19 de junho de 2011

O Estranho

Quando eu perco o sono de madrugada, começo a me lembrar das coisas que já vivemos, até eu pegar no sono. Torço para sonhar com você.
Agora eu vejo que já é tarde demais. Sério, eu já quis me livrar de você muitas vezes, você sabe me machucar e eu já pensei em te deixar dormindo eternamente debaixo da terra, dentro de um caixão. Mas, eu percebi que você é o único que consegue me machucar e também é o único que sabe curar as minhas feridas.
Me pergunto também, se você era para aparecer na minha vida mesmo.
O que aconteceria, se eu tivesse me recusado a te beijar na noite do nosso primeiro beijo?
Será que você apareceria novamente na minha vida? Será que se nós não tivéssemos nos conhecido através dos nossos amigos, nós teríamos nos conhecido, em outra época?
Pode parecer papo de louca, mas são nessas coisas que eu penso
Você para mim era só um estranho. E que eu tinha a louca mania de aceitar os beijos e os prazeres que você me oferecia.
Aquelas tardes que você vinha e ficava. E depois simplesmente sumia. Tudo em você era e é estranho.
Estive pensando, que gosto de tudo em você. Esse seu jeito explosivo , as vezes fofo, irritante e bipolar. Seu rosto, sua pele, seu amor. Seu carinho, seu sexo, sua raiva. Tudo em você já faz parte de mim…
Sinto muito, mas você já me completa…
Meu amor por você, é interpretado da seguinte maneira:
 
“Envenenaria a sua bebida e iria te ver morrer, pois eu sinto muita raiva de você.Mas logo em seguida, tomaria um frasco inteiro do mesmo veneno, só para ir viver com você em outro mundo, pois eu sinto tanto amor que aceitarei tudo para te ter do meu lado…“
Você é assim para mim, é o único que me faz sentir as coisas mais estranhas que existe nesse mundo. Para mim, você é o meu ar. Jamais conseguiria viver sem ter você.
Você me faz sentir viva.

10 de junho de 2011

Ressaca

Sinto cheiro de vinho nos meus lençóis, poucas recordações. Noites alucinantes que eu venho tendo nas ultimas semanas. Lembro das luzes que passavam sobre meus olhos, quando eu estava dormindo no banco do carro em movimento, aquelas luzes dos postes, que iluminava meu momento ébrio. É uma lembrança surreal, alguém segurava as minhas mãos, mas não havia ninguém ali mais. Eu ouvia vozes me dizendo palavras sobre amor, mas ninguém falava ali mais. Se eu lembrasse por todos eu lugares que eu passei, com todas as pessoas que eu conversei, abraçei e beijei, se eu lembrasse, eu não iria sentir essa sensação de tranquilidade, essa doce ressaca, que me faz querer fazer amor com qualquer pessoa que me ame por algumas horas, que seja paixão, sexo ou até mesmo absolutamente nada, prazer por prazer. Eu lembro das fumaças coloridas e dos rostos embaçados, dos sorrisos desenhados em minha direção, não muito bem alinhados, mas estavam ali, de alguma forma tentando aquecer meu coração. Eu, quando bebo sou mais ou menos assim: “Eu sou um pulsar. Sou um corpo celeste, incandescente em franca colisão com algum planeta desconhecido de uma galáxia distante. Uma tragédia iminente” Nasci assim, vivo a minha vida nos exageros. Preciso tocar, provar, cheirar, engolir, ouvir, enxergar e transcender, ir alêm dos limites. Eu preciso estar acima de mim mesmo, mesmo sabendo que hoje é apenas um domingo solitário de ressaca.

