8 de junho de 2017

LUA NEGRA

"A DEUSA"


Encontrei-te no universo da minha imaginação que se materializa a cada dia em milhões de universos. Eu estava vagando em minha mente, ouvindo as vozes da vasta imensidão, quando de repente, você estava ali, me olhando, me observando. E seus olhos tinham a cor de Netuno, azul, mas quando eu me aproximava do seu olhar encarando a sua profundidade, você me absorvia uma radiação passional, seduzindo-me entre constelações desconhecidas. Rubrando minha libido, transformando-as em fogo, me fazendo te desejar como um urubu deseja a putrificação. E eu fiquei selvagem, e fui devorando você viva, matando todos seus anseios e me alimentando de suas fantasias mais secretas. Mas você era como um apogeu, estava distante de mim, às vezes o foco ficava embaçado e vazio, eu precisava mesmo era estar com você a todo instante.  Tornei-me o vento e as nuvens e te cobri com meus abraços coléricos, e fiz chover fogo dentro de você, e você queimou as águas que estavam frias em meu coração, dando a elas, uma maré forte e intensa, fazendo com que as águas de minhas emoções se tornassem em um sentimento único, intenso e perigoso, o amor.  

De repente nos tornamos em dois corpos celestes, fazendo que nossos corpos e pensamentos formassem uma translação através de nossos sentimentos e desejos. Tudo foi ficando selvagem, e ao mesmo tempo doce, conforme nossos beijos suaves moldados por uma necessidade de transcender o nosso amor para algo maior. E assim foi crescendo, como uma besta escapando de suas algemas infernais. O inconsciente finalmente se manifestou em nossa realidade, onde estavam todos nossos desejos mais secretos, cujos mesmos nem nós mesmos havíamos ainda os decifrados.  E eu desconfiava que metaforicamente você fosse como a lua negra, que aos poucos ia rasgando meus segredos e os expondo no oculto de seus desejos, transformando no que tínhamos num fascínio um pelo outro.

E finalmente, não havia mais volta, desde o primeiro olhar, a paixão se ascendeu em nosso universo. E metafisicamente foi se transformando numa intimidade perigosa e ousada, que quanto mais nos arriscávamos, mais nos entregávamos ao que sentíamos, fomos além, nos entregamos não só de corpo, mas de alma e espirito. E finalmente descobri que éramos como um reflexo um do outro, como Lilith se espelha na luz clara da lua, e em cada fase da lua, havia um impacto emocional dentro de nós, pois de repente nossos sentimentos eram como marés, e em cada mudança, nossos corações se transformavam às vezes em tempestades e às vezes em fogo, e finalmente, numa calmaria bela; aonde a beleza da noite reina em nossa existência sugerindo o equilíbrio de nossa paixão.

E como num cristal, a profundidade de nossos sentimentos aumentou intensamente, como o aço de uma espada que atravessa o corpo de um inimigo, cuja representação se materializava cada vez mais a cada ato visceral carnal, e este é o retrato de nossos corpos se entrelaçando, cuja pintura é o sexo mais pervertido e doce ao mesmo tempo.  E finalmente, eu percebi que você era a minha lua negra que me fez colocar todos meus desejos viscerais para fora, arranquei a escuridão de dentro de mim e a transformei no que temos hoje. Temos o amor, e um ao outro. E finalmente eu posso dizer: “Eu te amo” sem medo de me sentir vulnerável, mesmo quando a lua entre em queda cósmica em transição com minhas emoções, eu vou amá-la a cada progressão e direção que o universo nos levar, pois você agora é a minha deusa, você me possuiu, você se tornou a personificação perfeita da possessividade que me fez tornar uma parte única dentro de você, sendo o motivo de sua sanidade e insanidade. Pois agora vou tentar fazer tudo certo, para que possamos juntos; transcender numa dimensão superior, e seja em qual lugar nossas almas irem, vamos estar juntos de uma forma ou de outra. 

