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15 de fevereiro de 2018

Mentalizem


A imagem pode conter: noite e atividades ao ar livreA loucura é apenas uma narrativa que se encarrega de buscar verdades que muitos não encontram em uma sociedade mesclada de hipocrisia e normalidade. Minha mente examina profundamente as beiras da loucura para que minha vida decifre os terrores psicológicos e espirituais que rodeiam o meu corpo e a minha alma, afastando e lutando contra o mal que se disfarça de boas pessoas e boas situações. Apesar de eu parecer um fruto de uma fantasia perturbada e distorcida para muitos, normalmente para aqueles que não estão em evolução, na verdade eu sou uma missão a ser cumprida por algo muito maior do que eu mesmo, mesmo que exista vários de "mim mesmo", A irrealidade ou o impossível se materializa em planos específicos do meu subconsciente, e pelo meu pensamento eu mentalizo aquilo que eu quero que se torne realidade. E tudo aos poucos vai se tornando tudo real. A mentira se torna verdade, o mal se torna benevolente, e o ódio se transforma em amor. Na verdade a fantasia é o fruto que faz brotar a realidade. 


MENTALIZEM.

19 de fevereiro de 2017

SEM TITULO

Este texto era para ser uma poesia com rimas, com dramas e tramas intensos, cheio de morte e vida, cheio de amor e ódio, de paixão e carnificina.
Mas hoje eu estou em uma crise inspirativa. Estou tomado ainda pelas minhas imperfeições que me fazem ser fraco, só que ao mesmo tempo essas mesmas imperfeições moldam o que eu sou.
Devo moldar minhas fraquezas para me tornar uma estrutura mais forte, ou devo aceitá-las anulando todo o meu valor? Pois eu sou um maldito exibicionista, um ser humano que desde a infância é um maldito narcisista. Às vezes eu quero controlar tudo, às vezes eu só quero ver a cidade em chamas.É uma bela vista.
Há uma luta entre os “meus eus” dentro de mim. O ego está fraco pois o Id está o dominando, e o superego está completamente abatido. Os alter egos estão dirigindo este teatro que se encontra a minha vida.
Às vezes sigo meus conceitos éticos, mas às vezes me falta empatia, acabo sendo sabotador das minhas próprias verdades, ilusões e mentiras. Logo me encontro numa batalha onde a misantropia e filantropia lutam como dois gladiadores selvagens numa arena Romana sendo dirigida por Calígula.
Meus dias estão repletos de fantasias, cuja as mesmas destroem a realidade daquilo que devo enfrentar. Mas há realidades imperdoáveis, e creio que posso encontrar uma porta, uma saída desse teatro melodramático que se tornou a minha rotina.
Preciso encontrar uma nova realidade, uma que ao menos esteja apta para se adaptar à tudo aquilo que sou, me aceitar do jeito que vim nesse mundo, um ser humano com fraquezas e fortalezas, falho e às vezes bem podre.
Pois é nossa de essência, de cada ser humano, de todos sem exceção, cometer atos sujos e imundos, nos fazendo ser considerados como porcos que se deliciam na lama. No mundo de hoje, você nem precisa fazer um ato de maldade para destruir alguém, pois os seres humanos se devoram a cada dia que passa, basta sentar aqui e observar a raça humana se destruir a cada dia.
Devo seguir o meu instinto ou seguir uma realidade distorcida considerada pelos tolos um princípio?
Às vezes não somos nós que devemos nos adaptar a realidade e sim a realidade nos adaptar a nós, do que adianta aceitarmos a realidade, se a realidade não nos aceita do jeito que realmente somos? (Reflitam a minha reflexão)

15 de dezembro de 2015

A Valsa.

Me acompanhe até o salão principal
Vamos abrir alas entre os convidados
Vamos atuar juntos a má intenção teatral
Apaguem as luzes e deixem os corações acelerados
Acenda a vela e vamos dançar a valsa diabolical
O fogo da vela não pode apagar enquanto dançamos
Devemos manter a chama acesa em cada passo
Vamos alimentar o fogo dos convidados enquanto nós os queimamos
A valsa do diabo agora está tocando
E nós somos os anjos que dançam
Estamos juntos entre a vida e a morte
Estamos flutuando, estamos dançando
Os olhos de deus brilham ao nos verem dançar
Olhamos tudo em volta queimar
Gritos de desespero
Peles e corpos possuídos pela luxúria da paixão
Gritos de medo
Gemidos de tesão
Somos o poder e o controle
Transcendendo além da emoção
A euforia perfeita
Em uma dança repleta de sedução
E a valsa continua
No ritmo das trombeta da escuridão
Dançamos possuídos por deuses
De outra dimensão
A chama ainda está acesa
O fogo alimenta a valsa
E a valsa alimenta a alma
Queimando cada vestígio humano
Que nos enfraquecem
Logo chegaremos aos tronos mais altos de outros mundos
Vamos renascer das cinzas desses corpos queimados
Corpos que apodrecem nesses salões obscuros
Vamos voar como uma ave fênix em outros universos
Distantes mas abraçados e juntos
Suas mãos ainda estarão segurando as minhas
Como na valsa
O fogo nunca vai se apagar
A dança é eterna
Pois o coração é o compositor
As batidas são arrítmicas
Mesmo que desordenadas
Nunca param
O ritmo acelera nossas fantasias
E em cada pulsação
O nervo atrofia
A pele arrepia
A nossa valsa vai dançar para sempre
Ela é demoníaca
É uma entidade poderosa moldada por deuses
Ela foi feita influenciada em duas pessoas apaixonadas
Foi feita para nós
Eu e você fomos feitos para dança-la
A valsa tinha como o intuito de mostrar para os anjos
Como nós meros mortais
Conseguimos ser capazes de amar e matar
Nós amamos até a morte
Então a valsa do diabo
Ganhou um outro nome
Um nome que vai além da dor
Agora ela chama-se
A valsa do amor.