A vida costumava ser uma festa sem fim
Os abraços sem sentido
Os beijos de língua em desconhecidos
O limite era irreconhecível
Não existia, nunca existiu
Eu estava assim o tempo todo
Bebendo no gargalo dos atos sujos de um libertino
Sentimentos adormecidos
Troca de olhares vazios
Minha vida tinha uma heroína que me salvava de todos meus medos
Eu costumava procurar ela e corta-la em pedaços
Alinhando-as de forma precisa
Jogando fora tudo que eu tinha
Em uma nota enrolada sem valor
E a usava de forma fina
E ao mesmo tempo de forma arrogante, agressiva
Então o meu mundo implodiu
As estrelas finalmente estavam todas caídas
Tudo eventualmente foi perdendo o brilho
Meu olhar era refletido de recaídas
Mas era fixo quando eu estava no volante
Eu pegava todas as avenidas
A fim de se perder dentro do inconstante
Eu estripava minha próprias tripas
Mas eu me sentia como um máquina mutante
Os lapsos era um tiro de balas perdidas
Eu era um desastre em direção de um irreal horizonte
Era uma miragem repleto de quentes euforias
O calor acelerava o coração
O suor me dava sede por mais uma linha
Só mais uma, um tiro no escuro
Pura ilusão
Mas...
Eu me encontrei se perdendo no mundo
E eu mudei a rota
Eu dei a volta
E voltei para casa
Com a mente quebrada exposta
Cheio de rachaduras e feridas
E enfim tudo teve a sua reviravolta
Demorou para a festa acabar
Não preciso mais beber
Não preciso mais de cocaína
A noite amanheceu
E eu acordei pra vida
Hoje eu tenho overdoses...
Escrevendo poesia.
Hoje dia 28 de dezembro de 2016, completa 3 anos que estou limpo.
Também completa 3 anos que quase perdi a vida.
Jogado em um hospital, tendo uma overdose.
É, acabou a adrenalina.
- Bruno Bernardes
28 de dezembro de 2015
A overdose que se transformou em poesia.
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22 de dezembro de 2015
Necromancia
Eu só queria que você voltasse
Eu só queria que você fosse minha
Mas agora você está entre dois mundos
E eu não posso mais arrancar a sua língua
Eu não posso me vingar
Se o destino fez de seu corpo
Um lugar podre para insetos imundos
Os destinos se interligaram
Através de nossos atos e consequências
Cada passo pode ser incerto
Por isso temos que seguir prudências
Se eu tropeçar posso te reencontrar no inferno
Mas eu escolhi viver
Segui em frente, mesmo que seja por caminhos obscuros
Mesmo que minha alma esteja repleta de intenções sombrias
Eu escolhi respirar, eu escolhi as batidas da canção
Agora eu observo você daqui entre seus dois mundos
Perdida dentro de você mesma com suas mentiras
Eu escolhi ser a sua redenção
Eu escolhi ser o manipulador que manipula a sua dor
Eu escolhi ser a luz que você olha daí da sua escuridão
Você sabia o mal que iria me causar
E você mesmo assim me danificou
Minhas emoções ficaram bêbadas de desilusão
Eu não sentia mais nada
Nenhum vestígio de afeto sobrou
Além da sede compulsiva do sangue do seu coração
Então eu te trouxe de volta a vida
Eu aprendi a andar em labirintos
Eu aprendi achar a entrada e a saída
Agora eu sei as portas que devo abrir
E sei onde eu vou poder te trancar
E apertar cada osso seu
Até sentir cada víscera
Agora eu controlo o poder de minha ascensão
Eu te marquei
E agora você está perdida em sua própria outra dimensão
E ao mesmo tempo condenada em minhas dimensões
Que prazer te controlar, que tesão
Eu me alimento de seus sentimentos e confusões
Eu sou seu deus
Eu estou acima de você
Eu serei suas próximas mil reencarnações
Olhe pra você mesma
Olhe no espelho
Olhe quem você se tornou
Você se tornou em um narcisismo repleto de perfeições
Olhe pra mim, nos meus olhos
Você é eu
Eu sou você
Se tornamos um só
Nossas almas flutuam em condenações
Eu te evoquei para mim
E a nossa paz é sinônimo de tormento
Pois evocamos o amor
Aqui está tudo escuro
Mas venha; eu te guio
Eu disse que você não ia fugir de mim, lembra-se?
Vamos fazer sexo
E sentir dor
Vamos fazer sexo
E sentir o amor
Bem vinda ao meu inferno
Vamos fazer amor
E sentir o cheiro
E o seu odor crédulo
Vamos nos beijar
Juntos para sempre
Me chame de querido
Morda meus lábios
Abra os olhos
Bem vinda de volta
Bem vinda ao seu destino.
