E nesse tempo sem temporal, algo queima o meu corpo
desde o sombrio até o colorido astral
nesse suor quente, que as vezes é frio e as vezes é morno
acordo de uma fantasia surreal
perdido no tempo que se perdeu com o sono
sem emoções,
sem calor humano
somente o frio
na boca do estômago
somente o escasso e o mau
horas invertidas
a noite rubra o irreal
cheia de sangue e vísceras
anseia-se a ansiedade
e a ansiedade anseia a insanidade
e dentro de mim chove um temporal
A palpitação traz o alerta
o desconhecido grita
e o medo se manisfesta
não se sabe do quê, e nem da onde vem
mas qualquer perigo me convêm
o corpo entra em descompasso
os músculos ficam fora do ritmo elétrico
o frio na espinha venta como inverno
meu coração sugere o meu próprio assassinato
eu morro por alguns minutos
espancado pelos próprios batimentos acelerados
e quando volto
sinto que não estou mais acordado
uma realidade como se não fosse a minha
tudo parece embaçado
num tom distante com cores sombrias
os tremores dançam nas minhas mãos
e a angústia canta a canção
fazendo do meu corpo o teu palco de teatro
me usando como protagonista
nesse número visceral
onde a ansiedade tem o papel principal
e tudo desaba
"Tudo se torna um caos".
9 de fevereiro de 2014
Ansiedade
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28 de janeiro de 2014
Uma noite in(tensa)
Parte 1:
Mais uma vez a noite conspirou, pirou
O teor do álcool era mais alto que as estrelas
E tudo girou, girou
Aos poucos a parede da realidade desabou
Deixando apenas as ruínas da confusão
A intensidade foi tomando conta das horas, minutos e segundos
A a noite já não era apenas noite
Agora era uma imensa imensidão
Intensa e tensa, cheia de tensão
Palavras tortas e olhares sem expressão
Flashes sem nexo e sem ligação.
Parte 2:
E tudo tornou-se insano
Beijos com um toque de escuridão
Corpos embriagados e sujos
Línguas molhadas e sedentas de tesão
Terríveis passagens entre as maravilhas
Sobre o chão de nossas vísceras
Transcendendo a mais obscura fantasia
Onde acaba a noite e começa a madrugada
Que entre suspiros você gemia
Nos meus lençóis se contorcia
Onde a noite te devorava
Onde o teu nervo atrofia
Enquanto você já gozava
Quando o fogo somente se ascendia.
Parte 3:
E no paralelo de uma estrada
Estávamos leves, fora de nossos corpos
Flutuando como fantasma
Nem pele, nem ossos
Somente a alma
Se trocavam tristes palavras
Teus olhos claros mas cheios de escuridão
Pós-erótico, cheios de lágrimas
Teu lábios ecoava uma depressão
Sobre o teu sentimento abstrato
Irreal e sem fato
Onde a verdade não se encontra no ato
Mas duvidas são uma obra de arte
E elas ficarão desenhadas num retrato
Ficarão guardadas na noite
Como estrelas no espaço
Com a esperança de um dia ser demonstrado
Um crime teu que eu mesmo terei que desvendar
Até que tudo esteja provado
Até eu poder dizer: Você nunca vai me controlar
Para que o nosso caso nunca esteja encerrado.
Mais uma vez a noite conspirou, pirou
O teor do álcool era mais alto que as estrelas
E tudo girou, girou
Aos poucos a parede da realidade desabou
Deixando apenas as ruínas da confusão
A intensidade foi tomando conta das horas, minutos e segundos
A a noite já não era apenas noite
Agora era uma imensa imensidão
Intensa e tensa, cheia de tensão
Palavras tortas e olhares sem expressão
Flashes sem nexo e sem ligação.
Parte 2:
E tudo tornou-se insano
Beijos com um toque de escuridão
Corpos embriagados e sujos
Línguas molhadas e sedentas de tesão
Terríveis passagens entre as maravilhas
Sobre o chão de nossas vísceras
Transcendendo a mais obscura fantasia
Onde acaba a noite e começa a madrugada
Que entre suspiros você gemia
Nos meus lençóis se contorcia
Onde a noite te devorava
Onde o teu nervo atrofia
Enquanto você já gozava
Quando o fogo somente se ascendia.