Eu te amo.

21 de maio de 2017

O ALIADO

Uma noite em que se dorme, 
é uma madrugada perdida, 
mesmo que o mundo todo caia 
em uma realidade perdida, 
as sinapses sempre devem estar sacudidas, 
criando visões fantásticas 
enquanto dilatam-se as pupilas,
pois somente assim
mentes serão expandidas.

E aqui estou eu, em minha tormenta, na síndrome dos reféns mentais e emocionais. O meu coração acelera conforme os milésimos do tempo, não sobrando espaço para respirar fundo, sugerindo taquicardia em junção com fantasias moldadas por um ser que vive em mim, um outro eu, que não sei como controlá-lo. Mas sei que ele está aqui agora, este ego definitivo que minha subconsciência criou e o escondeu em meu inconsciente nada coletivo. Talvez seja ele agora digitando agora, talvez eu acorde e não lembre mais uma vez o que estou escrevendo agora.

Mas uma coisa não pode ser confundida, pois eu sei que ele existe, e ele sabe que eu sei que ele existe. Não é nenhum demônio interior, pois estes mesmos eu crio e domestico-os. Mas este, talvez seja pior do que qualquer entidade, demônio ou qualquer outra loucura sobrenatural que inventam por ai, talvez seja uma coisa bem pior que eu criei, talvez seja eu mesmo.

Uma identidade paralela que assume minhas funções motoras quando a ansiedade se manifesta em meu coração, querendo pará-lo. Talvez ele me proteja de minhas síndromes que conspiram a minha morte súbita a todo instante. Eu não sei se o abraço ou tento afastá-lo. Mas de algo eu sei, qualquer pessoa que tentar me machucar, esta se perderá em meus labirintos criativos, onde eu posso abrir e fechar os caminhos, mudando as entradas e as saídas, de uma prisão criada por mim mesmo, fazendo estas pessoas nunca mais saírem de sua audácia narcisista quando ousaram em desafiar a minha existência.

É! Agora realmente tenho quase certeza que as ultimas linhas não fui eu quem escrevi. Eu não diria isso, pelo menos não assumiria o poder que posso ter. Não para ninguém ler. Talvez a consciência que se dualizou na minha mente, esteja querendo mostrar para os outros, que eu não sou um fraco, como eu penso que eu sou, por mais que às vezes que a melancolia me seduza e me paralise como uma parasita em uma cama cheia de vermes homicidas.

Só sei que agora eu sinto a dualidade, algo que dentro de mim, deve se libertar para todos conhecerem. Mesmo com receio, sei que isso não se pode controlar por muito tempo. Em algum momento do tempo, mesmo que ele esteja distorcido, a verdade irá aparecer, e quando isso ocorrer, eu sei que os luminares de minha existência vão se alinhar às estrelas fixas e aos lotes árabes que representam figuras de deuses que não se devem brincar. E finalmente as ilusões de grandeza deixarão de ser ilusões, a desilusão será servida pela realidade para eu comê-la viva.

E talvez finalmente, a minha alma vai se fundir com o meu corpo de forma plena, sem nenhum tipo de separação e encruzilhada. Finalmente vamos seguir os mesmos caminhos. Entre a vida a morte, entre o mundo espiritual e o mundo material. Eu quero encontrar o equilíbrio e quero voar nas constelações nem ainda conhecidas. Eu quero estar perto de Deus, eu quero me libertar destes monstros interiores que me enfraquecem a cada dia; desta melancolia e depressão. Eu quero ascender como uma tocha que bilha na escuridão, como a lua negra que seduz a lua que brilha, colidindo emoções e prazeres onde eu vou controlar cada impulso do meu ser. Eu vou conduzir cada passo da min há vida em direção a uma jornada cósmica, que vai se alinhar constantemente a realidades alternativas, onde a mente o coração vão estar em perfeita harmonia, criando poemas, canções e melodias.

