7 de fevereiro de 2017

Fraqueza

Pessoas que aparentam ser como um corajoso leão,
mas são inseguras como uma zebra
Elas mesmas acabam se tornando a sua própria refeição
Se devoram aos poucos com excesso de emoção
Vão se auto destruindo através da falta da lógica
As tornando fracas sem nenhuma razão
Quando tentam intimidar
Elas mordem suas próprias palavras
Entrando em plena contradição
Choram, fazem teatro, puro drama
Isso porque elas não conseguem lidar com a culpa
Então a mentira e a verdade se misturam em uma trama
E elas tentam confundir, ludibriar...
Mas a própria língua delas as machucam
Pois a mesma é como uma lâmina
São pessoas que aparentam ser como um corajoso leão
Mas no final da caça
Elas se tornam a sua própria refeição
Elas se devoram com suas palavras distorcidas
E acabam se auto sabotando
Caindo num mundo de destruição
Vagam na selva da mente
E do coração
Procuram amor
Mas só encontram escuridão
Procuram abrigo
Um ombro amigo
Mas só encontram a ilusão
Quando devem agir
Anula-se toda ação
Param no tempo
A coragem se esvai numa imensidão
Palavras não são ditas
Promessas em vão
As horas se tornam malditas
Os minutos em um furacão.
Pode parecer que estou as julgando como pessoas fracas, mas não, quando vejo essas pessoas, ao mesmo tempo vejo um reflexo meu do passado, onde na verdade eu estou torcendo para que elas consigam superar os seus obstáculos, assim como eu superei os meus, e assim como eu vou continuar superando.
A vida é um eterno desafio, onde a morte sempre vence, mas temos que vencer nossas fraquezas e transformá-las em experiências aos confins da sabedoria, para partirmos em paz, onde a nossa alma possa ter a chance de transcender para um plano superior.
Força!

Extremos

Sentimentos que viajaram no tempo
Onde corações se colidiram no espaço
Parecia impossível, mas acabou ocorrendo
Uma realização de um desejo fanático
Onde duas almas mergulharam uma na outra
Conhecendo tanto as águas azuis e calmas
Quanto as águas obscuras misteriosas da noite
Foram expressadas todas as emoções
Que até então pareciam ser somente abstratas
A realidade se manifestou
Personificando nossos corpos como vestuário para o seu ato
Nossas peles se tornaram uma só, grudadas.
Tatuando emoções eternas em cada partícula de nosso organismo
Células se transformaram criando algo mutante
 Que pode ser definido tanto como um anjo cheio de brilho
Quanto um demônio sombrio
Algo chamado amor
Mas aos confins do sadomasoquismo
Tapas e mordidas
Socos e lambidas
Beijos e salivas
Sufocamento e fantasia
Consequências moldadas por euforia.
O amor se colidiu com a paixão
Onde um complementa o outro
Nos dando ainda mais intensidade e vida
Mistérios, bebidas e sedução
A sensação assusta
Mas é magnífica
A minha luz finalmente se equilibrou com a minha escuridão
Criando uma aura poderosa e sombria
Onde eu tenho o poder da dominação
Mas um poder que concedo e abro mão
Por alguém que peço gentilmente: Fique aqui. Seja minha!
E pela primeira vez sinto que meu pulmão realmente respira
E que sangue bombeia de verdade no meu coração
A vida agora parece ter a cor de água cristalina.
Pode parecer uma coisa psicótica
Mas é uma psicose que todos nós temos
Uma psicose chamada amor
E por mais que ouço vozes
As únicas palavras que me importam são as suas
São as únicas que eu realmente acredito de verdade
Por mais que às vezes sejam bruscas
Eu não importo
Desde que haja sempre - no plural - todo os tipos de luxúrias.
Pois... por anos eu andei pelas artérias de um vulcão
Vagando em minhas próprias larvas internas
Queimando cada pedaço do meu lado humano
Mas eu sobrevivi a mim mesmo
E por mais que eu pareça novamente um bobo lunático
Eu posso sentir esperança
E dizer em voz alta e sedutora como a do diabo
Ou como a voz misteriosa de Deus
“Eu estou mais uma vez apaixonado!”
Agora eu sei, eu senti
Agora há reais e surreais sentimentos
E é horripilante mas ao mesmo tempo são plenos
São divinos e ao mesmo tempo são blasfêmicos
O que importa é que estou com você
Mesmo que seja na linha tênue que separa o amor e o ódio
Eu me entrego
Mesmo que seja nos extremos.