Parte 3:
E no paralelo de uma estrada
Estávamos leves, fora de nossos corpos
Flutuando como fantasma
Nem pele, nem ossos
Somente a alma
Se trocavam tristes palavras
Teus olhos claros mas cheios de escuridão
Pós-erótico, cheios de lágrimas
Teu lábios ecoava uma depressão
Sobre o teu sentimento abstrato
Irreal e sem fato
Onde a verdade não se encontra no ato
Mas duvidas são uma obra de arte
E elas ficarão desenhadas num retrato
Ficarão guardadas na noite
Como estrelas no espaço
Com a esperança de um dia ser demonstrado
Um crime teu que eu mesmo terei que desvendar
Até que tudo esteja provado
Até eu poder dizer: Você nunca vai me controlar
Para que o nosso caso nunca esteja encerrado.
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21 de janeiro de 2014
Passional
Você deixou marcas de batom tuas em meu coração áspero
Você o furou lentamente com sua língua afiada
Dilacerando-me emoções
Era um desejo internamente afiado.
Passou noites comigo dançando no luar
Dançando diabolicamente
Fazendo um brinde com o diabo.
Passei mil e uma noites sem dormir com você
Em transe erótico
Alucinado.
Até que você despertou algo em mim
Algo quente e explosivo
E agora meu coração é como um campo minado.
E eu explodi em loucura
Criei métodos calculados
Na ilusão de algum dia você me amar
Segui a risca cada canto escuro da cidade para te encontrar
Em cada beco sujo e abandonado.
Segui cada passo, para não deixar você se perder do meu mundo
Tudo cuidadosamente planejado
Entre as vias e avenidas da minha fantasia
Para que tudo saísse perfeitamente executado.
Eu amei você friamente
Te amei a sangue frio
Como num assassinato
Agora eu tenho o controle
Realizei meu desejo mutilado
Você está em casa agora
E ninguém pode nos separar
Pois nenhum vestígio foi deixado
Você é minha
Só minha
Mesmo você estando a sete palmos.
Você o furou lentamente com sua língua afiada
Dilacerando-me emoções
Era um desejo internamente afiado.
Passou noites comigo dançando no luar
Dançando diabolicamente
Fazendo um brinde com o diabo.
Passei mil e uma noites sem dormir com você
Em transe erótico
Alucinado.
Até que você despertou algo em mim
Algo quente e explosivo
E agora meu coração é como um campo minado.
E eu explodi em loucura
Criei métodos calculados
Na ilusão de algum dia você me amar
Segui a risca cada canto escuro da cidade para te encontrar
Em cada beco sujo e abandonado.
Segui cada passo, para não deixar você se perder do meu mundo
Tudo cuidadosamente planejado
Entre as vias e avenidas da minha fantasia
Para que tudo saísse perfeitamente executado.
Eu amei você friamente
Te amei a sangue frio
Como num assassinato
Agora eu tenho o controle
Realizei meu desejo mutilado
Você está em casa agora
E ninguém pode nos separar
Pois nenhum vestígio foi deixado
Você é minha
Só minha
Mesmo você estando a sete palmos.
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8 de janeiro de 2014
Mundos
Mundos que apenas se tocam, mas não se entrelaçam
Mundos que vem e gira a sua cabeça, tornando-o confuso
Mundos que apenas chovem
Mundos sem sol em pleno verão
Mundos que não amanhecem
Onde as relógios giram na escuridão
Esperei que os nossos mundos se colidissem
Mas não percebi que estávamos a anos-luz de distância
Onde os sentimentos não se encontravam com a razão
O teu tempo era diferente do meu tempo
Era desalinhado, era inseguro
E foi assim que nossos corpos nos enganaram com a paixão
Por mais que estivéssemos juntos
Nossas almas estavam distantes
Criando assim nossos mundos cheios de ilusão
O fogo se apagou com o o vento dos céus de outubro
Congelando tanto o meu quanto o teu coração
Mundos que dividiram a mesma cama
Mundos que suspiraram nos mesmos lençóis
Mundos que giraram com a sedução
Mundo que girou mas não deu volta
Mundos que abriram portas
Mas que por uma delas,
Você escolheu ir embora
Por mais que nossos mundos girassem juntos
Você não pertencia a esta dimensão
Por mais que você estivesse aqui no meu mundo
Você na verdade estava em um universo paralelo
Realmente não fazíamos parte da mesma costelação
Por motivos desconhecidos você me encontrou
E sem motivo aparente você veio e você foi
Sem razão.