Uma noite em que se dorme, 
é uma madrugada perdida, 
mesmo que o mundo todo caia 
em uma realidade perdida, 
as sinapses sempre devem estar sacudidas, 
criando visões fantásticas 
enquanto dilatam-se as pupilas,
pois somente assim
mentes serão expandidas.

E eu vou permanecer acordado, até descobrir como pregar peças no diabo.
É! eu não sou eu mesmo ultimamente.
Há uma consciência alternativa se expressando aqui
Mas seja bem vindo, seja lá o que você for.
Seja finalmente o meu aliado.
Seja eu mesmo.



2 de maio de 2017

DISSOLVER E COAGULAR

Contemplem
Você não pode resistir
É inevitável
Venha! Deixa-me camuflar em sua vida
Como um selvagem e metódico camaleão
Venha! Deixa-me analisar a sua postura física
Como um ninfomaníaco viciado em sedução
É afiada e doce a minha venenosa língua
Você é quem eu desejo
Você foi a escolhida
Eu vou ser a sua obsessão
Você vai ser só minha.

Agora me deixa te hipnotizar
Sente aqui e repita seus pecados comigo
Até o tempo parar
O toque da colher ensanguentada na xícara
Vai ser o seu despertar
Agora vou conduzir você
Vou levar você ao mais alto patamar
Seu ego pertencerá a mim
E ficarei aos pés dele ele até inflar.

Fique a vontade
É um pré-operatório psicológico
Feche os olhos novamente
Que em breve dentro de você eu irei estar
Cada entranha e parte do seu corpo
Eu irei possuir e dominar.

Agora vamos dissolver e coagular
Nossas mentes irão se transmutar
Mas eu ficarei no controle
Enquanto você irá ficar submersa
Você vai ouvir e tocar
Mas a sua consciência será limitada
O seu corpo será a minha carruagem
Iremos para sempre nos conectar
E eu?
Bem, eu serei você.

Vamos dissolver e coagular
Contemplem
Vamos unir em um corpo só
A dualidade
O bem o e mal
O feminino e o masculino
Vamos dissolver e coagular
A carne a alma
A vida e a morte
A ira e a calma
Contemplem

“Você será um reflexo da minha mortalidade, eu vou renascer em você, respirar você e morrer dentro de você, eu vou permanecer dentro de você até mesmo quando o sol morrer. Mas vamos nos tornar seres divinos, e eu serei um deus preso em um casulo, e este casulo é nada menos do que você mesma. Vamos permanecer juntos pela toda a eternidade, viajando no tempo de plano em plano, até alcançar o paraíso e voar com os mais belos anjos caídos”.

28 de abril de 2017

A escuridão que trago comigo

Eu sempre fui uma pessoa sentimentalmente reservada, pelos menos nos últimos anos. Aliás, foi um dos motivos por ter criado esta página, para manter meus sentimentos todos criptografados em palavras complexas. Mas há sempre alguém de olho, e normalmente os olhos são bem expressivos e grandes que se destacam com os lábios que ludibriam como uma bela serpente.

Eu só consigo brilhar e irradiar a luz do meu ser, quando estou na escuridão.

Quando eu venho para a luz, e tento mostrar o meu brilho para todos, a ansiedade aparece, vícios tomam conta e os delírios são servidos a mesa, eventualmente eu machuco e assusto os demais. E vejo todo mundo se afastarem de mim, como eu sempre vi desde que me conheço por gente. Todos partem embora.

A admiração que ganho com tanto esforço dos demais, desaparece em segundos, devido a pequenos erros que são pintadas em contrastes precisamente desenhados pelo mais belo artista narcisista, eu!
  
Não pensem que este texto é um eufemismo para vitimização, vejam bem, não há nenhuma vitima aqui, eu sou o culpado e também o executor de mim mesmo, quando vejo o que pintam de mim mesmo, me sinto como Dorian Gray num romance de Oscar Wilde, tão belo por fora, mas monstruoso por dentro, apodrecendo aos poucos.

