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10 de julho de 2012

Hoje


Hoje eu não quero conversar, eu não preciso ouvir, nem ver ou olhar.
Hoje eu não quero andar pelas ruas, nem menos em uma praia bonita.
Hoje eu quero ficar em silêncio
Hoje eu não preciso desabafar, talvez apenas por hoje.
Hoje eu não preciso de um ombro amigo, eu não preciso nem de amor e nem de carinho.
Hoje eu só preciso de mim mesmo. Eu comigo mesmo e o som de minha respiração
Hoje eu não preciso de ninguém, apenas por hoje, talvez.
Hoje eu não preciso ver o dia, nem a noite, nem sentir a brisa do sol, nem o frio do vento, nem ouvir o barulho da chuva.
Hoje eu não preciso de um abraço, eu não preciso de um beijo, talvez só hoje
Hoje eu não preciso sorrir e nem chorar, nem soltar gargalhadas, nem achar nada engraçado.
Hoje eu não preciso se sentir triste, eu não preciso.
Hoje eu não preciso sair lá fora e ver o céu azul e o infinito universo de idéias que gira em torno do mundo.
Hoje eu não preciso lembrar do passado, nem viver este momento, e nem pensar no futuro. Só hoje
Hoje eu apenas preciso de mim mesmo.
Mas eu não estou aqui.
Hoje eu estou morto.

17 de outubro de 2011

Chuva

A chuva que caiu nos últimos dias não devia parar de cair mais, ela lavou a minha carência, me trouxe dias românticos. Sinto um sentimento rasgar minhas entranhas, as trincheiras cavadas em meu coração cheio de amor, eu tenho certeza desde tempos atrás, mas estou pegando fogo por dentro, meu sistema circulatório está completamente envenenado pelas emoções de afeto, carinho, paixão, loucura e amor. Não minto e não vou dizer que eu estaria melhor, apenas caminho, observo, sinto. Caminhando pelos subúrbios e sinto uma leve brisa, minha loucura é a minha paz. Eu bebo diariamente, embora raramente isso acalme meu temperamento, isso nunca acalma meu temperamento, mas sou fenomenalmente e corretamente marcado em corações, sinto a emoção nos olhares, cada momento ruim é superado em sessenta segundos, e com essa força nós ficaremos juntos, mas laços emocionais podem se entrelaçar e se dividirem, onde há confiança haverá deleites, e quando tivermos medo ouviremos as batidas. É, você é minha pequena amante, eu devo estar louco, veja, eu estou louco, cavando um buraco em sua rua, um pequeno túnel escuro que leva ao seu quarto, onde te observo e te sigo. Sou tão sereno quanto meus amigos e meus demônios, por que você não fecha seus olhos e me reinventa? Sei que sou um típico obsessivo, nem sou mais espessa que a água, nem mais grosso do que lama, sinto oito batidas no meu coração antes de dizer que eu estou sentindo, antes de me mostrar meus sonhos, o por do sol se torna cinzas tão rapidamente quando eu lhe digo que a amo, tudo fica nublado, mas me mantenho calmo, porque sei que vai chover e a chuva vai lavar todos meus medos, o importante é que sei o caminho de volta pra casa.