Mundos que vem e gira a sua cabeça, tornando-o confuso
Mundos que apenas chovem
Mundos sem sol em pleno verão
Mundos que não amanhecem
Onde as relógios giram na escuridão
Esperei que os nossos mundos se colidissem
Mas não percebi que estávamos a anos-luz de distância
Onde os sentimentos não se encontravam com a razão
O teu tempo era diferente do meu tempo
Era desalinhado, era inseguro
E foi assim que nossos corpos nos enganaram com a paixão
Por mais que estivéssemos juntos
Nossas almas estavam distantes
Criando assim nossos mundos cheios de ilusão
O fogo se apagou com o o vento dos céus de outubro
Congelando tanto o meu quanto o teu coração
Mundos que dividiram a mesma cama
Mundos que suspiraram nos mesmos lençóis
Mundos que giraram com a sedução
Mundo que girou mas não deu volta
Mundos que abriram portas
Mas que por uma delas,
Você escolheu ir embora
Por mais que nossos mundos girassem juntos
Você não pertencia a esta dimensão
Por mais que você estivesse aqui no meu mundo
Você na verdade estava em um universo paralelo
Realmente não fazíamos parte da mesma costelação
Por motivos desconhecidos você me encontrou
E sem motivo aparente você veio e você foi
Sem razão.
3 de janeiro de 2014
Morbius
A espiritualidade, a religião, e todos os recursos que são usados pelo homem e mulher
e mesmo assim o mundo não faz sentido
Estou tentando encontrar respostas para o além
Mas tudo que é factível tem sido fracassado
Será isso um atalho para os pensamentos?
ou será um atalho para os sentimentos?
Quantos quartos preciso reabrir?
Eu tenho olhado em cada canto escuro
tenho tentado tantos destinos, mas não há nada lá
Espero que toda essa dor possa me trazer respostas algum dia.
O mundo se sente assim tão solitário só porque os outros têm os mesmos problemas que você?
Espero que sim
(Morbius, Necromentia)
e mesmo assim o mundo não faz sentido
Estou tentando encontrar respostas para o além
Mas tudo que é factível tem sido fracassado
Será isso um atalho para os pensamentos?
ou será um atalho para os sentimentos?
Quantos quartos preciso reabrir?
Eu tenho olhado em cada canto escuro
tenho tentado tantos destinos, mas não há nada lá
Espero que toda essa dor possa me trazer respostas algum dia.
O mundo se sente assim tão solitário só porque os outros têm os mesmos problemas que você?
Espero que sim
(Morbius, Necromentia)
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Trechos de Filmes
30 de dezembro de 2013
Coração a mil
Alterações nos pensamentos
Sinto que dentro de mim nada está mais estabilizado
Será que esse é o ultimo suspiro?
Será que terei pelo menos um ultimo abraço?
Palpitações fazem eu sentir rapidamente a realidade
Uma energia desesperadora domina meu corpo
E meu coração entra em colapso.
A vida em forma de arritmia,
Vivendo em distúrbio
Dias em formas de taquicardia,
A frenesi do mundo.
Dias incompletos em horas irregulares
O tempo está acelerando junto com o coração
Será que o tempo vai parar?
E vai me sucumbir para a escuridão?
Onde o tempo não passa
As vezes não gosto de pensar.
A sensação de morte iminente entra no quarto
Solidão em um quarto cheio de pessoas num hospital qualquer
Você faz coisas por impulso e os impulsos elétricos do teu coração quase param
Você sente que os sinais podem parar
Você percebe que está sozinho e não há mais ninguém para se contrair em você
Não há abraços mais.