Pois desde a infância, eu sempre fui jogado numa zona obscura, onde todos me culpavam por algo que eu nunca era ou por algo que eu nunca tinha feito, e às vezes julgavam tanto por eu ser uma determinada coisa, que finalmente acabei me tornando o que tanto diziam.

Tornei-me cada pedaço de cada palavra mal dita, foram me moldando segundo pensamentos distorcidos moldados por fanatismo e preconceito, e complexamente quanto mais me moldavam, mais eles destruíam o que eu era de verdade. O meu verdadeiro retrato se perdeu no tempo, envelheceu e amargurou-se, mesmo eu sendo jovem.

Pintaram-me tão mal, que hoje eu sou um retrato escondido, onde eu o oculto de todo mundo e às vezes de mim mesmo, para ninguém ver. Pois apesar dos apesares, eu não quero machucar ninguém, como me machucaram com palavras tão mal pintadas.

Eu quero me manter aqui, nas sombras, nos bastidores construídos pelas minhas imaginações abstratas, estou seguro aqui neste espiral infinito onde me jogo e me contorço em cores complexas para ninguém perceber o verdadeiro contraste que tenho.

Pois a cor que possuo hoje é obscura
Eu posso confundir a sua percepção com tanta vaidade e sedução
Eu misturo as palavras criando fins que justificam meios 
Criando minhas poesias que podem iludir o seu coração
Fiquem longe, não se aproximem
Eu não quero ser o motivo de sua decadência e destruição.

E assim eu sigo, carregando a escuridão que trago comigo. E para não deixar os universos em desequilíbrio, eu não a misturo com a luz, por mais que meu coração escuro ame os anjos de luz, sei que esta não é a minha vocação. Pois eu sei que não vim a este plano para caminhar pela claridade, eu vim para observar, para estudar e perceber que os heróis são tão perturbados como os vilões.

A única coisa boa em toda essa história, é que daqui de dentro do meu submundo, por mais que eu esteja aparentemente em um nível inferior daqueles que caminham sob a luz do sol, daqui do escuro eu enxergo com melhor visão, pois o excesso de luz cegam as pessoas com suas palavras mal ditas, embaçando a sua percepção, e eventualmente mesmo estando abaixo, eu estou acima, na vanguarda, sempre um passo a frente.

E assim eu sigo, carregando a escuridão que trago comigo.

23 de abril de 2017

A MORTE QUE ME VISITA AOS DOMINGOS

Em labirintos de uma existência finita
Há deus e o diabo se equilibrado em uma linha
Enquanto nós somos a linha tênue
De dois genocidas
Caminhando perdidos
Buscando o sentido da vida
Enquanto somos peças
De uma peça doentia.
Anjos riem
A natureza nos equilibra
Tempestades que nos devastam por dentro
Sol que nos queimam a carne viva
A vida é um deserto de vida extinta
Não há água
Não há comida
Só há a mente homicida flertando
Com corações suicidas.
E eu peço para seguirem comigo
Nesta jornada só de ida
Há muitas coisas belas que quero lhes mostrar
Palhaços que choram lágrimas de cocaína
Tubarões que nadam em areias movediças
Uma roda gigante onde todos caem lá de cima.
Lá vamos podemos ver os horizontes
E perceberemos que tudo é apenas cinza
A realidade rompeu o seu amor com a ilusão
E seduziu como a sua amante a mentira.
Bocas costuradas
Palavras penduradas no céu da despedida
Emoções de afeto dilaceradas
A verdade não é mais dita
Nem se ouve
Nem é mais escrita.
Há apenas insetos e larvas
Dançando em nossos corpos
Saboreando as nossas carcaças
Enquanto os mortos
Se despedem de suas almas.
Há dias que a morte me visita 
Sempre aos domingos
Mas não me leva embora
Apenas fica como companhia, 
Aqui bem dentro de mim, no peito 
Enquanto eu a sirvo um café que nunca esfria 
Que só me queima
Me deixando morto por dentro
Enquanto isso a morte conversa comigo sobre a sua vida
E eu a aconselho como se eu fosse o seu psicanalista.