O médico e o monstro


Sentimentos e pensamentos em oposição
Por mais que eu tente ser bom
Algo dentro de mim ilumina minha escuridão
Há tanta luz em mim que às vezes elas cegam minha percepção
Então eu busco refúgio
Eu busco abrigo
Mas quando encontro
Vejo que é um lugar sombrio
Então me perco dentro de mim
Eu me torno em um oceano profundo e obscuro
E me afogo aos poucos
Dentro da minha mente e coração
Às me sinto como o médico
Onde eu sirvo, cuido e salvo vidas
Mas às vezes me sinto como o monstro
Onde eu destruo, agrido e arranco tripas
Eu sou o bisturi que corta com precisão
Eu sou a agulha que costura o coração
Eu sou a seringa que envenena aos confins da sedução
Eu vou fundo em suas veias
E sinto cada artéria
Sinto os nervos atrofiando em minha mão
Eu sou o veneno e ao mesmo tempo sou o antídoto
E assim...
...Minha personalidade oscila
Entre uma cena de paz e tranquila
E uma cena de caos e carnificina.
"Estou enfrentando mais um desafio na minha vida, que é conseguir equilibrar minha natureza humana, onde devo colocar na balança o yin e o yang e moldar o equilíbrio entre a emoção e razão, moldando o meu lado bom, e o meu lado mau, antes que eu me torne o animal mais perigoso de todos, em um ser humano apenas de carne e osso, sem alma, apenas feroz e bestial, seria perigoso e vergonhoso, eu prefiro ser um animal"

DERMATILOMANIA

Às vezes feridas não precisam cicatrizar
Os músculos e ligamentos se desprendendo
É algo que minha dor tem necessidade de provar.
Mordo meus lábios até eles rasgarem
Começo lentamente me coçando
Até a carne ficar exposta e viva
Aos poucos vou me arranhando
Até que cada pelo de minha pele se arrepia
Eu sou atraído por objetos pontiagudos
Eu preciso viver com a dor
É através dela que minha alma se purifica
Mesmo que seja por caminhos obscuros
Eu preciso superar cada ferida.
Eu me beijo, eu me toco, eu me mordo.
A minha pele macia parece me excitar
Eu sinto a intensidade do meu próprio corpo.
Então eu começo a me provar
Cada parte, cada pedaço.
Os outros chamam isso de se “auto mutilar”
Mas quando eu sinto as lâminas tocarem meus nervos
Eu me sinto euforicamente alto
Eu começo a sexualmente me fantasiar.
É como se eu tivesse drogado
Em efeito frenético
Então eu corto mais fundo
Quanto mais o sangue espirrar
Quanto mais a minha pele gritar
Mais eu sinto o amor
Mais eu sinto o verdadeiro significado do verbo “amar”.
É um tipo de amor em conjunção com a dor
Uma dor que complexamente anestesia todas as outras dores
Eu me sinto amado
Só que estou sozinho
Eu sei que isso soa como algo sádico
Mas é só minha autoestima
Dizendo-me que não estou lunático.
Mas quanto mais o tempo passa
Mais eu fico fisicamente ferido
Apesar de eu não sentir dor emocionalmente
Eu sinto amor próprio possessivo
Eu preciso me alimentar de mim mesmo
Pra chegar ao ápice libertino
E quanto mais eu me amo
Mais eu me torno auto destrutivo
Mas eu não tenho mais nada para me importar
Violentamente eu continuo
Vou até o fim
E começo aos poucos putrificar
Vejo-me no espelho
E me apaixono pelo meu olhar
Não há dor, não há mais medo.
Vejo-me literalmente por dentro
E começo a me apaixonar.
"E aos poucos adormeci, vi a minha beleza interior, e finalmente percebi, que o único amor e verdadeiro que eu já tive, foi por mim"

Alcoolismo

Mais uma noite podre e estragada
O primeiro gole é o impulso para a autodestruição
Num lugar onde não há dor
Só ilusões e pessoas abstratas
Confusão, diálogos sem nexo
Não importa aonde eu estou
Só sei que estou perdido
Dentro de um canto de algum boteco.

Álcool que me leva a um mundo onde eu imagino que as pessoas que aparecem não passam de pessoas imaginárias.
Mas sou eu a única pessoa assombrada. Eu falo comigo mesmo me condenando na ressaca. Eu não existo hoje, hoje eu sou um fantasma.

Elas falam e conversam
Mas são palavras distorcidas
Verdades namorando as mentiras
Depois se desentendem
E a moral se torna em frases doentias.