"Enfim eu descobri; por mais que eu tente trazer você de volta para minha vida. Você morreu há muito tempo, e somente agora que eu me dei conta: Você está morta pra mim"
Eu só queria que você fosse minha
Mas agora você está entre dois mundos
E eu não posso mais arrancar a sua língua
Eu não posso me vingar
Se o destino fez de seu corpo
Um lugar podre para insetos imundos
Os destinos se interligaram
Através de nossos atos e consequências
Cada passo pode ser incerto
Por isso temos que seguir prudências
Se eu tropeçar posso te reencontrar no inferno
Mas eu escolhi viver
Segui em frente, mesmo que seja por caminhos obscuros
Mesmo que minha alma esteja repleta de intenções sombrias
Eu escolhi respirar, eu escolhi as batidas da canção
Agora eu observo você daqui entre seus dois mundos
Perdida dentro de você mesma com suas mentiras
Eu escolhi ser a sua redenção
Eu escolhi ser o manipulador que manipula a sua dor
Eu escolhi ser a luz que você olha daí da sua escuridão
Você sabia o mal que iria me causar
E você mesmo assim me danificou
Minhas emoções ficaram bêbadas de desilusão
Eu não sentia mais nada
Nenhum vestígio de afeto sobrou
Além da sede compulsiva do sangue do seu coração
Então eu te trouxe de volta a vida
Eu aprendi a andar em labirintos
Eu aprendi achar a entrada e a saída
Agora eu sei as portas que devo abrir
E sei onde eu vou poder te trancar
E apertar cada osso seu
Até sentir cada víscera
Agora eu controlo o poder de minha ascensão
Eu te marquei
E agora você está perdida em sua própria outra dimensão
E ao mesmo tempo condenada em minhas dimensões
Que prazer te controlar, que tesão
Eu me alimento de seus sentimentos e confusões
Eu sou seu deus
Eu estou acima de você
Eu serei suas próximas mil reencarnações
Olhe pra você mesma
Olhe no espelho
Olhe quem você se tornou
Você se tornou em um narcisismo repleto de perfeições
Olhe pra mim, nos meus olhos
Você é eu
Eu sou você
Se tornamos um só
Nossas almas flutuam em condenações
Eu te evoquei para mim
E a nossa paz é sinônimo de tormento
Pois evocamos o amor
Aqui está tudo escuro
Mas venha; eu te guio
Eu disse que você não ia fugir de mim, lembra-se?
Vamos fazer sexo
E sentir dor
Vamos fazer sexo
E sentir o amor
Bem vinda ao meu inferno
Vamos fazer amor
E sentir o cheiro
E o seu odor crédulo
Vamos nos beijar
Juntos para sempre
Me chame de querido
Morda meus lábios
Abra os olhos
Bem vinda de volta
Bem vinda ao seu destino.
"Enfim eu descobri; por mais que eu tente trazer você de volta para minha vida. Você morreu há muito tempo, e somente agora que eu me dei conta: Você está morta pra mim"
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15 de dezembro de 2015
A Valsa.
Me acompanhe até o salão principal
Vamos abrir alas entre os convidados
Vamos atuar juntos a má intenção teatral
Apaguem as luzes e deixem os corações acelerados
Acenda a vela e vamos dançar a valsa diabolical
O fogo da vela não pode apagar enquanto dançamos
Devemos manter a chama acesa em cada passo
Vamos alimentar o fogo dos convidados enquanto nós os queimamos
A valsa do diabo agora está tocando
E nós somos os anjos que dançam
Estamos juntos entre a vida e a morte
Estamos flutuando, estamos dançando
Os olhos de deus brilham ao nos verem dançar
Olhamos tudo em volta queimar
Gritos de desespero
Peles e corpos possuídos pela luxúria da paixão
Gritos de medo
Gemidos de tesão
Somos o poder e o controle
Transcendendo além da emoção
A euforia perfeita
Em uma dança repleta de sedução
E a valsa continua
No ritmo das trombeta da escuridão
Dançamos possuídos por deuses
De outra dimensão
A chama ainda está acesa
O fogo alimenta a valsa
E a valsa alimenta a alma
Queimando cada vestígio humano
Que nos enfraquecem
Logo chegaremos aos tronos mais altos de outros mundos
Vamos renascer das cinzas desses corpos queimados
Corpos que apodrecem nesses salões obscuros
Vamos voar como uma ave fênix em outros universos
Distantes mas abraçados e juntos
Suas mãos ainda estarão segurando as minhas
Como na valsa
O fogo nunca vai se apagar
A dança é eterna
Pois o coração é o compositor
As batidas são arrítmicas
Mesmo que desordenadas
Nunca param
O ritmo acelera nossas fantasias
E em cada pulsação
O nervo atrofia
A pele arrepia
A nossa valsa vai dançar para sempre
Ela é demoníaca
É uma entidade poderosa moldada por deuses
Ela foi feita influenciada em duas pessoas apaixonadas
Foi feita para nós
Eu e você fomos feitos para dança-la
A valsa tinha como o intuito de mostrar para os anjos
Como nós meros mortais
Conseguimos ser capazes de amar e matar
Nós amamos até a morte
Então a valsa do diabo
Ganhou um outro nome
Um nome que vai além da dor
Agora ela chama-se
A valsa do amor.
