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23 de junho de 2016

Amor Cósmico

A imaginação moldada por Netuno
Inundou-se em teus mundos.
Aos confins dos pecados sujos,
Em teus oceanos mais profundos.
Gritando, gemendo,
Tentando respirar fundo.

Arranhando pensamentos obscuros
Onde o número oito desvenda sua herança
Enquanto diabolicamente através de Mercúrio
Em seus mares mesmo sendo perigosos
Eu te manipulo.

E aos poucos eu vou exaltando sua lua
Alimentando-me de suas emoções
Enquanto você me sussurra
Quase sem ar dizendo;
‘Sou inteiramente só sua’.

O prazer é como uma energia
Onde Vênus transborda bestialidade
O amor é uma magia
Onde Plutão transforma a nossa intensidade.

E em um perfeito aspecto
Marte o nosso sangue ele espirra
Amor em vermelho
O ímpio maléfico.

E por fim somos todas as coisas boas
Mas também toda a maldade
Equilibrando-nos em uma balança
Medindo a fantasia e a realidade.

Estamos apaixonados
Enjaulados na casa de Libra
Através de um universo estamos conectados
Onde eu sou só seu, e você só minha.

9 de junho de 2016

Somente os amantes amam.

Há somente a melancolia no céu de sua boca, onde a sua língua se torna afiada quando ela se esfrega sobre a minha, fazendo sangrar a submissão de nossa paixão, através de nossas bocas entrelaçadas que dançam na nossa escuridão.  É escuro, mas é um escuro que só pertence a nós. Não há somente o prazer, há uma intensidade que vem do universo, que afeta diretamente nossos corações. E os nossos lábios dançam juntos, dança o tango da ilusão, onde nossos corpos são os instrumentos que fazem tocar a canção. Há muitas emoções e sentimentos infestando cada canto do quarto, o nosso perfume é um cheiro só, criado através dos hormônios de nossas peles arrepiadas, causando o abalo da sedução. Estamos nos revirando em nossa cama, observando cada detalhe que cada um de nós tem um pelo outro.

Há somente a coberta úmida e fria, que assim como a lua, nos entregamos ao amor sob ela. Porém não foi necessário dizer uma só palavra, as ações falaram por nós. Nossos corpos tão magros e pálidos. Há quanto tempo estamos aqui? Há quanto tempo não comemos ou não vemos a luz do dia? Não importa! Temos as nossas fantasias afetando a realidade que ronda em nossa volta. Nossos olhos se tornam olhares que contempla nossos próprios corpos, venerando cada curva e cada sensação que causamos um ao outro. Há fogo, que queima na imensidão. A cidade parece estar vazia, está tão silencioso lá fora. Somente o canto das corujas na janela, ou seria uma assombração? Não importa, o mistério nos excita de uma forma que nos deixa cheios de imaginação.

Por mais que há o toque, por mais que há a sua companhia junto com a minha. Há ainda uma sensação que esvazia o próprio vazio de nossas almas, que melancolia. Nada foi dito, nada foi expressado, os sentimentos foram executados através de nossa bestialidade visceral, em um ato de luxúria ‘blasfêmica’, orgasmos fizerem nossas cordas vocais gritarem como se estivéssemos sendo assassinados, mas a dor foi imensamente prazerosa.  E por mais que há uma sensação de estarmos em um outro mundo, os nossos corpos permanecem abraçados, transmitindo nuamente sentimentos de amor e dor, cruelmente.

Há ainda uma sensação de melancolia, nada foi dito, nada foi expressado, nossas emoções choraram e sorriram ao mesmo tempo, sem precisarmos ter dito uma sequer palavra, nos amamos em uma noite em que a lua estava em Capricórnio. Há quanto tempo estamos aqui? Não me lembro de ontem, nem de antes de ontem e você? Não amanhece e não anoitece.  Enfim, não importa. Vemos nós dois de cima do teto do quarto, nossos corpos deitados de frente um com o outro, sem nenhuma expressão. Estamos sensualmente mortos. Nos amamos até a morte, quando plutão fazia oposição com o sol, por isso estava tão escuro. Nos amamos bem no exato momento em que os nossos sois transitavam pela casa oito abalando Saturno. E os céus decidiram a nossa fatalidade, morremos por amor, juntos e felizes, quando Vênus estava em touro, na intensidade mais melancólica da lua que transitava em capricórnio. E aqui estamos perto das estrelas, observando as órbitas dos planetas, lentamente e suavemente, de mãos dadas na imensidão. Hoje os anjos choram, os demônios cantam, mas hoje à noite somente os amantes amam.

2 de maio de 2016

Inspiração

Eu estava tentando encontrar uma inspiração
andei em todos os lugares e não a encontrei
andei de bares em bares, tomando os piores porres possíveis
e a inspiração parecia realmente ter me abandonado para sempre
eu andei perdido em becos escuros procurando por ela
eu corri perigos de madrugada
e por fim, eu desisti.
Fiquei na sarjeta, dormindo nas ruas do mundo
sujo e sem inspiração de viver
os prazeres impuros eram tão irreais
que eu não sabia se eu havia os sentido ou não
talvez eu só estava sonhando caído ali naquele beco sem saída
eu me perdi completamente durante anos
mas, mal eu sabia que a inspiração não estava mais aqui nesta realidade
e sim nos universos desconhecidos
nas estrelas, e nas transições planetárias
foi quando eu comecei a observar os céus
que eu reencontrei a minha inspiração
foi quando Vênus fazia aspecto positivo com a Lua
que o sol brilhou novamente em minha vida
foi no dia que eu te encontrei
a inspiração estava ali dentro do seus olhos
no azul divino da cor do seu olhar
o mundo apocalíptico em minha volta
se tornou em um paraíso estrelar
sua presença em minha vida
se tornou em algo que só me faz sonhar
e ao mesmo tempo em que sonho
suas palavras fazem meus sonhos se realizar.
Você é a minha musa inspiradora
eu encontrei brilho em meio tanta escuridão
eu encontrei você
eu encontrei uma nova inspiração
e é você, só você
que inspira não somente a minha mente
mas o meu tenro e inteiro coração.