As ruas perigosas da madrugada
Onde normalmente deveríamos ter medo e cuidado com possíveis pessoas perigosas
Mas o complexo nos colocam do outro lado do universo
Pois nossos olhos arregalados de paranoias
Faz com que nós parecemos ser o perigo para aqueles que passam pelo nosso caminho
Você sente o receio
E num lapso de megalomania
Você se sente no poder
Você pode ser o perigo
Você se sente no controle
Você pode ser temido
Mas na realidade
Você só está cada vez mais perdido.

"O alcoolismo ao menos te dá a melhor das inspirações"


Unidos

Unidos por veias e artérias.
Almas que se entrelaçam pela nossa glândula pineal
Paixões teatrais e cinéfilas
Carne viva e sexo carnal
Beijos, salivas e tragédias
Amor não humano, mas bestial
Vênus em touro e suas fantasias perversas
Amor que consiste no imaginário, real e surreal
Vênus em Leão e suas imaginações maléficas
Para todo o sempre até que seja imortal




Foto arte por-> Rob Domenech

Respirem o amor.

O amor é um belo sorriso no rosto, mesmo que seja retaliado, e os olhos? Bem! Os olhos são a janela da nossa alma. E a alma transmite a espiritualidade do amor, mesmo que seja secreto, aparentemente doentio ou possessivo, debaixo de nossa carcaça conhecida mais como ego, existe um sentimento mais forte que um abalo sísmico, o amor. Respirem o amor, mesmo que seja secretamente. Mesmo que machuque, mesmo que sangre, mesmo que seja debaixo de uma máscara, proteger o que você sente é a maior das cautelas.Talvez o seu inimigo oculto seja você mesmo, onde você se auto destrói deixando sentimentos de orgulho dominar o seu ser, anulando o amor que você quer sentir. Não sentir algo ou bloquear o sentimento que sua alma necessita sentir, é a mesma coisa que se matar aos poucos. Mas amor não é apenas dor, a dor é somente algo necessário para que qualquer relação se purifique e se fortaleça, os laços apenas não se desfazem apenas se vocês apertá-los com força, e às vezes essa força que temos que usar, pode doer, mas é um sacrifício simbólico, pois o amor é somente para aqueles que sabem lidar com a dor. Ah o amor! O amor é uma cena de crime passional nas pior das hipóteses, mas também é uma daquelas cenas clichês de filmes de romance, onde você olha as estrelas com a pessoa que você ama e o tempo para, simplesmente para, é eterno, ah o amor. Apenas olhe em seus olhos e sinta-o.


28 de novembro de 2016

Império

Melodias obscuras
Olhares intimidadores
Máscaras que caem
Almas nuas e cruas
O banquete dos controladores
Peles que se descolam
Não há nada belo
Só a carne e os ossos expostos
Aqui não há mentira
Não há escuridão nos olhos
Só a verdade que é servida
E ela machuca
Ela é maligna
Trouxemos com nós os nossos alter egos
E então dança a nossa megalomania
Os olhares trocados se tornam perversos
Toca alta e intensamente a melodia
Corpos vão se atraindo
Bocas se mordendo
O excesso é serventia
Dentes vão rasgando cada fantasia
Sexo e visceralidade
Luxúrias aos moldes de Calígula
Amor e brutalidade
Cada orgasmo reflete a nossa mente narcisista
Paixão e bestialidade
Cada toque mesmo que seja suave,
Tem uma dosagem alta e doentia
A violência também nos excita
Ela acelera nossas sinapses
Liberando a dopamina
E através da mesma
Ela liberta a nossa Ira
Um pecado, ao orgasmo ele nos guia
E cada nervo atrofia
O nosso corpo, por prazer e dor, ele grita
E o jantar está finalmente posto a mesa
E as nossas carcaças pútridas, são as principais iguarias
E belamente nossas almas flutuam
Fazendo amor em outras dimensões divinas
Cada corpo que eu tocava
Cada alma que eu satisfazia
Era somente para alimentar o meu ego
O poder e o controle eu conduzia
Minha vida era um decadente império.
Por: Bruno Bernardes