7 de junho de 2011

Perto do coração selvagem



Eu sou um pulsar.  Sou um quasi stelaris objectus. Sou um cometa.  Sou um corpo celeste, incandescente em franca colisão com algum planeta desconhecido de uma galáxia distante. Uma tragédia iminente.
Eu sou uma grande bola de fogo, eu sou um torpedo, uma bola de canhão, uma ogiva nuclear em ponto de fissão sou matéria em combustão e preciso queimar, queimar, queimar, até a última molécula de minha existência.
Eu pensei que com o tempo esse fogo fosse diminuir, com o passar dos anos  minha luz fosse enfraquecer, minha velocidade fosse se fixar, minha sanha cessar.
Mas não. Eu ainda latejo à deriva no espaço, pronta para engolir um universo qualquer.
Eu preciso de fruição. Preciso respirar toda espécie de arte, preciso estimular todos os meus sentidos, de preferência, ao mesmo tempo. Preciso de sinestesia, melodia, anestesia, alegria.
Preciso tocar, provar, cheirar, engolir, ouvir, enxergar e transcender.
Preciso de plantas, de música, de certas substâncias que tenham o poder de alterar minha consciência: seu beijo, seu cheiro, preciso de bichos,  preciso de troca: de idéias, de carinhos, de palavras,de fluidos, de insultos, de elogios, de identidade.
Preciso alterar a ordem das coisas, preciso quebrar regras, preciso correr, preciso me consumir, preciso contemplar o caos e me deixar ser tragada por ele.
Preciso de corpos, preciso de suor, preciso beber, preciso me alimentar do mundo.
Preciso aprender, preciso absorver, preciso reter, preciso segurar, viver.
Para depois ceder.
Expelir, emanar, desprender, desmanchar.
E então, deixar de brilhar.

6 de junho de 2011

Apenas um dia bonito

Hoje é um dia lindo, não sei a data de hoje, estou bêbado. Está ventando forte, e o vento está fazendo ruídos que agradam meus ouvidos suavemente. E passou mais alguns meses, eu ainda estou liberando os pensamentos obscuros da minha mente. Não gosto de me lembrar das noites passadas, nem dos dias de rancor, nem das madrugadas drogadas de amor. Tenho saudades de mim apenas, dos tempos que eu sentia raiva, ódio, ciúmes, sinto falta dos meus pensamentos neuróticos, sinto falta de mim, pois nos dias de hoje sinto que eu fui abandonado por mim mesmo. Desde criança eu gosto de examinar as coisas de perto. O mundo está cheio de desafios, mistérios e quebra-cabeças. Cada vez que eu resolvia um, obtinha um prêmio. Aprendi que observar tudo cuidadosamente, o porquê, o quê e como inevitavelmente me levaria á compreensão e até mesmo ao controle. Mas eu nunca pude imaginar que um dia a minha vida se tornaria o pior desafio de todos. Acredito na lealdade, fidelidade. Entendo o conceito. Mas eu vivo num mundo diferente, a maioria dos meus relacionamentos fracassaram. A maioria das pessoas vão embora, só que se eu fizesse isso para alguém, eu os mataria. Mas o que a maioria das pessoas não sabem, é que eu fazendo isto ou aquilo, sendo eu mesmo, é examente isso que me faz voltar, e quem pode decidir o que está certo ou errado? O que importa mesmo, é que hoje lá fora, está um dia bonito.

5 de junho de 2011

Fetiches


Sou de acordo que qualquer forma de amor vale a pena. Mas é irresistível a sensação de saciedade e prazer tanto para o corpo quanto para os olhos, estar com mulheres, lindas, selvagens, carentes, calientes, fogosas, pervas, deliciosas, anjinhos, docinhas, molhadas e tudo o mais, ao mesmo tempo na mesma cama ou no mesmo espaço fisico; se amando e fazendo sexo sem parar um só segundo.
Adoro o ato em que o único objetivo é atingir satisfação sexual, manipular e/ou observar objetos, não animados, intimamente associados ao corpo (por ex.roupa interior) fantasias ou peças de vestuário feitas de borracha, cabedal ou seda, para mencionar apenas os mais comuns. Atividades sexuais como; (masturbação enquanto beija, esfrega, e cheira o corpo) Sou caracterizado por impulsos sexuais e fantasias sexualmente excitantes dirigidas exclusivamente a partes do corpo humano como: pés, mãos, nádegas, veias, pomos-de-adão ou peito, excluindo todas as outras. Gosto de olhar todas as reações da minha ação sexual, adoro causar efeitos, intensos, leves ou profundos, aqueles momentos em que você fica sem ar, mas automaticamente você não consegue parar.
Gosto de lugares inusitados, terrenos baldios, igrejas, banheiros públicos, escolas, estoque de lojas, adoro sentir o ato do sexo como se fosse um pecado mortal, morreria fazendo sexo, morreria por amor, morreria tendo um orgasmo, quem dera eu ter vivido em Sodoma e Gomorra. Adoro sons em minha volta, gosto do silêncio as vezes, e ouvir apenas os gemidos e a respiração ofegante, mas também gosto de colocar musicas barulhentas, ruídos, gritos, tortura, e mover meu corpo ao ritmo do som do ambiente. Sexo é arte, musica, é uma dança de duas almas, controladas pelos hormônios, pela loucura das fantasias que guardamos em nossas mentes.
Eu amo.