Vamos abrir alas entre os convidados
Vamos atuar juntos a má intenção teatral
Apaguem as luzes e deixem os corações acelerados
Acenda a vela e vamos dançar a valsa diabolical
O fogo da vela não pode apagar enquanto dançamos
Devemos manter a chama acesa em cada passo
Vamos alimentar o fogo dos convidados enquanto nós os queimamos
A valsa do diabo agora está tocando
E nós somos os anjos que dançam
Estamos juntos entre a vida e a morte
Estamos flutuando, estamos dançando
Os olhos de deus brilham ao nos verem dançar
Olhamos tudo em volta queimar
Gritos de desespero
Peles e corpos possuídos pela luxúria da paixão
Gritos de medo
Gemidos de tesão
Somos o poder e o controle
Transcendendo além da emoção
A euforia perfeita
Em uma dança repleta de sedução
E a valsa continua
No ritmo das trombeta da escuridão
Dançamos possuídos por deuses
De outra dimensão
A chama ainda está acesa
O fogo alimenta a valsa
E a valsa alimenta a alma
Queimando cada vestígio humano
Que nos enfraquecem
Logo chegaremos aos tronos mais altos de outros mundos
Vamos renascer das cinzas desses corpos queimados
Corpos que apodrecem nesses salões obscuros
Vamos voar como uma ave fênix em outros universos
Distantes mas abraçados e juntos
Suas mãos ainda estarão segurando as minhas
Como na valsa
O fogo nunca vai se apagar
A dança é eterna
Pois o coração é o compositor
As batidas são arrítmicas
Mesmo que desordenadas
Nunca param
O ritmo acelera nossas fantasias
E em cada pulsação
O nervo atrofia
A pele arrepia
A nossa valsa vai dançar para sempre
Ela é demoníaca
É uma entidade poderosa moldada por deuses
Ela foi feita influenciada em duas pessoas apaixonadas
Foi feita para nós
Eu e você fomos feitos para dança-la
A valsa tinha como o intuito de mostrar para os anjos
Como nós meros mortais
Conseguimos ser capazes de amar e matar
Nós amamos até a morte
Então a valsa do diabo
Ganhou um outro nome
Um nome que vai além da dor
Agora ela chama-se
A valsa do amor.
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12 de dezembro de 2015
Eu não vou mais cair
Aquela rua deserta sem saída
Onde as folhas dançam
Com a ventania
Folhas de árvores que não existem mais
De árvores caídas
Eu já estive aqui antes?
Me sinto em paz
Em meio esta ruína
É um beco
Onde assassinos
Aguardariam suas vítimas
Mas eu sou a única pessoa aqui
As nuvens do céu parecem vísceras
É uma outra dimensão?
O que eu estou fazendo aqui?
E de repente
Acelera o coração
Eu me transformo em coisas desconhecidas
Não sei descrever
Eu sou uma mutação?
Memórias surgem
Como lembranças sombrias
Confissão!!!
Aqui é onde eu me escondo
De mim mesmo
Apenas me lembro do sangue
E de deformadas mandíbulas
Meus punhos doem
A dilatação se instala em minhas pupilas
Meus dentes rangem
Logo percebo mil euforias
Meus lábios mordem
Logo percebo que aqui é um local
De pessoas moldadas por taxidermias
Eu fugia de mim mesmo
De quem eu não queria ser
Logo percebo que sou o assassino
E também sou todas as vítimas
Eu sou o meu próprio assassino em série
Eu estava matando todas as personalidades
Que estavam me consumindo
E me levando a fazer bestialidades
Anoitece e fica tudo escuro
E complexamente só na escuridão
Que consigo ver que há uma saída
Então eu me jogo dentro dela
Caminhando no escuro
Sem saber isso onde me levaria
Mas eu cheguei aqui agora
Estou em casa
Escrevendo poesia
Me olhando no espelho
O reflexo de mim mesmo
Uma alma perdida
Não estou delirando
Agora eu sei controlar a minha insanidade
Matei todos os alter egos cheios de manias impulsivas
Deixei só um alter ego a salvo na sociedade
O mais perfeito narcisista
Agora eu tenho o poder e o controle de minha identidade
Eu existo agora
Eu estou aqui para transcender minha vida
Eu sou um homem agora
A vida te mata várias vezes
E eu nem percebia
Que a dor de cada apunhalada
Só me amadurecia
Agora eu apenas preciso me manter
Aqui em cima
Eu não vou mais cair
Onde as folhas dançam
Com a ventania
Folhas de árvores que não existem mais
De árvores caídas
Eu já estive aqui antes?
Me sinto em paz
Em meio esta ruína
É um beco
Onde assassinos
Aguardariam suas vítimas
Mas eu sou a única pessoa aqui
As nuvens do céu parecem vísceras
É uma outra dimensão?
O que eu estou fazendo aqui?
E de repente
Acelera o coração
Eu me transformo em coisas desconhecidas
Não sei descrever
Eu sou uma mutação?