14 de abril de 2017

ANORMAL

Andando pelas ruas cinzas
Procurando bares
Aonde tenha más companhias
Vou vagando sem saber aonde ir
Prostitutas me param oferecendo prazer
Enquanto o sangue de uma ainda está cheirando a seco no ar
Uma que foi degolada uma noite anterior
Noticias suspeitas que se falam na rua
Não sei se é verdade ou mentira
Um caso que foi ignorado
E o medo anda com uma foice assombrando os becos escuros
Mas ao mesmo tempo sinto que isso me excita
E que acorda meu demônio interior
Ah esse demônio que me colocou nos braços de uma delas
Tão bela e tão profundo o seu olhar vazio
Me sugou a alma
Fomos na suspeita rua em que uma delas antes fora assassinada
E fizemos sexo a sangue frio
Porém quente como o inferno
Enquanto eu a penetrava
Encostamos nossos corpos
Em uma parede rubramente pintada
E sentimos o cheiro ainda da pele grudada
O sangue seco ainda no chão
Pedaços ainda ali jogados numa vala
Sobre nosso corpos em profundo êxtase e tesão
Quando percebemos
Era tarde demais
O orgasmo prendeu nossos corpos com algemas
E gozamos ali mesmo
Mas não podíamos negar
Nós sabíamos
Nós tínhamos acabado de fazer amor com a morte
Notei que ela se excitou mais do que o normal
Percebi o quão maravilhosa é a mente humana
São todas doentes e conectadas a tudo que é genial
Eu me despedi dela e segui o meu rumo sem direção
E percebi o quão sou anormal
Mas pela primeira vez eu dei um momento de felicidade
Ao meu coração

2 de abril de 2017

O MESTRE



E o amor canta dentro do coração
Como uma trombeta tocada por um anjo
Cada canção parece um trovão
Beijos são como raios
E abraços são como um furacão
Olhares são desviados
O tempo às vezes não cura
Ele destrói
Os olhos são arrancados
E o tempo flerta com a destruição
E o amor cega
Trazendo a doçura de uma escuridão
Pensamentos são decapitados
As horas seduzem a desilusão
Nada parece real
Beijos são costurados
Palavras com tom surreal
Contrastes pintados de solidão
A melancolia inspira assassinatos
Pensamentos já não são mais pensamentos
Tudo se tornou obsessão
A tristeza planeja atos premeditados
O amor se torna em complexos sentimentos
Algo sem nome
Algo sem um pingo de coração
O amor se torna algo frio
Em beijos calculados
E a euforia transparece
E aparece a paixão
O poder seduz cada desejo de controle
E agora você só precisa dominar o mundo
Você é deus, e ao mesmo tempo é o diabo
Então você conquista o seu universo pessoal
Há vários caminhos duais
Você nunca mais é o mesmo 
Quando olha para o espelho
Em cada reflexo
Você é uma pessoa diferente
E então você se liberta
E de repente
Você não sente mais medo
Você finalmente se torna o mestre
O mestre do mais puro lisonjeio 
O mestre de tudo aquilo que mais importa
De você mesmo



- Bruno Bernardes





15 de março de 2017

NADA

Nenhum texto alternativo automático disponível.

Quando se trata de mim
Nada convém
Não queira se aproximar
Nem vem
Nada soma nem advém
Eu sou tudo, eu sou nada
Minha vida é um desdém
Apesar de eu parecer alguém
Nem alguma coisa sou
Nesse mundo de vai e vem
Sou um atraso
Nada mais do que isso, nada além
Sou um fraco
Eu sou ninguém.