23 de maio de 2011

As pessoas amam outras pessoas, como um cachorro ama o dono, mas o dono ama o cachorro por isso. As pessoas que não sabem perdoar, são fúteis, sem o perdão somos selvagens. Mas uma boa guerra, nunca é limpa, tem seres humanos que acham o amor simplesmente simples e que o coração é feito um diagrama. Mas não! vocês já viram um coração humano? É como uma mão fechada cheio de sangue. As pessoas ficam checando os fatos, enquanto eu sujo as mãos. Mas nem todo mundo quer ser feliz, os depressivos não, querem ser felizes para confirmar que são depressivos, se forem felizes não são deprimidos, e por isso teriam que viver a vida, e isso poderia ser deprimente.

19 de maio de 2011

Sobre a Verdade



Quando parece que é mentira, é porque é verdade. Os filmes, os livros e as músicas, são frutos da imaginação humana, retratos da realidade criadas dentro da nossa cabeça, simulações as vezes utópicas da vida ‘como deveria ser’. Pensando assim, a gente se acostuma a achar que, para sermos felizes, temos que aceitar essas mentiras e fazê-las verdades genuínas. Os mais sabidos, inclusive, dão-se por satisfeitos ao resignarem-se com a idéia de que a ignorância é pré-requisito pra felicidade e que, como ‘seres superiores’ que são, não se vêem passíveis de serem acometidos por esse sentimento, mesmo sabendo que ele está por ai, em todo lugar.
Está nos filmes, nos livros e nas músicas, mas não está dentro de nós. A gente lê e relê mil vezes, assiste, grava e revê, ouve a música em volumes ensurdecedores na vã tentativa de capturar esse sentimento, nem que seja so por alguns segundos, nem que seja só um pouco. E quando parecemos estar sentindo, nosso mecanismo de auto-desesa, programa-se para fazer com que a gente ache tudo aquilo não passa de um placebo, uma doença da alma, uma doença sem cura.
Aí, há uns 3, quase 4 meses atrás, eu que sempre fui sabido, cético e conformado com a finitude do amor, com os limites do que se sente ávido defensor do individualismo, vi tudo mudar perante os meus olhos, e não estava na TV, no papel e nem no meu aparelho de som. E, definitivamente, não é de mentira. Tão verdade é que hoje eu vejo tudo diferente, pois não tenho mais cortinas na frente dos olhos.
Hoje eu vejo, que os filmes, os livros e as músicas não estão ai por acaso. Eles são manifestações concretas de momentos em que o homem conectou-se com o divíno, que paira no ar, mais é invisível aos olhos. São fragmentos de pequenos milagres operados por mãos trêmulas, imperfeitas, e pecadoras. São imagens de um destino do qual a gente precisa estar em constante procura, até o fim dos nossos dias.

Digo isso por que encontrei o meu.

16 de maio de 2011

O amor está em Apuros



Talvez não caiba a mim encontrar o paradeiro do romance perdido, porque ele não me escapou pelos meus dedos desatentos, não está ao relento entre o meio-fio e os carros, 
não se esvaiu juntos ás memórias de uma madrugada ébria. Me corrói as entranhas cogitar 
a hipótese de que talvez jamais tenha, de fato, existido aquilo que tenho procurado. Me perfura os pulmões a constatação daquelas coisas que, mesmo assumidamente prováveis e esperadas, eu ingenuamente negava até o fim que pudessem acontecer.
As piores verdades são aquelas que parecem mentira

Ma então o que é a verdade, se não tudo aquilo que acreditamos com todas as nossas forças, até o momento em que não cremos mais? As verdades mudam, e as minhas mudam numa velocidade que acredito que ninguém seja capaz de acompanhar. Justamente por isso, tratei de despir meus sentimentos de poesia. No entanto as minhas situações, mesmo nuas de significado, mesmo ceticamente analisadas com a frieza de um cirurgião, teimavam em rabiscar sorrisos na minha cara. Sorrisos que não saíam em água corrente. Mesmo assim 
tenho vivido ao pé da letra o ‘dia-após-o-outro’, jamais adornando os dias com meus costumeiros exageros que conheço bem. 
É difícil manter os pés no chão enquanto a mente voa.