Memórias surgem
Como lembranças sombrias
Confissão!!!
Aqui é onde eu me escondo
De mim mesmo
Apenas me lembro do sangue
E de deformadas mandíbulas
Meus punhos doem
A dilatação se instala em minhas pupilas
Meus dentes rangem
Logo percebo mil euforias
Meus lábios mordem
Logo percebo que aqui é um local
De pessoas moldadas por taxidermias
Eu fugia de mim mesmo
De quem eu não queria ser
Logo percebo que sou o assassino
E também sou todas as vítimas
Eu sou o meu próprio assassino em série
Eu estava matando todas as personalidades
Que estavam me consumindo
E me levando a fazer bestialidades
Anoitece e fica tudo escuro
E complexamente só na escuridão
Que consigo ver que há uma saída
Então eu me jogo dentro dela
Caminhando no escuro
Sem saber isso onde me levaria
Mas eu cheguei aqui agora
Estou em casa
Escrevendo poesia
Me olhando no espelho
O reflexo de mim mesmo
Uma alma perdida
Não estou delirando
Agora eu sei controlar a minha insanidade
Matei todos os alter egos cheios de manias impulsivas
Deixei só um alter ego a salvo na sociedade
O mais perfeito narcisista
Agora eu tenho o poder e o controle de minha identidade
Eu existo agora
Eu estou aqui para transcender minha vida
Eu sou um homem agora
A vida te mata várias vezes
E eu nem percebia
Que a dor de cada apunhalada
Só me amadurecia
Agora eu apenas preciso me manter
Aqui em cima
Eu não vou mais cair
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6 de dezembro de 2015
Domingo de manhã
Domingo de manhã acordados
mas por quê?
mas que diabos?
deveríamos estarmos dormindo
em nossos sonhos abstratos
mas é como um raio de luz que entra
em nossos quartos
nos mantendo um perto do outro
mesmo que distante
com os olhos bem acordados
conversando sobre todo tipo
de diálogos
idealizado seu cheiro
teus lábios
as curvas dos seu corpo
seus beijos e abraços.
É domingo de manhã
e o sol nasceu cinzento
e eu escolhi acordar com você
do meu lado
mesmo que você não esteja aqui
estou te mantendo em pensamento
mas eu queria mesmo
era tua alma flutuando perto
nesse exato
momento
do tempo
aqui perto
me sentindo
me observando
como um fantasma
querendo me assombrar
mas eu me excitaria com seu tormento
eu te abraçaria
te beijaria
rasgaria você por dentro
entraria em você
como um parasita
me infestaria em seu coração
em cada sentimento.
mas por quê?
mas que diabos?
deveríamos estarmos dormindo
em nossos sonhos abstratos
mas é como um raio de luz que entra
em nossos quartos
nos mantendo um perto do outro
mesmo que distante
com os olhos bem acordados
conversando sobre todo tipo
de diálogos
idealizado seu cheiro
teus lábios
as curvas dos seu corpo
seus beijos e abraços.
É domingo de manhã
e o sol nasceu cinzento
e eu escolhi acordar com você
do meu lado
mesmo que você não esteja aqui
estou te mantendo em pensamento
mas eu queria mesmo
era tua alma flutuando perto
nesse exato
momento
do tempo
aqui perto
me sentindo
me observando
como um fantasma
querendo me assombrar
mas eu me excitaria com seu tormento
eu te abraçaria
te beijaria
rasgaria você por dentro
entraria em você
como um parasita
me infestaria em seu coração
em cada sentimento.
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30 de novembro de 2015
Vícios
Fumei a sua brisa
Te amordaçando conforme sua fantasia
Você fez de mim seu carrasco
E eu fiz de você minha vítima
Agora trocamos fluidos corporais
Enquanto a chuva cai violentamente
No vidro do carro destruindo os para-brisas.
Cheirei a sua euforia
Criando sensações de poder
Acelerando as sinapses
Da sua mente distorcida
Agora eu a toco
Agora você é minha
Enquanto eu te toco por dentro
E libero toda a sua dopamina.
Injetei o prazer dentro de suas veias
Criando uma paz intranquila
Atemporal
Horas perdidas
Visceral
Mentes vazias
Carnal
Corpos e almas realizando fantasias.
Bebi você
Te devorei viva
Me alcoolizei
De tanto provar o sabor
Do liquor
Da sua vagina
Explodi você de dentro pra fora
Você gozou cada sensação pervertida
Você me explodiu de dentro pra fora
Gozei na sua língua.
O sexo é o nosso vício
O paixão libera a nossa selvageria
O tesão é o nosso declínio
O amor é a tortura e a carnificina
A nossa vida é um crime de homicídio
Pertencemos um ao outro
Somos a imagem perfeita refletida
Um ato teatral
Que mostra a nossa aura narcisista
É poético e ao mesmo tempo brutal
Somos dois corpos em uma só alma ninfomaníaca.
