimo suspiro
Para o meu ouvido soava como ópera
O sangue voou ao lustre
Envermelhando todo o ambiente da mansão
Ficou tudo vermelho
Como um alarme dando alerta de um perigo iminente
Exigindo evacuação
Mas eu fiquei ali, e me senti finalmente eu mesmo novamente
Complexamente me senti por completo
Pois complexamente você me deixava incompleto
Teu sangue agora era espetáculo
Era como luz vermelha fluorescente
Era como a festa te levando em forma de morte
Mas era apenas seus miolos espalhados para fora da sua mente.
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