Esta pequena poesia
Com rimas vitimistas
Escritas com sangue
Da minha carnificina narcisista
Não tem significância nenhuma
É fim de semana
E aqui só a sufocante brisa
Que arrogância a minha
Me fazer de vítima
Enquanto muitas vezes fui um carrasco
Estou pagando o preço e a dívida.

O mundo girou
E agora eu enxerguei o lixo
E o quão insignificante eu sou
Por mais que você diga ao contrário
Independente do que você acha
Eu sempre fui uma existência abstrata
Um espiral sem linhas e sem curvas
Na multidão eu sou invisível
Um fantasma
Sou uma poesia mal inspirada
Um peso sem alma
Eu destruo tudo
Porque desejo que todos sejam como eu
Um nada. 

CARNAVAL

E foliam a libertinagem
E a ilusão se infesta na cidade
Solitário que assim como eu, 
O meu 'outro eu' fica à espreita
Aos confins da espionagem
Em busca de uma presa
Esperando alvos vulneráveis
Até que vítimas sejam incontáveis.
Há algo na lâmina
No pedaço de madeira que faz o crânio abrir
Tem haver com uma emoção
Não sei como se sentir
Só sei que sinto
É o carnaval de sangue
É belo, eu danço, transpiro
O cheiro de morte e sexo
Eu respiro.
E as máscaras alheias eu as retiro
Desgrudando a pele de seus belos rostos
Eu as moldo como um belo vestido
Criando molduras e interfaces
Conecto-as
E pela a vaidade eu as visto.
Danço no meu carnaval sem folia
Mas danço alegre sorrindo
Risadas que exaltam a minha euforia
Há corpos por toda a parte
É o bloco que passa pelas linhas do meu raciocínio
Fazendo com que a psicose beije a esquizofrenia
Todos dançam em frenesi a meio do obscuro e sombrio
Que alegria!
Mas eu estou consciente de tudo que está acontecendo
Eu simulo, sorrio e finjo
E assim é o carnaval
Cheio de mentiras e ilusões
Nada é real
Tudo é parte de um show de pessoas sem corações
É tudo teatral
É falso
Como um sorriso de um assassino em série
É banal
Sem valor algum
É irreal.
- Bruno Bernardes.

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Olá seres moldados pela mais pura insanidade. Estou abrindo um novo espaço paralelo no Site, onde eu vou deixar disponível nada mais, nada menos, de filmes insanos para vocês. Postarei um filme perturbador por semana. Sejam bem vindos ao mundo que vá além das palavras, mas que alcança à visão realmente insana, "Bem vindo ao seu pior pesadelo de todos: A realidade"

Para começar, vou disponibilizar um já bastante notório que vem causando polêmicas desde o seu lançamento. O perturbador e mexicano Atroz, um filme produzido por Ruggero Deodato, o diretor de Canibal Holocausto de 1980, que causou polêmicas no mundo inteiro e até hoje causa certos impactos em muitos. Escrito e dirigido por Lex Ortega. Ficou conhecido como o filme mais violento de todos os tempos do cinema mexicano.

Observação importante: O filme é extremamente recomendável apenas maiores de 18 anos. E nada recomendável para pessoas sensíveis ou para pessoas com problemas cardíacos.

SINOPSE: Após um acidente de carro, onde uma jovem moça foi atropelas por dois sujeitos que estavam bêbados, o comandante do caso, responsável pela cena do crime, encontra um câmera no carro dos dois indivíduos, onde na mesma tem "certos" tipos de filmagens. E o que ele encontra é a surpresa que vou deixar para vocês descobrirem por conta própria.



Formato : mp4
Qualidade: bd-rip
Vídeo : 692 x 480
Idioma : Espanhol/Latino
Áudio: 10
Legenda: No link abaixo
Tamanho : 566 mb

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