Não sobrou beijos para beijar
Não sobrou corações para amar
Agora eu sinto calafrios em minhas próprias chamas
O fogo de viver a vida é intenso até você se queimar
Você olha para o espelho e percebe o quanto você estava desfigurado
Seu reflexo está ali, mas é como se não houvesse mais alma
Como se o mundo estivesse girando ao contrário.
Como posso ser tão capaz de errar de uma maneira tão perfeita?
Eu sou tão perfeito quando erro
O mesmo colapso de tudo
As mesmas ruas invertidas
Os mesmos postes sem luz
O mesmo tom obscuro.
Mas uma dor pode salvar uma vez a sua vida
A segunda chance pode vir em forma de lâminas
Teremos alguns cortes
Mas nada do que não possa ser costurado
A vida é assim
Cheia de retalhos
Eu posso me ver agora
Eu sinto agora
Eu ainda estou vivo
Renovado.
Acordei pra vida dentro da minha própria vida
Um inception de realidade
Um início sem fim...
Nessa guerra contra mim mesmo
Ainda sou um soldado
Cheio de cicatrizes
Implacável.
Sinto que dentro de mim nada está mais estabilizado
Será que esse é o ultimo suspiro?
Será que terei pelo menos um ultimo abraço?
Palpitações fazem eu sentir rapidamente a realidade
Uma energia desesperadora domina meu corpo
E meu coração entra em colapso.
A vida em forma de arritmia,
Vivendo em distúrbio
Dias em formas de taquicardia,
A frenesi do mundo.
Dias incompletos em horas irregulares
O tempo está acelerando junto com o coração
Será que o tempo vai parar?
E vai me sucumbir para a escuridão?
Onde o tempo não passa
As vezes não gosto de pensar.
A sensação de morte iminente entra no quarto
Solidão em um quarto cheio de pessoas num hospital qualquer
Você faz coisas por impulso e os impulsos elétricos do teu coração quase param
Você sente que os sinais podem parar
Você percebe que está sozinho e não há mais ninguém para se contrair em você
Não há abraços mais.
Não sobrou beijos para beijar
Não sobrou corações para amar
Agora eu sinto calafrios em minhas próprias chamas
O fogo de viver a vida é intenso até você se queimar
Você olha para o espelho e percebe o quanto você estava desfigurado
Seu reflexo está ali, mas é como se não houvesse mais alma
Como se o mundo estivesse girando ao contrário.
Como posso ser tão capaz de errar de uma maneira tão perfeita?
Eu sou tão perfeito quando erro
O mesmo colapso de tudo
As mesmas ruas invertidas
Os mesmos postes sem luz
O mesmo tom obscuro.
Mas uma dor pode salvar uma vez a sua vida
A segunda chance pode vir em forma de lâminas
Teremos alguns cortes
Mas nada do que não possa ser costurado
A vida é assim
Cheia de retalhos
Eu posso me ver agora
Eu sinto agora
Eu ainda estou vivo
Renovado.
Acordei pra vida dentro da minha própria vida
Um inception de realidade
Um início sem fim...
Nessa guerra contra mim mesmo
Ainda sou um soldado
Cheio de cicatrizes
Implacável.
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18 de dezembro de 2013
Rochester
"Muito vinho tomei enquanto discursava
sobre quem dormia com quem e no colo de quem sentava.
Quando eu ainda tomado pela embriagues espúria,
tentei curá-la através da luxuria.
Fui até o parque de Santiago esfriar minha cabeça e me entregar ao diabo.
Mas embora o parque leve o nome de santo,
é consagrado ao pênis e a vagina pelos cantos,
lá incestuosos nascimentos bradam da terra fértil os acasalamentos,
e a noite sob suas sombras e gemidos,
roubos, estupros, incestos são cometidos."
-Conde de Rochester
sobre quem dormia com quem e no colo de quem sentava.
Quando eu ainda tomado pela embriagues espúria,
tentei curá-la através da luxuria.
Fui até o parque de Santiago esfriar minha cabeça e me entregar ao diabo.