Te amordaçando conforme sua fantasia
Você fez de mim seu carrasco
E eu fiz de você minha vítima
Agora trocamos fluidos corporais
Enquanto a chuva cai violentamente
No vidro do carro destruindo os para-brisas.
Cheirei a sua euforia
Criando sensações de poder
Acelerando as sinapses
Da sua mente distorcida
Agora eu a toco
Agora você é minha
Enquanto eu te toco por dentro
E libero toda a sua dopamina.
Injetei o prazer dentro de suas veias
Criando uma paz intranquila
Atemporal
Horas perdidas
Visceral
Mentes vazias
Carnal
Corpos e almas realizando fantasias.
Bebi você
Te devorei viva
Me alcoolizei
De tanto provar o sabor
Do liquor
Da sua vagina
Explodi você de dentro pra fora
Você gozou cada sensação pervertida
Você me explodiu de dentro pra fora
Gozei na sua língua.
O sexo é o nosso vício
O paixão libera a nossa selvageria
O tesão é o nosso declínio
O amor é a tortura e a carnificina
A nossa vida é um crime de homicídio
Pertencemos um ao outro
Somos a imagem perfeita refletida
Um ato teatral
Que mostra a nossa aura narcisista
É poético e ao mesmo tempo brutal
Somos dois corpos em uma só alma ninfomaníaca.
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29 de novembro de 2015
Dear Mr. Gacy.
Parte 1
"Uma das coisas que devem saber sobre mim. É que tenho a mente aberta, sou sincero, sem muito tato, sem críticas. Sou liberal e digo que penso.
A única coisa que peço a vocês é que não presumam nada sobre mim. Se não tiverem certeza de algo, então perguntem. Nada me ofende e nada é pessoal. Nenhum assunto é proibido desde que estejam dispostos a serem tão abertos e sinceros como eu".
Parte 2
"Temos que ser cuidadosos.
Devemos ler as pessoas.
Temos que entenda-las.
Antes elas entendam você.
Sempre temos que estar cinco passos à frente de todos.
Para termo o controle.
Eu observo as pessoas bem de perto,
quando não sabem que estou observando.
Tento descobrir aonde vão.
O que pensam.
O que realmente se passa na cabeça delas.
Observando o comportamento delas,
podemos aprender quais são suas fraquezas,
as suas vulnerabilidades e seus medos.
E uma vez que entramos na cabeça delas.
Temos o poder para fazer o quisermos delas".
"Lembram-se sempre de quem Eu sou."
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24 de novembro de 2015
O amor nunca dorme.
O amor nunca dorme
O amor é a ansiedade sem nome
Estaremos acordados para sempre
Pois nossas paranoias tem fantasias
E nossas fantasias precisam de imaginação
Fantasias sujas como causar medo
Fetiches estranhos como tirar sua respiração
Suas pernas se entrelaçam apertando o nosso peito
Seus beijos aceleram o nosso coração
O suor frio deixa os lençóis molhados
E os nossos olhos desenham a alucinação
Nossos corpos entram em vários descompassos
Fazendo que a canção da psicose toque
O toque de nossas mãos
O toque que congela a nossa espinha
A loucura move o tesão
O toque que rasga a nossa pele a deixando em carne viva
O amor só é verdadeiro quando sentimos dor
E a dor só é dolorida quando sentimos amor
E assim cada desejo insano se realiza
É constante
É contínuo
É a obra do medo mais pervertida
Somente assim o amor pode durar para sempre
Olhos sempre acordados
Corpos que causam orgasmos sob a carnificina
Corações sempre acelerados
Com a paranoia sempre bem vestida
Nossos peitos sempre bem apertados
É um ato sem fim
Sem despedida.
O amor é a ansiedade sem nome
Estaremos acordados para sempre
Pois nossas paranoias tem fantasias
E nossas fantasias precisam de imaginação
Fantasias sujas como causar medo
Fetiches estranhos como tirar sua respiração
Suas pernas se entrelaçam apertando o nosso peito
Seus beijos aceleram o nosso coração
O suor frio deixa os lençóis molhados
E os nossos olhos desenham a alucinação
Nossos corpos entram em vários descompassos
Fazendo que a canção da psicose toque
O toque de nossas mãos
O toque que congela a nossa espinha
A loucura move o tesão
O toque que rasga a nossa pele a deixando em carne viva
O amor só é verdadeiro quando sentimos dor
E a dor só é dolorida quando sentimos amor
E assim cada desejo insano se realiza
É constante
É contínuo
É a obra do medo mais pervertida
Somente assim o amor pode durar para sempre
Olhos sempre acordados
Corpos que causam orgasmos sob a carnificina
Corações sempre acelerados
Com a paranoia sempre bem vestida
Nossos peitos sempre bem apertados
É um ato sem fim
Sem despedida.
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17 de novembro de 2015
A única certeza.
Era quase de madrugada. E a ansiedade era a única companhia solidária que segurava minhas mãos, enquanto eu estava jogado no sofá, virando de um lado para o outro sem parar. Os pensamentos vinham e iam, em um ritmo cardíaco de acelerar. Mas uma hora eles sempre cessam, até os próprios pensamentos cansam de pensar.