Talvez o que me compete seja justamente diagnosticar a completa inexistência do romance, 
ou constatar que trata-se de um bobo conceito hipotético. Uma idéia que nos inspira, que nos motiva, que nos estufa o peito através de um brusco sopro do mais puro nada. Uma isca que nós, mesmo após fisgados sucessivas vezes, seguimos mordendo, constantemente e com convicção. E eu mordi mil vezes e vou morder outras duas mil, justamente por acreditar na chance de somente por uma vez, aquilo tudo não ser uma mentira.

7 de abril de 2011

Em Coma

Eu ando queimando todas as cartas de amor que me mandaram. Não há razão, nem sentido em guardar recordações que somente servem de enfeite no seu quarto, o perfume em cada papel, em cada folha, cada cheiro diferente uma da outra carta, perfume de corpos que eu dormia nas noites malucas e insanas de amor que eu fiz.
Quando estamos com a pessoa que amamos, nos distraímos e ao mesmo tempo você está feliz, e você nem vê o tempo passar, as horas passam, elas voam, quando se é feliz, o tempo faz você ficar distraído, porque você nem percebe o tempo passar, de tão bom que é aquele momento. E eu sinto falta de todos os momentos de amor, que eu tive, dos momentos apaixonantes de apenas uma noite, ou de uma manhã de domingo. A saudade é um sofrimento admirável, e eu sinto falta de todas as pessoas que eu amei. Então estou me livrando das fotografias, dos presentes, dando para outras pessoas que precisam mais do que eu neste momento. Pois eu não quero reviver momentos bons através de meras cartas.
Nada me encanta mais, eu não gosto de ter algo guardado no meu quarto de uma pessoa que não está mais aqui,  porque é como se a pessoa, um pedaço dela, um vestígio dela ainda estivesse ali na sua cama, nas suas veias, na sua mente. Mas na verdade ela não está. É uma doce ilusão. Eu não quero olhar, eu não quero sentir saudade.

Eu quero caminhar, vagar, me perder, mas não quero levar ninguém comigo. Eu estou em estado de coma, você me vê, e fala comigo, sente as minhas mãos. Mas eu não te olho, não consigo falar, me expressar, pois eu não consigo sentir nada. Nada além de mim mesmo.

3 de março de 2011

E viva a saúde


Trechos tirados da Série OZ

Será que cuidamos das pessoas quando estão doentes, porque realmente gostamos delas? Ou cuidamos delas porque quando chegar a nossa hora queremos que alguém cuida da gente? Será que isso importa? Ao menos você tem saúde, você não odeia quando as pessoas dizem isso? Olha você perde o emprego, perde a esposa, está na prisão!!! ae apareçe um reformador social e diz: Ao menos você tem saúde, como se isso te fizesse se sentir melhor! E daí que eu estou duro? E daí que o traficante quer me capar? Ao menos eu não tenho um tumor! Eu juro que a próxima pessoa que me dizer isso, eu vou fazer que ela não tenha saúde por muito tempo. A mente é como o corpo, vive sobre ataque constante, do medo, do ódio, e da nossa conhecida, a solidão, essas coisas são tão mortais quanto as células cancerígenas. A mente é igual ao corpo. O fato da mente conseguir sobreviver é um milagre. E sobre o amor, e dizem, ela partiu o meu coração, isso é bobagem, o coração não se parte, é um músculo, os músculos rasgam, dão câimbra, é o coração é um músculo, o cerébro também, o pinto também. Fui viciado em cocaína, foi quando eu sofri um acidente, o maior dia da minha vida, a noite da minha overdose. Deitado na cama do hospital passei pela desintoxicação, mas aquilo não foi nada demais, o que os médicos me deram, Morfina, Demerol, Percodan, eu não sabia que eu sentia dor, eu não sabia que estava no hospital. Depois voltei para casa, e para terapia, eu vivo um dia de cada vez sabe? Mas todos os dias penso nas drogas. Ficar longe delas, cada vez mais virou a minha obesessão, o meu novo vício. Todas estas pequenas dores no final vão resultar em alguma coisa. Corpo, mente, corpo e mente, eles tem que funcionar juntos senão não funciona. Você tem que cuidar do seu corpo, tem que cuidar da sua mente, tem que amar o seu corpo, a maioria não ama, não cuida e odeia a si mesmos, tem que fazer sua mente amar seu corpo, amar a você mesmo. Mesmo que seja podre, mesmo que se as coisas não saia como deveriam, você tem que amar o seu corpo, amar a si mesmo. Porque é tudo que você tem, é tudo que você tem. Eu vou fazer um acordo: Se você amar o meu corpo, eu vou amar o seu.