Mas embora o parque leve o nome de santo,
é consagrado ao pênis e a vagina pelos cantos,
lá incestuosos nascimentos bradam da terra fértil os acasalamentos,
e a noite sob suas sombras e gemidos,
roubos, estupros, incestos são cometidos."
-Conde de Rochester
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19 de novembro de 2013
0:T3mp0
O tempo não resolve as coisas que você mesmo poderia resolver
O tempo destrói tudo, inclusive o agora.
Agora mesmo que escrevo esse texto, eu estou perdendo tempo
Eu poderia estar lá fora correndo atrás de meus objetivos
Mas resolvi escrever esse texto sobre o tempo
Consequentemente me fazendo perder tempo
Logo esse texto será apenas uma lembrança
Uma lembrança sobre o tempo
Que o cérebro automaticamente apaga
Substituindo o tempo que você acaba de desperdiçar por uma outra lembrança.
Você não lembra dos momentos, você se relembra da ultima lembrança.
Lembranças que logo serão apenas vestígios
Evidências de uma tolice, como num crime
Cinzas que o tempo queimou
Aos poucos o tempo vai desaparecendo sobre o próprio tempo
O tempo, ele mesmo se destrói aos poucos
Ele mesmo se mata
Ele é irreversível
O tempo é suícidio
O tempo não corre
O tempo não voa.
O tempo viaja mais rápido do que a própria velocidade da luz.
E nenhum som pode ouvi-lo passar
E por mais que você tente controlar o teu pensamento
E por mais que você tente colocar em ordem qualquer sentimento
O tempo só vai te pregar peças, com a ilusão que tudo logo irá ficar bem, com o tempo.
"Como a luz que pensa que viaja mais rápido do que qualquer coisa, mas não importa o quão rápido a luz viaje, ela sempre descobre que a escuridão chegou la primeiro, e estava esperando por ela."
Como eu, que tanto tentei falar sobre o tempo nesse texto
Que acabei perdendo a noção do tempo.
Acho que só perdi meu tempo.
(com você)
O tempo destrói tudo, inclusive o agora.
Agora mesmo que escrevo esse texto, eu estou perdendo tempo
Eu poderia estar lá fora correndo atrás de meus objetivos
Mas resolvi escrever esse texto sobre o tempo
Consequentemente me fazendo perder tempo
Logo esse texto será apenas uma lembrança
Uma lembrança sobre o tempo
Que o cérebro automaticamente apaga
Substituindo o tempo que você acaba de desperdiçar por uma outra lembrança.
Você não lembra dos momentos, você se relembra da ultima lembrança.
Lembranças que logo serão apenas vestígios
Evidências de uma tolice, como num crime
Cinzas que o tempo queimou
Aos poucos o tempo vai desaparecendo sobre o próprio tempo
O tempo, ele mesmo se destrói aos poucos
Ele mesmo se mata
Ele é irreversível
O tempo é suícidio
O tempo não corre
O tempo não voa.
O tempo viaja mais rápido do que a própria velocidade da luz.
E nenhum som pode ouvi-lo passar
E por mais que você tente controlar o teu pensamento
E por mais que você tente colocar em ordem qualquer sentimento
O tempo só vai te pregar peças, com a ilusão que tudo logo irá ficar bem, com o tempo.
"Como a luz que pensa que viaja mais rápido do que qualquer coisa, mas não importa o quão rápido a luz viaje, ela sempre descobre que a escuridão chegou la primeiro, e estava esperando por ela."
Como eu, que tanto tentei falar sobre o tempo nesse texto
Que acabei perdendo a noção do tempo.
Acho que só perdi meu tempo.
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14 de novembro de 2013
Rotina
Hoje não deveria ser hoje
Amanhã não deveria ser amanhã
Ontem não deveria ter sido ontem
A dilaceradora rotina
Que mata o tempo
Tempo que assassina os minutos
Minutos que tortura cada segundo de minha vida
Matando a mim mesmo Meus vícios se viciaram em mim Minhas emoções quebraram o gelo, o transformando em paixões. Paixões que me queimam de dentro pra fora Agora eu sou o meu próprio despertador E eu me tornei uma bomba relógio
Eu poderia explodir o mundo, se eu pudesse A rotina fria e calculista
Que planeja metodicamente o meu assassinato
A cada manhã que levanto no tic tac do despertador
Já imaginando o tanto de melancolia no cobertor
O sangue já espirrado na parede do meu quarto Em forma de um coração sem amor
O tempo tornou-se sádico
Tornou-se a minha dor
E na parede suja velha, um tom forte avermelhado
Uma tragédia com traços bem desenhados.