Então meus olhos aos poucos vão se fechando, e aos poucos a ansiedade vai soltando minhas mãos, e o sono vem e me abraça tão suavemente que adormeço ali mesmo, sob o véu de meus pensamentos que não queriam ir embora. E tenho certeza que agora eles estão escondidos atrás da televisão que sempre deixo ligada, porque se ela não estiver ligada, não consigo dormir, é como se o barulho de alguma coisa, tivesse uma energia que suga seus pensamentos, te trazendo algum tipo de paz doentia.
Era mais ou menos 3 horas da manhã, que ao lapso de um susto, acordo. Coração acelerado, suando frio, com o olho arregalado. Ouço um barulho vindo da porta do meu quarto. Pareciam vozes, gritos e risos, como se fosse uma festa, uma música distante mas ao mesmo tempo bem próxima. Entrei, atravessei a porta, e os barulhos se tornaram silêncio.
Havia uma mesa de jogo de xadrez, e três pessoas. A pessoa no meio, logo reconheci, era um amigo meu, que morreu há alguns anos. Os outros eu desconhecia. Mas antes que eu pudesse falar algo, meu amigo se levantou, e veio até perto de mim, e me deu um abraço. Conversamos como se não houvesse presente, nem futuro, nem passado.
Ele logo me apresentou as duas pessoas na mesa do jogo.
- Meu caro amigo, deixa eu apresentar esse cara, porque ele é o cara, ele nunca perde, sempre ganha.
Fui dar a mão ao amigo dele, e antes que o próprio rapaz pudesse dizer quem era, meu amigo já o cortou me dizendo;
- Morte! Sim isso mesmo, O Ceifador de Almas.
Logo em seguida, a morte me perguntou;
- Quer um charuto?
- Não, obrigado
Ele me olhava com aquele olhar enigmático, um jovem com olhos atentadores, porém convincentes, um momento ali se pausou no tempo.
O charuto, só de olhá-lo já conseguia sentir o sabor em meus lábios, que eloquente. Resolvi aceitar. A fumaça tornou-se brisa dentro meu consciente. E a euforia veio e confortou o ambiente.
E então meu amigo, me apresentou para a segunda pessoa na mesa do jogo. Era uma bela dama, bem vestida, com aparência angelical, saudável. Ela me deu a mão e me deu um beijo no rosto. A marca do seu batom vermelho ficou marcada em minha pele como brasa.
E então ela mesma se apresentou: - Eu sou a vida, vamos jogar conosco?
Seduzido por palavras bem colocadas, sentei a mesa e comecei a jogar.
Enquanto eu tentava ser preciso e estratégico em meus movimentos. A morte e a vida conversavam e riam alto. E de repente uma música começou a tocar sem mais nem menos. Um blues bem antigo, quase que diabólico. E as palavras continuaram, e eu então resolvi somente ouvi-las. A morte sempre tinha domínio do diálogo. Um diálogo estranhamente interessante.
- Ela é a minha sócia.
- Verdade, somos ótimos nos negócios.
- Ela sempre quer ganhar, mas eu sempre acabo dando o xeque-mate.
- É tão bom.
E a morte me olhou e me intimidou:
- Esse jogo nunca acaba.
- Dura para sempre.
- Ou você está dentro, ou está fora.
Então continuei, jogando, fazendo minhas melhores jogadas. Mas eles mesmos impediram minhas cartadas. Estranhamente os dois pareciam flertar um com o outro. E eu estava certo, em um piscar de olhos. A vida e a morte faziam amor na mesa do jogo. Enquanto eu tentava trapaceá-los. Mas não consegui
-A morte e a vida sempre nos "fode" de alguma forma- pensei comigo. Havia duas certezas ali na minha frente em um ato estranhamente metafórico surreal.
Meu amigo se levantou, e me deu um aperto de mãos, senti que estava se despedindo de alguma forma, e antes de tudo aquilo desaparecer no tempo, ele me disse:
- Estarei esperando por você. E como você pode ver: Há um grande mistério cósmico acontecendo aqui em nossa frente. Aliás "Tudo que vive, vive para sempre. Somente o invólucro, o que é perecível, desaparece. O espírito não tem fim. É eterno. Imortal"
Então em outro lapso de susto, eu acordei novamente, no mesmo lugar, dessa vez, sem batimentos cardíacos acelerados, sem suor frio, sem pensamentos abstratos. Voltei à realidade, como se tivesse voltado de algum efeito de uma droga alucinógena. Mas não, era somente a minha mente dizendo mentiras.
Desliguei a televisão. Já estava amanhecendo, fiz um café, sentei no sofá, ainda meio sonolento e confuso. Comecei a ler o livro mais próximo que estava no criado mudo. Um livro que ganhei da minha ex namorada, que deixei ali, e nunca o li. O livro ainda tinha o perfume dela. Não queria lembrar dela, nem despertar sentimentos adormecidos, que quando acordam, são como bestas infernais e selvagens.