8 de novembro de 2016

SADE

Aquele dia, tarde, noite e madrugada em que te encontrei
Em todas as horas que com você o tempo passei
Onde a nossa violência foi imposta
Só que ao invés de ódio
A agressividade foi erótica
O teu pescoço; forte eu apertei
Vi seus olhos implorando por mais força
Então por baixo de sua saia com meu punho
Eu te surrei
Você parecia morta viva ao revirar os olhos
Gemia de prazer
Prestes a gozar eu diminuía a pressão
Anulando o seu orgasmo
Lhe dando mais insanidade e tesão
Beijos selados com mordida
Um pacto com a sedução
E exatamente na hora mais sombria
Aos confins tortuosos ocorreu a penetração
Movimentos ao ritmo da fantasia
Um ato romântico e delicado
Mas ao mesmo tempo aos moldes da brutalidade
Um pacto com o diabo
Luxúria, algemas e bestialidade
Juntos, presos em nosso mundo pervertido
Chicotes, cera de vela, fogo e aromaticidade
Onde o sexo e o amor são as únicas coisas que fazem sentido
Nossos corpos em perfeita sincronicidade
Penetrados em um ato intenso e gentil
Átomos que se ligam em uma perfeita estabilidade
Fazendo nossos corpos ganharem uma carga elétrica impetuosa
Onde os mesmos ganham o poder da animalidade
Nos tornando escravos do prazer em junção com a dor
Onde as linhas que separam as coisas se desenrolam
formando uma tenuidade entre a loucura e o amor
E antes que nossos corpos entram em colapso
Vem o tremor
Uma sensação mais intensa do que um orgasmo
É algo que ainda não se define, apenas definha
Onde eu jorro dentro de você
Com força, brutalidade e amor
E depois eu chupo sua vagina
Onde eu sinto tanto o meu quanto o seu sabor.

Por: Bruno Bernardes






6 de novembro de 2016

O tempo está sem tempo.


Será que realmente temos tempo?
Se temos
Será que não estamos sendo engolidos pelo nosso desatento?
Eu ainda me pergunto às vezes se aonde eu estou é realmente a minha realidade.
Eu ainda me lembro
De breves momentos
Mas, parece que foi em outra vida
As pessoas que eu conheci
Elas se tornaram estranhas
As pessoas que eu amei
Eu as arranquei de minhas entranhas.
Vocês são apaixonados por aquela pessoa que se foi?
Ou são apaixonados pelo tempo que vocês viveram com elas?
O tempo acabou
Mas o amor nunca acaba, ele apenas se transforma em uma necessidade de se esquecer de tudo caoticamente
Eventualmente ele se transforma em saudade
E o meu amor ainda estremece a minha mente.
Eu tento esquecer do tempo
Mas eu não percebo que ao mesmo tempo
Eu acabo sendo engolido por ele
Não há como fugir do futuro e nem do passado
Só preciso estar atento.
A realidade que vivo parece irreal
Eu tento controlar o tempo
Mas eu me perco nele
Caindo no surreal
Minha mente me prega peças
Em um jogo psicológico mortal
E quando eu estou chegando perto da vitória
A ilusão vem e me mostra a realidade
Netuno me sabota
A lua exalta a saudade
E o sangue do meu coração transborda
E mercúrio me joga na insanidade.
Eu tento esquecer do tempo
Mas eu não percebo que ao mesmo tempo
Eu acabo sendo engolido por ele
Não há como fugir do futuro e nem do passado
Só preciso estar atento.
O passado que vivo parece ser a expectativa de um futuro
Mas eu sei que no fundo
É uma ilusão imposta pelo meu ego obscuro
A realidade rasga a minha pele aos confins de Saturno
Então eu caio no escapismo
Eu fujo
Eu corro para Netuno
Mas vem a oposição em forma de carma
Me puxando para Plutão
Onde eu enfrento meus demônios
E me apaixono pela minha escuridão.
Aqui eu não me iludo
Mesmo estando distante do Sol
Eu consigo sentir a sua luz
Aqui consigo enxergar no escuro.
Será que em uma outra realidade paralela
Estamos juntos?
Será que estamos fazendo amor nesse exato momento
Em outra dimensão?
Será que estamos conectados em outro plano
E estamos aqui pagando o preço em forma de solidão?
Será que realmente temos tempo?
Talvez o próprio tempo esteja com pressa,
e dele mesmo. ele ande fugindo
Talvez aos poucos ele esteja nos partindo
Nos rasgando ao meio
Nos inclinando ao modo de sobrevivência
Onde devemos torturar o nosso próprio medo.
Eu tento esquecer do tempo
Mas eu não percebo que ao mesmo tempo
Eu acabo sendo engolido por ele
Não há como fugir do futuro e nem do passado
Só preciso estar atento.
Nem o tempo está com tempo
Devemos nos apressar!
Seja nesse plano ou em outro
Ainda vamos nos reencontrar.
Por: Bruno Bernardes