Aquelas olheiras ao sol Aquele mórbido olhar sem expressão Já preparando um café amargo Saindo de casa com a mesma companhia de sempre
A ansiedade manipuladora e malvada Que sussurra no meu ouvido
Querendo sempre voltar logo para a casa
Querendo voltar sempre para o mesmo lugar Para repetir e repetir Novamente e novamente
A mesma morte de todas as manhãs
No despertar sombrio Na mesma rotina que levo
Perto de uma cova rasa. Com a sensação que um dia tudo poderia mudar
Mas que nunca muda Mas que nunca acaba.
Matando a mim mesmo Meus vícios se viciaram em mim Minhas emoções quebraram o gelo, o transformando em paixões. Paixões que me queimam de dentro pra fora Agora eu sou o meu próprio despertador E eu me tornei uma bomba relógio
Eu poderia explodir o mundo, se eu pudesse A rotina fria e calculista
Que planeja metodicamente o meu assassinato
A cada manhã que levanto no tic tac do despertador
Já imaginando o tanto de melancolia no cobertor
O sangue já espirrado na parede do meu quarto Em forma de um coração sem amor
O tempo tornou-se sádico
Tornou-se a minha dor
E na parede suja velha, um tom forte avermelhado
Uma tragédia com traços bem desenhados.
Aquelas olheiras ao sol Aquele mórbido olhar sem expressão Já preparando um café amargo Saindo de casa com a mesma companhia de sempre
A ansiedade manipuladora e malvada Que sussurra no meu ouvido
Querendo sempre voltar logo para a casa
Querendo voltar sempre para o mesmo lugar Para repetir e repetir Novamente e novamente
A mesma morte de todas as manhãs
No despertar sombrio Na mesma rotina que levo
Perto de uma cova rasa. Com a sensação que um dia tudo poderia mudar
Mas que nunca muda Mas que nunca acaba.
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Vinho
11 de novembro de 2013
-Carrera-
Eu não sei exatamente como tudo começa.
Talvez seja apenas a súbita necessidade de sentir alguma emoção
Aliás nada sei ao certo.
Mas é como se não houvesse um fim.
Como a cor de um fantasma que segue uma estrada reta
Procurando uma vida.
Uma vida para seguir
Mas tudo não passa de um deserto
Uma miragem reta e transparente
Transparecendo a mente em formas de linhas retas, que alinha a paranoia.
Paranoias que ficam tão claras, tão brancas.
A euforia de uma pista que nos leva ao desconhecido.
O destemido sanguinário de uma guerra, contra ele mesmo.
A solidão, de posto em posto, a bebida e o sombrio
A sensação de realidade parece que vai se alinhar pra sempre.
Mas são apenas linhas distorcendo tudo
Desalinhando as linhas do meu raciocínio
Me tirando da linha.
Talvez seja apenas a súbita necessidade de sentir alguma emoção
Aliás nada sei ao certo.
Mas é como se não houvesse um fim.
Como a cor de um fantasma que segue uma estrada reta
Procurando uma vida.
Uma vida para seguir
Mas tudo não passa de um deserto
Uma miragem reta e transparente
Transparecendo a mente em formas de linhas retas, que alinha a paranoia.
Paranoias que ficam tão claras, tão brancas.
A euforia de uma pista que nos leva ao desconhecido.
O destemido sanguinário de uma guerra, contra ele mesmo.
A solidão, de posto em posto, a bebida e o sombrio
A sensação de realidade parece que vai se alinhar pra sempre.
Mas são apenas linhas distorcendo tudo
Desalinhando as linhas do meu raciocínio
Me tirando da linha.
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