Mas em meio a tantos devaneios, consegui trazer aqueles pensamentos de volta. E agora eu sei, a vida é um jogo, que às vezes a gente perde e ganha. Mas o final é sempre o mesmo, Desligamos o jogo e dormimos. E assim é a vida; Só que quando ela resolve parar de jogar com a gente, a morte chega e a trapaceia, pois ela é precisa estar sempre no poder e no controle, Ela sempre dá o xeque mate. Ela sempre vence.
A morte é a única certeza de nossas vidas.
Então meus olhos aos poucos vão se fechando, e aos poucos a ansiedade vai soltando minhas mãos, e o sono vem e me abraça tão suavemente que adormeço ali mesmo, sob o véu de meus pensamentos que não queriam ir embora. E tenho certeza que agora eles estão escondidos atrás da televisão que sempre deixo ligada, porque se ela não estiver ligada, não consigo dormir, é como se o barulho de alguma coisa, tivesse uma energia que suga seus pensamentos, te trazendo algum tipo de paz doentia.
Era mais ou menos 3 horas da manhã, que ao lapso de um susto, acordo. Coração acelerado, suando frio, com o olho arregalado. Ouço um barulho vindo da porta do meu quarto. Pareciam vozes, gritos e risos, como se fosse uma festa, uma música distante mas ao mesmo tempo bem próxima. Entrei, atravessei a porta, e os barulhos se tornaram silêncio.
Havia uma mesa de jogo de xadrez, e três pessoas. A pessoa no meio, logo reconheci, era um amigo meu, que morreu há alguns anos. Os outros eu desconhecia. Mas antes que eu pudesse falar algo, meu amigo se levantou, e veio até perto de mim, e me deu um abraço. Conversamos como se não houvesse presente, nem futuro, nem passado.
Ele logo me apresentou as duas pessoas na mesa do jogo.
- Meu caro amigo, deixa eu apresentar esse cara, porque ele é o cara, ele nunca perde, sempre ganha.
Fui dar a mão ao amigo dele, e antes que o próprio rapaz pudesse dizer quem era, meu amigo já o cortou me dizendo;
- Morte! Sim isso mesmo, O Ceifador de Almas.
Logo em seguida, a morte me perguntou;
- Quer um charuto?
- Não, obrigado
Ele me olhava com aquele olhar enigmático, um jovem com olhos atentadores, porém convincentes, um momento ali se pausou no tempo.
O charuto, só de olhá-lo já conseguia sentir o sabor em meus lábios, que eloquente. Resolvi aceitar. A fumaça tornou-se brisa dentro meu consciente. E a euforia veio e confortou o ambiente.
E então meu amigo, me apresentou para a segunda pessoa na mesa do jogo. Era uma bela dama, bem vestida, com aparência angelical, saudável. Ela me deu a mão e me deu um beijo no rosto. A marca do seu batom vermelho ficou marcada em minha pele como brasa.
E então ela mesma se apresentou: - Eu sou a vida, vamos jogar conosco?
Seduzido por palavras bem colocadas, sentei a mesa e comecei a jogar.
Enquanto eu tentava ser preciso e estratégico em meus movimentos. A morte e a vida conversavam e riam alto. E de repente uma música começou a tocar sem mais nem menos. Um blues bem antigo, quase que diabólico. E as palavras continuaram, e eu então resolvi somente ouvi-las. A morte sempre tinha domínio do diálogo. Um diálogo estranhamente interessante.
- Ela é a minha sócia.
- Verdade, somos ótimos nos negócios.
- Ela sempre quer ganhar, mas eu sempre acabo dando o xeque-mate.
- É tão bom.
E a morte me olhou e me intimidou:
- Esse jogo nunca acaba.
- Dura para sempre.
- Ou você está dentro, ou está fora.
Então continuei, jogando, fazendo minhas melhores jogadas. Mas eles mesmos impediram minhas cartadas. Estranhamente os dois pareciam flertar um com o outro. E eu estava certo, em um piscar de olhos. A vida e a morte faziam amor na mesa do jogo. Enquanto eu tentava trapaceá-los. Mas não consegui
-A morte e a vida sempre nos "fode" de alguma forma- pensei comigo. Havia duas certezas ali na minha frente em um ato estranhamente metafórico surreal.
Meu amigo se levantou, e me deu um aperto de mãos, senti que estava se despedindo de alguma forma, e antes de tudo aquilo desaparecer no tempo, ele me disse:
- Estarei esperando por você. E como você pode ver: Há um grande mistério cósmico acontecendo aqui em nossa frente. Aliás "Tudo que vive, vive para sempre. Somente o invólucro, o que é perecível, desaparece. O espírito não tem fim. É eterno. Imortal"
Então em outro lapso de susto, eu acordei novamente, no mesmo lugar, dessa vez, sem batimentos cardíacos acelerados, sem suor frio, sem pensamentos abstratos. Voltei à realidade, como se tivesse voltado de algum efeito de uma droga alucinógena. Mas não, era somente a minha mente dizendo mentiras.
Desliguei a televisão. Já estava amanhecendo, fiz um café, sentei no sofá, ainda meio sonolento e confuso. Comecei a ler o livro mais próximo que estava no criado mudo. Um livro que ganhei da minha ex namorada, que deixei ali, e nunca o li. O livro ainda tinha o perfume dela. Não queria lembrar dela, nem despertar sentimentos adormecidos, que quando acordam, são como bestas infernais e selvagens.
Mas em meio a tantos devaneios, consegui trazer aqueles pensamentos de volta. E agora eu sei, a vida é um jogo, que às vezes a gente perde e ganha. Mas o final é sempre o mesmo, Desligamos o jogo e dormimos. E assim é a vida; Só que quando ela resolve parar de jogar com a gente, a morte chega e a trapaceia, pois ela é precisa estar sempre no poder e no controle, Ela sempre dá o xeque mate. Ela sempre vence.
A morte é a única certeza de nossas vidas.
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7 de novembro de 2015
Uma amiga.
Uma amiga que fala o que eu preciso ouvir
Uma amiga que sempre faz o meu coração acelerar
Uma amiga que vem na hora que tem que vir
Uma amiga com uma arma sempre tem um corpo de matar
Uma amiga que faz o meu tempo parar
Uma amiga que dança pra mim
Enquanto o corpo dela se encontra com meu olhar
Uma amiga com uma garrafa de uísque para me embebedar
Enquanto dividimos beijos de se molhar
Uma amiga que conta seus crimes
Sem nem um remorso, sem expressão, sem olhar.
Uma amiga que dá sua alma para você
Enquanto você a possui ao tocá-la de todas as formas, sem parar
Uma amiga que passa a noite com você
Fumando cigarros que criam fumaças com nossas risadas altas
Aquela euforia que cria desenhos distorcidos no ar
Nossas mãos nem precisam se tocar
Para sentirmos um ao outro
Nossas almas se conectam
Com apenas um olhar
Corpos que se deslizam juntos
Pés e pernas criam a química ao entrelaçar
Peles se arrepiam
O silêncio se torna uma só ofegante respiração
Pecados carnais dominam
As ofegações se tornam uma metáfora para o nosso tesão.
Nervos atrofiam
Dopaminas liberam
As veias pulsam
Corações aceleram
Beijos se tornam mordidas
Órgãos se penetram.
Uma amiga com belas curvas para transar
Uma amiga para fazer amor
Onde dividimos um mundo só nosso
Onde realizamos a nossa dor
Um quarto escuro onde colorimos uma amizade
Um cama em chamas
Dois corpos como condutores de intensidade
Uma amizade é uma troca de energias
Uma amiga para valorizar
Uma amiga para confiar
Onde eu posso contar meu crimes
Sem nem um remorso, sem expressão no meu olhar
Uma confiança que se torna
Em maravilhosas infinitas energias
Uma amiga que poderia ficar aqui para sempre
Uma confidente da paixão e das carícias.
Nervos atrofiam
Dopaminas liberam
As veias pulsam
Corações aceleram
Beijos se tornam mordidas
Órgãos se penetram.
Uma amiga que sempre faz o meu coração acelerar
Uma amiga que vem na hora que tem que vir
Uma amiga com uma arma sempre tem um corpo de matar
Uma amiga que faz o meu tempo parar
Uma amiga que dança pra mim
Enquanto o corpo dela se encontra com meu olhar
Uma amiga com uma garrafa de uísque para me embebedar
Enquanto dividimos beijos de se molhar
Uma amiga que conta seus crimes
Sem nem um remorso, sem expressão, sem olhar.
Uma amiga que dá sua alma para você
Enquanto você a possui ao tocá-la de todas as formas, sem parar
Uma amiga que passa a noite com você
Fumando cigarros que criam fumaças com nossas risadas altas
Aquela euforia que cria desenhos distorcidos no ar
Nossas mãos nem precisam se tocar
Para sentirmos um ao outro
Nossas almas se conectam
Com apenas um olhar
Corpos que se deslizam juntos
Pés e pernas criam a química ao entrelaçar
Peles se arrepiam
O silêncio se torna uma só ofegante respiração
Pecados carnais dominam
As ofegações se tornam uma metáfora para o nosso tesão.
Nervos atrofiam
Dopaminas liberam
As veias pulsam
Corações aceleram
Beijos se tornam mordidas
Órgãos se penetram.
Uma amiga com belas curvas para transar
Uma amiga para fazer amor
Onde dividimos um mundo só nosso
Onde realizamos a nossa dor
Um quarto escuro onde colorimos uma amizade
Um cama em chamas
Dois corpos como condutores de intensidade
Uma amizade é uma troca de energias
Uma amiga para valorizar
Uma amiga para confiar
Onde eu posso contar meu crimes
Sem nem um remorso, sem expressão no meu olhar
Uma confiança que se torna
Em maravilhosas infinitas energias
Uma amiga que poderia ficar aqui para sempre
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Dopaminas liberam
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